quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

RESPOSTA AO ZÉ WALTER


Carvalho,

Parabenizo-lhe por sua contribuição. Ela nos informa o quê está ocorrendo. E é simples e entendida. Gostaria que mensalmenete  a Previ nos atualizasse de forma simples, seguindo seu exemplo voluntário. Sem gastar dinheiro com grandes consultorias (que a gente sabe que é tudo maracutaia).
Como sou um homem médio (zé povim) fico a pensar?... quer dizer que se ocorrer déficit, incontinenti, a norma do estauto é aplicada (autoaplicável), porém quando ocorre superávit para ser cumprida, a mesma norma,  a interpretação é extensiva. E sua aplicação necessita de autorização até da mãe de calor de figo?... Isso é que eu não entendo... Ora esse estatuto tem força normativa, ora é folha de papel?...
Os dirigentes maiores  (presidentes), segundo a mídia, estou passando o peixe no mesmo preço que comprei, tanto da previ(ex-presidente) e do BB guardam dinheiro em casa. E eu como homem médio (zé povim) posso acreditar nesses números?... Falo assim porque quem guarda dinheiro em casa não acredita no mercado financeiro...
Repito o chavão: "estamos aos sabores do vento"... Com BET ou sem BET estamos sendo roubados, digo, assim, porque se ocorrer o BET o BB leva o dele, ao arrepio da lei.
E quem está no poder é o partido dos trabalhadores... pense quando chegar o partido dos patrões?... Estamos no córrego... E as Roses mandando no BB e os aposentados e o pessoal que trabalha nas agências vivendo  sob medicação de: rivotril, paroxetina, respiridona, oxcarbazepina, donaren, etc. 
Se você quiser , autorizo, publicar essa resposta no seu blog, que tentei acessar e não consegui.

ZW.

Prezado Zé welto:

Grato pelo incentivo.
Entendo seu comentário e desabafo.
Vou tentar esclarecer.
O desejável de qualquer fundo de pensão é que haja o equilíbrio. Nem superávit e nem déficit.
A PREVI nos último 8 anos tem apresentado superávit, isto por conta de aplicações de recursos na bolsa de valores, por conta do não pagamento integral da reserva de poupança dos pedevistas que se desligaram do Banco até 1997 e por conta do achatamento dos nossos benefícios.
A lei 109/2001 diz que, havendo superávit deve ser contabilizado em reservas de contingência, (25% das provisões matemáticas). O que passar das reservas de contingência é considerado reserva especial que se repetir 3 anos sequenciais deve ser usada para revisão do plano que começa com isenção de contribuições e o que sobrar seria destinado aos participantes. Desde de 2007 que nem o Banco e nem os participantes contribuem para a PREVI e está garantido até 2013. Em 2008 foi editada a resolução 26 que determina que havendo reservas especiais esta deve ser partilhada com o patrocinador.
Para o uso da reserva é obrigatório alterar o regulamento e neste caso tem de haver concordância do Banco, do Governo, que é o controlador do Banco e da PREVI que é o Órgão Regulador dos fundos de pensão.
Em 2010 a PREVI contabilizou R$ 15 bilhões de reservas em um fundo previdencial, sento R$ 7,5 bilhões para o Banco e R$ 7,5 bilhões para os participantes, previsto para durar até 2014. O saldo atual do fundo suporta o pagamento até 2014. Porém, a lei determina que se o superávit foi inferior a reserva de contingência (25% das provisões matemáticas) que é o valor contabilizado para garantir o pagamento dos benefícios até o final do plano, a PREVI deverá resgatar do fundo previdencial o valor suficiente para recompor a reserva de contingência. É lei. A PREVI está pagando o Banco na mesma proporção que nos paga. Se for necessário recompor a reserva de contingência será usado tanto o saldo do Banco como dos participantes em partes iguais.
Apesar de a PREVI ainda não ter divulgado o desempenho de novembro e nem a rentabilidade de dezembro, o continuidade do pagamento do BET em 2013 está garantida, considerando as previsões até novembro. Acredito que em 2014 também teremos o BET, pois 2013 deverá ser um ano melhor para a PREVI. Se houver reserva especial em 2012, acredito que será muito pequena,  a PREVI será obrigada a distribuir e novamente em partes igual com o Banco. Na hora que acabar a reserva especial voltaremos a contribuir para a PREVI, nós e o Banco. Se um dia houver déficit, o que não acredito, pois temos um colchão de R$ 25 bilhões de reserva de contingência, o plano poderá ser revisto, com elevação de contribuições para nós e para o Banco, em partes iguais ou redução de benefícios, possibilidade muito remota.
Quanto aos Presidentes guardar dinheiro no colchão não li nada a respeito. Alias, circulam na internet muita informação sem sentido, sem fundamento, sem fonte confiável, que não merecem credibilidade. Costumo deletar.
Observe que em novembro a PREVI aprovou a mudança do mês de reajuste dos benefícios de junho para janeiro. O processo está transitando no Governo, porque deve ser alteado o regulamento e ainda não foi aprovado.
Em 2013 continuaremos acompanhando.
Vou postar sua mensagem e meu comentário no blog. O acesso é fácil. No campo onde se digita um site ou e-mail, digite: ajccarvalho.blogspot.com
Espero ter contribuido

Um comentário:

Unknown disse...

carvalho, bm blog p/ bons debates.Sds, abç!