domingo, 17 de março de 2013

PREVI E O TREM BALA - VOCÊ CONCORDA


COLEGAS:

Ultimamente tem circulado notícias sobre a retomada do projeto TREM BALA.
Novamente a PREVI pode ser escalada para participar dos investimentos deste projeto duvidoso, através da INVEPAR, da qual participa, junto com a OAS.
Em 2012, em uma palestra do Presidente da INVEPAR, indaguei sobre a participação no TREM BALA. Perguntei se era viável. Ele respondeu que era inviável, mas que, estava sendo refeito para novas análises.
Circulam informações de que o projeto terá um custo de cerca de R$ 35 bilhões e que o Governo vai recorrer aos fundos de pensão para aportarem recursos.
A imprensa comentou sobre os riscos ambientais, possibilidade de super faturamento e baixa taxa de retorno. Abordou sobre o desinteresse da iniciativa privada.
A INVEPAR foi criada em 2000 para atuar em infra estrutura e transportes. Participou de privatizações de rodovias. Em 2012 participou da privatização do aeroporto de Guarulhos, cujo processo foi questionado, considerando o seu fechamento por valor bem mais elevado do que a avaliação.
A PREVI participa com 36% do capital da INVEPAR e indica conselheiros, “pro forme”. As decisões são tomadas previamente pelos acionistas, conforme acordo assinado. Os conselheiros acompanham as decisões.
Em minha opinião, investi no TREM BALA não interessa ao Plano I da PREVI que está fechado e em extinção. Além de outros riscos que apresenta e do longo período de maturação, existem incertezas da rentabilidade. De outro lado, a PREVI está com 61% dos seus investimentos em renda variável, muito concentrado. Está desenquadrada na INVEPAR, pois não pode participar com mais de 25% do capital.
Por este e outros motivos devemos ficar alertas, fazendo o possível para que a vontade do Governo não se materialize mais uma vez, em prejuízo dos participantes do plano.
Temos no passado exemplos de insucessos de projetos fracassados, aprovados por influências de Governos e interesses particulares.
Como exemplo, citamos a Costa do Sauípe, em que a PREVI foi atraída pelo Governo e Odebrech, que em seguida construiu um condomínio do lado do empreendimento, teve suas terras valorizadas e depois caiu fora.  Entre 1998 a 2002 a PREVI investiu cerca de R$ 180 milhões. Este valor virou pó. Está contabilizado como zero. Se tivesse  aplicado em outros ativos, hoje poderíamos ter cerca de R$ 1,6 bilhões, pois a rentabilidade da PREVI nos últimos 15 anos ultrapassou mil por cento. Além deste prejuízo, chamado de “custo de oportunidade” o resultado operacional negativo acumulado, “prejuízo”, passa dos R$ 100 milhões. Ademais, a PREVI continua gastando para manutenção do complexo, até encontrar alguém interessado na compra.
Vamos ficar atentos, amigos, conclamando os Diretores eleitos para barrarem a aprovação de investimentos neste projeto. Na Diretoria temos 3 Eleitos e 3 indicados. Não existe o voto de minerva. Aprovações ocorrem por maioria. Basta um eleito passar para o lado do Banco/Governo, a exemplo do que vem ocorrendo em outras decisões, estaremos mais uma vez prejudicados. No futuro, devemos ter o cuidado para elegermos Diretores realmente comprometidos com os associados.
OBS:
Fica autorizado o repasse, preservando a fonte.
Comente meu blog: ajccarvalho.blogspot.com

Antonio Jose de CARVALHO

8 comentários:

Unknown disse...

Prezado Carvalho,

Na forma usual sua manifestação é oportuna e bemvinda. Como a PREVI não é dada ao diálogo, não estar enquadrada no consórcio, além de aventada a hipótese de algum diretor eleito bandear-se para o lado indevido, talvez caiba alguma medida judicial preventiva. Uma ação cautelar evidenciando a possibilidade de prejuízo ou baixa rentabilidade para um plano já fechado com certeza sensibilizaria o Judiciário. Ao menos é o que espero.

Cordialmente,
Luiz Faraco - Florianópolis-SC

Afonso disse...

Se o governo quiser, vai pegar o dinheiro da PREVI, e pronto. Eles estão acima da lei. A lei, serve para nós, mortais, para eles, não. Exemplo disso, são os R$ 7,5 bilhões surrupiados do nosso fundo. Podemos ficar indignados do jeito que quisermos pois no futuro, seremos esquecidos e nem como colaboradores da obra faraônica seremos lembrados. O governo quis construir Brasília e pegou todo o dinheiro dos fundos de pensão e fez, e o crápula o JK, é considerado herói. E este governo que aí está ainda é mais perigoso. Um voto contrario, pode virar Celso Daniel.
Afonso Pires Faria

Francisco Maurílio Fernandes disse...

Colega, você é muito atuante, imbuído de bons propósitos daí, além de ter merecido o meu voto, fiz campanha enaltecendo os seus predicados. Um abraço !

Luis-BH disse...

Grande Carvalho, concordo 100% com o que disse. Não dá para um plano em extinção investir nesse empreendimento de longuíssimo prazo e de alto risco. Talvez só medidas judiciais evitem mais esse golpe no nosso patrimônio.

O Afonso lembrou bem da construção de Brasília. Anos atrás, assisti a uma palestra de um auditor do INSS, que demonstrou a utilização dos recursos de previdência naquela obra faraônica...

Depois disso é que veio esse papinho, por décadas, de que a previdência era deficitária. Claro que é! O modelo de previdência oficial prevê contribuições de três fontes: empregadores, empregados e governo. Só que o governo, além de nunca ter posto um centavo, tirou os recursos para construir Brasília e outras coisas...

Antonio Carvalho disse...

Caro Faraco:

Concordo com Você.
Não é recomendável aguardar decisões da Diretoria, pois, não sabemos de que lado estão os Diretores Eleitos.
No Conselho a situação ainda é pior porque existe o voto de minerva, atribuído pelo Presidente do Conselho, indicado pelo Banco/Governo.
É recomendável uma medida judicial cautelar. O leilão será em agosto.
Com a palavra nossas Associações.
Abraço,

Carvalho

Antonio Carvalho disse...

Prezado Afonso,

Embora lamentável, é verdadeira sua afirmativa. Se o Governo quiser vai fazer e fim de papo.
Porém, se nossos eleitos ficarem do nosso lado, ficará mais difícil, pois, haveria um impasse na Diretoria, que pode ser atropelada pelo Conselho, onde existe o voto de minerva.
Uma medida judicial cautelar pode dificultar o processo.
Abraço,

Carvalho

Antonio Carvalho disse...

Prezado Francisco:

Grato por sua generosidade, enaltecendo o meu nome.
Para mim serve como incentivo e elevação do meu compromisso e responsabilidade.
Abraço,

Carvalho

Antonio Carvalho disse...

Concordo com Você, meu caro Luis.
Governos, não importa em que época e nem de qual partido, crescem os olhos diante de recursos públicos.
Os meios, para os governantes, justificam o fim.
Abraço,

Carvalho