domingo, 3 de fevereiro de 2013

BENEFÍCIOS DISTORÇÕES-RESPOSTA AO FARACO


Prezado Faraco e demais Colegas:

Ao menos em um ponto VOCÊ corda: A PREVI paga benefícios incompatíveis com as contribuições de cada um. Isto é injusto e precisa ser levantado e corrigido. Sei que é um sonho!
Volto a dizer que os regulamentos, em especial após 1997, provocaram muitas distorções. É certo que a política salarial do Banco também contribuiu para redução de benefícios e o Banco acabou tirando proveito da situação.
Desta forma, continuo afirmando que: Houve contribuições semelhantes para benefícios diferentes. Houve contribuições maiores para benefícios menores e vice versa. Isto foi e continua sendo injusto.
Nunca preguei a ideia de reduzir benefícios dos que ganham mais. Defendo o alinhamento com elevação dos que ganham menos. O nivelamento seria por cima. Lamentavelmente, ao invés de se corrigir as distorções utilizando superávits históricos e elevados, a opção foi por paliativos em que o Banco sempre se beneficiou.As reservas especiais utilizadas, trazidas a valores presente, deve passar dos R$ 70 bilhões, suficiente, possivelmente, com sobra, para as correções das injustiças.
Tenho afirmado que foi tudo feito de acordo o regulamento de cada época. Foi Legal, do ponto de vista normativo, mas foi injusto.
Volto a minha simulação, incluindo novos personagens e calculando as distorções com mais profundidade.
Você disse que Maria, por opção, foi culpada pela redução do seu benefício. Muito cruel! De fato Ela poderia ter continuado pagando suas contribuições como comissionada.  Você esqueceu, meu caro Faraco, que a grande maioria dos colegas não lê os regulamentos. Confiávamos no Banco e na PREVI que, nem sempre, prestam orientações. Acredito que o caso do nosso colega MILTON BERTOCO que teve seu benefício reduzido a um terço, conforme já revelou nos grupos, foi o mesmo de Maria. Será  que foi por opção do Bertoco? Com a palavra o Berto.
Dito isto, vou reconstituir as simulações, com mais detalhamentos:
Jose, Sônia, Pedro, João e Barbara ingressaram no BB em junho de  1970.
Em junho de 1980, José e João foram comissionados.
Em junho de 1980 todos com eram postos efetivos, tinham contribuições acumuladas de R$ 72.000,00 (1/3 + 2/3 do Banco).
Em junho de 1995, Sônia assumiu a mesma comissão de José e João.
Entre junho de 1996 a junho de 1997, Pedro, que continuou como posto efetivo, vendeu tudo que tinha acumulado: Férias, licença prêmio, folgas, etc. e atingiu 136% do VP.
Em junho de 1997, as reservas de poupanças, a grosso modo, eram assim:
- José e João R$ 220.000,00
- Sônia R$ 200.000,00
- Pedro R$ 190.000,00.
- Barbara R$ 190.000,00
Em junho de 1997, José, Sônia e Pedro resolveram se aposentar. João e Barbara tiveram de ficar porque não tinha tempo de INSS. O VP de todos era de R$ 2.000,00. A comissão era de R$ 1.000,00
Apesar de contribuições diferentes, os benefícios foram iguais para os que se aposentaram, ou seja: 27/30 avos de 136% do VP. (136% de R$ 2.000,00 : 30 X 27 + 25% de gratificação) = R$ 3.060,00 de benefício total.  (-) R$ 950,00 do INSS = R$ 2.110,00 de complemento da PREVI.                                                                                                                  
Em junho de 2000, Barbara e João se aposentaram.
João teve a média das 36 última contribuições de 136% do VP atualizada pelo IGPDI + 25% de gratificação ficando em R$  3.785,00.  (-) R$ 1.331,00 da parcela PREVI = R$ 2.454,00 de complemento da PREVI.
Barbara teve a média das 36 últimas contribuições, atualizadas pelo IGPDI e resultou em R$ 2.226,00 + 25% de gratificação = R$ 2.782,00. (-) R$ 1.331,00 da parcela PREVI = R$ 1.451,00 de complemento da PREVI.
O benefício do INSS era de R$ 1.100,00, gerando uma perda de R$ 231,00 mensal, tanto para João como para Barbara.
Os benefícios de Jose, Sônia e Pedro, corrigido pelo IGPDI acumulado em junho de 2000 era de R$ 3.978,00. (-) R$ 1.100,00 do INSS = R$ 2.878,00 de complemento da PREVI.
Logo, José que contribuiu 10% menos que João ( 27/30 avos), em 2000, recebia da PREVI 17% a mais que João.
Pedro que contribuiu com 10% menos que Barbara, recebia da PREVI em 2000, 50% a mais que Barbara.
A grosso modo, as reservas de poupança, considerando depósitos e retiradas, sem a rentabilidade da PREVI,  estavam assim:
- João R$ 240.000,00
- Barbara R$ 190.000,00
- Jose R$ 170.000,00
- Sonia R$ 150.000,00
- Pedro R$ 100.000,00
As perdas com a Parcela PREVI são mais significativas do que VOCÊ estima. Entre junho de 2000 a dezembro de 2005 a Parcela PREVI teve reajuste acumulado de 65%, enquanto os benefícios do INSS foram reajustados em 56%, o que significa uma perda de 9% de benefícios. É certo que a partir de dezembro de 2005  foi reduzida com recursos do superávit e a maioria teve suas perdas neutralizadas e houve até ganho. Porém, ainda existem colegas que continuam sendo prejudicados pela Parcela PREVI e todos vão continuar carregando as perdas acumuladas entre 1998 a 2005.
Finalmente  EU pergunto: Ainda existem dúvidas de que:
-Houve contribuições semelhantes para benefícios diferentes?
- Houve contribuições maiores para benefícios menores e vice versa?

Abraço,

Carvalho

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