quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O BET NÃO PRECISA ACABAR


Reproduzo, abaixo, mensagem que Valmir Camilo circulou na internet.
 
"Colegas,
A matéria de capa da Revista PREVI nº 173 de agosto de 2013, sinaliza o fim do BET.
Chama a atenção, ainda, para a possibilidade do retorno das contribuições. Dupla penalização para os associados da Previ.
Alguns anos atrás, em uma publicação da ANABB, afirmei que era muito fácil administrar a Previ, com a Bolsa marcando 70 mil pontos.
Era preciso se preparar para momentos, onde a fotografia das ações em 31 de dezembro, não fosse tão boa. Este é o sinal para 2013.
O BET não precisa acabar. Precisamos ser criativos e sair da armadilha da Bolsa de Valores. Como?
Como a Previ faz a valoração das empresas que não estão na Bolsa de Valores?
Uma assessoria especializada, certificada internacionalmente, faz a avaliação do ativo e aponta três cenários.
A Diretoria e o Conselho Deliberativo da Previ, escolhem o cenário, e considera o valor aprovado para a somatória dos ativos.
A NEOENERGIA é uma grande empresa, que não está na Bolsa de Valores, e seus ativos são valorados desta forma.
Como chegamos ao resultado da Previ? Total dos ativos, menos, reserva matemática e menos reserva de contingência.
Ou seja: somamos as reservas matemáticas com a de contingência e comparamos com o total dos ativos.
Se o total dos ativos for maior, temos superávit. Se total dos ativos for menor, temos déficit.
Simples assim.
As empresas listadas em bolsa, são valoradas pelo preço das ações no último pregão do ano. Como a bolsa está em queda...
É preciso fazer mais do que ficar esperando, e torcendo, pela fotografia da bolsa no último dia do ano.
A Previ, em comum acordo com o Banco, escolhe as principais empresas de seu portfolio é contrata avaliações dos ativos.
Será que a Previ VENDE suas participações na Vale, Petrobrás, Embraer, Paranapanema, Perdigão, e tantas outras, pelo valor de Bolsa?
Com certeza não. Elas estão cotadas por muito menos do que realmente valem e ainda tem o prêmio de controle destas empresas.
Basta virar o jogo, ignorar a crise da Bolsa de Valores e contabilizar o valor das empresas pelo valor real.
Com certeza o superávit vai aparecer e o fantasma do fim do BET vai desaparecer.
O BET não precisa acabar. Mas precisamos ser criativos e fazer diferente, sem colocar em risco os ativos da Previ.
Ou alguém acha que o valor de Bolsa é garantia definitiva para fixar o valor dos ativos dos fundos de pensão?
Convido os associados da Previ para este debate. Este sim vale a pena. Vamos salvar o BET, precisamos fazer alguma coisa.
A hora é agora. Convido, também, as entidades do funcionalismo, todos juntos contra o fim do BET.
Um forte abraço.
VALMIR CAMILO
Conselheiro Deliberativo eleito da PREVI.
1998/2002 e 2004/2008"

terça-feira, 22 de outubro de 2013

DESPESAS DA PREVI - RESPOSTA AO GERALDINO


Divulgo, abaixo, resposta que enviei ao colega Geraldino, postada  nos grupos e em e-mails de lideranças.
Abraço,
Carvalho
 
"Prezado Geraldino:
Atendendo sua solicitação, olhando rapidamente o Relatório da PREVI de 2012, repasso algumas informações, dentre outras importantes, no ano de 2012:
- Despesas Administrativas: R$ 236 milhões. Destaco: R$ 191 milhões com o Plano I, sendo: R$ 123 milhões com gestão; R$ 26 milhões gerais, R$ 20 milhões com honorários; R$ 945 mil com viagens. Note: Quem está faturando bem são os Advogados. Seria menos oneroso se corrigissem as injustiças;
- A PREVI pratica Taxa de Administração diferenciada, sendo: 4% do plano I; 1,5% do Plano II e 2,5% da CAPEC. Foi promessa de campanha reduzir a taxa de Administração, também não cumprida, a exemplo da não incorporação do BET, que foi uma promessa irreal, para não dizer irresponsável;
- A PREVI tem um quadro de 825 funcionários. Bons técnicos, no meu entendimento.
- Em 2012 Foram pagos R$ 8,4 bilhões de benefícios, incluído o BET, Renda Certa, Benefício de proporcionalidade e benefícios judiciais.
- Principais Investimentos do Plano I: Renda fixa, R$ 50,1 bilhões; Imóveis, 8,2 bilhões; Operações com participantes, R$ 5,2 bilhões; Renda variável, R$ 96,7 bilhões, desdobrado em: R$ 46,6 bilhões em ações; R$ 49,6 bilhões em Fundos de Rendas Variáveis, predominando investimento na Vale, da qual a PREVI tem 22% do capital. Este investimento na Vale e nas Energéticas são avaliados pelo valor econômico.
No referido Relatório a PREVI divulga, dentre outros orgulhos a sua visão de futuro, transcrita abaixo:
 Visão de futuro
Ser a melhor administradora de planos de benefícios do Brasil, sendo referência internacional, com excelência comprovada por indicadores em:
Práticas de gestão de ativos e passivos;
Satisfação dos participantes;
Custo administrativo (relação custo x benefício);
Responsabilidade socioambiental;
Produtos e serviços previdenciários;
Política de pessoal.
Ser motivo de orgulho para participantes
Grifos meu: Você concorda?
Na minha percepção a PREVI na prática continua distante da visão apregoada. Vejamos:
- Descumpre as boas práticas de Governança, ao indicar Conselheiros com Conflito de interesses;
- Descumprimento do Estatuto e Regulamento, pagando benefícios privilegiados e irregulares aos seus Dirigentes e do Banco;
- Resiste o cumprimento de determinação da PREVIC, que é o Órgão Fiscalizador, pagando benefícios privilegiados aos seus Dirigentes e do Banco, acima do TETO.
- Pratica taxa de Administração para o Plano I muito elevada.
Quem ainda não assinou,
Vamos assinar o Abaixo Assinado em apoio ao PDS 275/2012, tentando corrigir alguns abusos. Pode ser assinado manuscrito ou pela internet, clicando no LINK:
Abraço,
Carvalho
 






 


Abraço,

Carvalho

domingo, 20 de outubro de 2013

PREVI - NOSSO BOLSO


COLEGAS:
Atualização em setembro. Mesmo com ameaças da PREVI, continuo acreditando, a exemplo de 2012, que teremos o BET e isenção das contribuições até 2014. Vejamos:
1 - Os saldos provisionados, cera de R$ 1,8 bilhões em setembro, podem sustentar o pagamento do BET e a isenção das contribuições até julho de 2014. Ainda temos R$ 500 milhões de reservas de 2012, para possível uso em 2014. Para continuidade deste pagamento é preciso que o SUPERAVIT de dezembro seja maior do que 25% das Reservas Matemáticas. Do contrário, a PREVI reverterá valores provisionados para compor a reserva de contingência. Pode antecipar o fim do BET.
2 – Informalmente o Colega Aldo Alfano, Conselheiro Fiscal da PREVI, me adiantou que em setembro faltaram em torno de 1,6 bilhões para compor a reserva de contingência. A reserva especial para o BET ficou negativa em R$ 1,6 bilhões. Se fosse em dezembro o BET acabaria, voltaríamos a contribuir e nosso benefício seria reduzido em torno de 24%. Esta redução é inevitável. Deve ocorrer no máximo em 2014. Em setembro de 2012 o valor ficou negativo em R$ 2,9 bilhões. A situação era mais grave do que em 2013. Não fosse a Resolução 26/2008, que exigiu repasse de R$ 7,5 bilhões ao Banco, nosso benefício poderia ter sido reajustado em torno de 15% em 2010. Estaríamos livres destas angústias. É nosso dever combater por todos os meios este e outros abusos. Não bastam reclamações e falação de muitos. Precisamos de AÇÃO.
3 – A PREVI desembolsa cerca de R$ 600 milhões mensais. Com o 13 salário, até dezembro deverá pagar R$ 2,4 bilhões de benefícios. Somando-se a R$ 1,6 bilhões para cobrir a reserva de contingência, precisa de R$ 4 bilhões até dezembro. É necessário uma rentabilidade acumulada neste trimestre em torno de 2,5%. No primeiro trimestre foram 2,2%. No segundo foi -0,8. Em julho e agosto foram de 2,3%. Estimo 3,2% no terceiro trimestre. No último trimestre de 2012 foram de 4,8%. A PREVI renegociou títulos com o Governo. A Reserva especial foi de R$ 1 bilhão, não usada.
4 – Ressaltamos que do patrimônio de R$ 163 bilhões, cerca de R$ 97 bilhões estão em renda variável. Deste valor, cerca de R$ 35 bilhões da Vale e das Energéticas são avaliados pelo valor econômico. A PREVI é conservadora. Historicamente o valor econômico é inferior ao valor de mercado. Em 2012 o valor econômico ficou próximo ao do mercado. Certamente em dezembro será feita nova avaliação, podendo alterar os números acima comentados. Em outubro de 2012 a Bolsa somava 57.068 pontos e fechou dezembro com 60.952 pontos. Hoje soma 52.338 pontos. Este é mais um balizador. Outros fatores como inflação e elevação de juros também influenciam.
Enquanto isto, vamos apoiar o Projeto Dec. Legislativo que objetiva cancelar artigos abusivos da Resolução 26/2008, responsável por estas angústias. Clique no LINK: ABAIXO ASSINADO PDS 275/2012. Imprima o modelo, assine e colha assinaturas de Parentes e amigos, devolvendo-me conforme orientação no rodapé do documento. Desejando assinar pela internet clique no LINK:
Participe, divulgue. Vamos fazer nossa parte, combatendo os abusos em nossa PREVI.
Se desejar, visite, adicione e participe do meu blog, clicando em: http://www.ajccarvalho.blogspot.com.br.
 Abraço,
Antonio J. CARVALHO

domingo, 13 de outubro de 2013

PREVI - COMENTÁRIOS SOBRE O BET


Abaixo, publico comentários que postei nos grupos de discussões com cópias para algumas lideranças e entendidos no assunto.
Abraço,
Carvalho
 
"Concordo com a abordagem do Bomfim.
Porém, alguns números dos demonstrativos divulgados pela PREVI não estão claros, ao meu entender. Vejamos:
- Em 2012 o saldo dos Fundos destinados ao BET e ao Banco eram iguais. A partir de janeiro de 2013 o saldo destinado ao Banco R$ 2,037 bilhões, ficou menor do que o destinado ao BET R$ 2.528 bilhões;
- Em janeiro de 2013 o saldo do fundo destinado ao BET aumentou e o destinado ao Banco diminuiu. Não sei o motivo;
- Em 2012, a média mensal baixada no saldo do Fundo destinado ao BET foi de R$ 109 milhões. No segundo semestre os valores cresceram. Pelos reajuste dos benefícios?
- No primeiro semestre de 2013 a média mensal baixada para pagamento do BET foi de R$ 120 milhões. Em junho de 2013, o valor baixado foi de R$ 152 milhões, bem superior aos reajustes que tivemos. Em julho de 2013 foram baixados R$ 142 milhões;
- O saldo do fundo destinado ao BET em julho é de R$ 1,748 bilhões e o do Banco é de R$ 1,234 bilhões.
- Em julho as reservas para revisão do Plano ficaram negativas em R$ 3,265 bilhões. Logo, se fosse em dezembro o BET acabaria porque o saldo dos Fundos, tanto para o BET como para o Banco seriam revertidos para cobertura da reserva de contingência;
- Em junho a rentabilidade foi -2,17. Em julho dói de 1,69 e em agosto foi de 0,70.  A PREVI ainda não divulgou o ativo líquido de agosto;
- Em reunião em Porto Alegre, foi divulgado que a Conselheira Célia informou que a reserva especial em setembro foi cerca de R$ 2,6 bilhões negativa. Também o BET acabaria. A Conselheira teria dito que ainda é cedo para se afirmar o fim do BET. Concordo. No segundo semestre geralmente as bolsas sobem. Vai depender muito do cenário internacional, particularmente da briga política nos Estados Unidos.
- Na minha opinião, falta melhor transparência nos demonstrativos da PREVI;
- Os saldos dos fundos podem até sofrer influências das rentabilidades. Não sei dizer. - - De repente o colega Faraco que demonstra conhecer o assunto e o Aldo, do Conselho Fiscal, a Célia, do Deliberativo, podem apresentar explicações para as grandes variações dos saldos dos fundos, principalmente em 2013. Do contrário, cabe-nos consultar a PREVI;
- Em julho de 2013 o saldo destinado à isenção de contribuições era de R$ 386 milhões. A média mensal baixada do saldo deste fundo em 2013 foi de R$ 37 milhões.
Feitos os comentários e refletindo sobre os números que dispomos, caso o superávit em dezembro de 2013 seja maior do que 25% das reservas matemáticas podemos fazer seguintes previsões:
- Com a continuidade de baixa do saldo nosso fundo pelo último valor de julho de R$ 141 milhões mensal, o BET poderá ser pago até agosto de 2014;
- Se as baixas do saldo ocorrerem pela média do ano de 2013, R$ 129 milhões, mensal, o BET pode durar até setembro de 2014;
- Se as baixas forem pela média mensal de janeiro a maio de 2013, R$ 120 milhões, o BET pode durar até outubro de 2014.
- Com relação ao reinício das contribuições, considerando o saldo de R$ 386 milhões em julho de 2013 e a baixa deste saldo, média mensal em 2013 de R$ 37 milhões, podemos voltar a contribuir a partir de junho de 2014.
Finalmente, mesmo sem ter bola de cristal, a exemplo do ano de 2012, continuo acreditando que teremos o pagamento do BET até dezembro de 2014.
Enquanto isto, vamos continuar assinando o ABAIXO ASSINADO apoiando o PDS 275/2012 que objetiva cancelar artigos abusivos da Resolução 26/2008, responsável pela criação do BET, quando, pela Lei 109/2001 a reserva de R$ 15 bilhões em 2010 deveria ser usada para revisão do Plano, podendo implicar no reajuste do nossos benefícios em torno de 15%.
Aceito críticas, comentários, explicações, etc.
Se desejar, visite, adicione e participe do meu blog, clicando em: http://www.ajccarvalho.blogspot.com.br.
Abraço,
Carvalho"
 
 
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PREVI - SENADORA APOIA O PDS 275/2012

Abaixo, transcrevo resposta que enviei à Senadora Ana Amélia, que apoia o PDS 275/2012.
 
"Senhora Bárbara:
Solicito agradecer à Nobre Senadora Ana Amélia, pelo empenho na defesa dos Fundos de Pensão, procurando coibir os abusos e ilegalidades praticadas, que podem comprometer o equilíbrio e a saúde financeira dos Planos e a sobrevivência dos Participantes e Assistidos. Conforme solicitado pessoalmente em Joinvile, quando entregamos correspondência subscrita por mais de 500 assistidos da PREVI, gentileza lembrar à Ilustre Senadora a importância da elaboração de Parecer alternativo ao do Senador José Pimentel, relator do PDS 275/2012 na Comissão de Assuntos Econômicos, considerando que o referido Senador assinou a Resolução 26/2008 e solicitou o seu deslocamento da Comissão de Cidadania e Justiça para a Comissão de Assuntos Econômicos. Continuo empenhado na busca de assinaturas do ABAIXO ASSINADO em apoio ao PDS/275, modelo anexo, para o qual já conto até o momento, com mais de 20 mil adesões. Solicito a apoio de todos.
Estou publicando no blog: http://www.ajccarvalho.blogspot.com.br e no Facebook, com cópia para algumas lideranças, pessoais e Institucionais.
1 – FAABB – Federação das Associações de Aposentados do Banco do Brasil que congrega 28 Associações de aposentados e sua Presidenta, Isa Musa;
2 – ANABB – Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, que congrega cerca de 105 mil associados, da qual sou Conselheiro Fiscal e ao seu Presidente, Sergio Riede;
3 – AAFBB – Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil, que congrega mais de 30 mil associados e seu Presidente, Gilberto Santiago;
4 – AFABBS – Associações de Funcionários Aposentados do Banco do Brasil;
5- Grupos de discussões da Internet e algumas lideranças.
Gentileza manter-me informado das providências.
Atenciosamente,
Antonio J. CARVALHO.
  Barbara da Rosa Salles [mailto:BARBARAR@senado.gov.br]
Enviada em: quarta-feira, 9 de outubro de 2013 15:05
Para: ajccarvalho72@gmail.com
Assunto: RES: PREVI - PDS 275/2012
 
Prezado Senhor Antonio Carvalho,
            Por solicitação da Senadora Ana Amélia agradeço sua correspondência. Informo que estaremos atentos ao PDS 275/2012, de autoria do Senador Paulo Bauer, que objetiva cancelar artigos abusivos da Resolução 26/2008 do CGPC – Conselho de Gestão da Previdência Complementar que, extrapolando a Lei Complementar 109/2001, permite os Fundos de Pensão destinar parte das reservas aos Patrocinadores. Esclareço que o referido projeto aguarda realização de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.
            Ressalto que a audiência pública requerida pela Senadora para tratar sobre a situação dos fundos de pensão brasileiros foi pré-agendada para o dia 5 de novembro, terça-feira. O gabinete está à disposição.
Atenciosamente,
 
Bárbara Salles
Assessora Parlamentar - Gabinete da Senadora Ana Amélia
Praça dos Três Poderes
Senado Federal
Ala Senador Afonso Arinos – Gab.7
70165-900 - Brasília - DF
Telefones: + 55 (61) 3303-6085
               + 55 (61) 3303-6084  
Fax: 61 3303–6091"

FUNDOS DE PENSÃO - EQUACIONAMENTO DO DÉFICIT

Dentre vários temas abordados no último Congresso da ABRAPP foi discutido sobre o equacionamento de déficit dos Fundos de Pensão que deverão ocorrer já em 2013, diante do fraco desempenho da economia. Este assunto tratado pontualmente, no momento não afeta a PREVI que, continua com Superavit. Porém, há indicativos de mudanças mais profundas na Resolução 26/2008. Devemos continuar atentos, fazendo os acompanhamentos, para tentar combater mudanças que nos afete ainda mais. No final do ano passado a PREVI comentou sobre a possível redução do percentual da reserva de contingência de 25% para 15%. Na sequência, o Deputado Berzoini apresentou projeto de Lei neste sentido, arquivado posteriormente. A redução das reservas de contingências implica na elevação nas reservas especiais. Havendo reservas especiais, se de um lado podemos manter o BET o  Banco vai continuar levando a metade, quando, pela Lei 109/2001, deveria ser usado para revisão do plano, melhorando nossos benefícios que se encontram achatados. Isto pode enfraquecer o nosso plano, podendo colocar em risco a estabilidade e continuidade dos nossos benefícios.
Este é mais um motivo para apoiarmos o PDS 275/2012 que objetiva cancelar art. abusivos da Resolução 26/2008. Para tanto, devemos assinar e difundir o ABAIXO ASSINADO que estou coordenando.
Abaixo, leia artigo publicado pela ABRAPP, nesta data.
Abraço,
Carvalho.

"FOMENTO - DISCUSSÕES AVANÇAN - 09/10/2012
 
Avançam as discussões de um conjunto de temas destinados a produzir, ao final, um ambiente propício ao fortalecimento e fomento do sistema. Por exemplo, na próxima segunda-feira (14) o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) estará reunido para discutir, entre outras, a questão do equacionamento do déficit. “A Abrapp, que estruturou propostas com a melhor fundamentação técnica, ouvindo inclusive associadas e especialistas, vai com certeza defender tais sugestões no CNPC”, diz Nélia Pozzi, presidente do Sindapp e uma das representantes, ao lado de Reginaldo José Camilo, Vice-presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp, das entidades e seus dirigentes no Conselho.
Em reunião na última segunda-feira (7), presentes o titular da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), José Maria Rabelo, e o Secretário-adjunto de Previdência Complementar, José Edson da Cunha Júnior, Nélia e o atuário Antônio Fernando Gazzoni, além de representantes de outros segmentos com assento no CNPC, o governo mostrou que já está pronta a proposta que irá levar ao Conselho. Apesar disso, ficou claro que nada impede que a Abrapp defenda as suas sugestões diretamente diante dos conselheiros na semana que vem, no que se refere ao artigo 28 da Resolução CGPC 26/2008, em especial o prazo para adoção de medidas efetivas para equacionamento do déficit.
É nesse espaço, observa Nélia, que a Abrapp vai reforçar a sua proposta fundamentada em todo um raciocínio técnico, fruto inclusive do trabalho de uma comissão de especialistas criada para esse fim. Entre outras sugestões, está a elevação do percentual de 10% para 15% relativo  ao montante permitido de insuficiência, para fins de equacionamento do déficit, e do prazo para início de seu equacionamento, de dois para três anos.
De toda forma, nas conversas havidas ontem ficou claro para todos o entendimento segundo o qual a adequação pontual que estará sendo feita neste momento no equacionamento de déficit, fruto da urgência requerida, não invalida uma revisão estrutural da norma como um todo. A necessidade dessa revisão mais ampla foi reconhecida pelos presentes.
Ainda nesta segunda-feira (7) aconteceu uma segunda reunião, também com a Previc e com a presença da SPPC. Nela recebemos a minuta da Instrução Normativa que irá tratar dos estudos de aderência, regulamentando a Resolução CNPC 09/12. Nas conversas puderam ser esclarecidos alguns pontos constantes da Instrução, seguindo-se debate sobre o tema. Presentes, além de Nélia e Gazzoni pela Abrapp, os representantes da Anapar, Patrocinadores e Instituidores. As nossas propostas para otimização da norma, fundamentadas na consulta que faremos às Comissões Técnicas Nacionais de Assuntos Jurídicos, Atuária, Contabilidade, Investimentos e Seguridade, serão encaminhadas até o próximo dia 18, prazo concedido para isso.
Na semana passada já havíamos tido uma reunião da Comissão Temática 2 do CNPC, Coordenada pelo Secretário-Adjunto José Edson da Cunha Júnior e voltada para a discussão de novos produtos e governança. A proposta que a Abrapp e o Sindapp levaram foi no sentido de uma concentração de esforços em menos temas, porém prioritários, e que permitam avanços em um menor tempo. Como faltam apenas cerca de dois meses e meio para findar o ano, indicamos três assuntos: adequação do déficit (este tratado à parte), “VGBL” para entidades fechadas e certificação.

Todos os presentes à reunião da semana passada entenderam importantes os demais temas que deverão ser tratados pela Comissão, mas houve concordância em abordar inicialmente três: tabela do IR, “VGBL” para entidades fechadas e certificação, em reuniões já agendadas até dezembro próximo, quando os trabalhos já deverão estar preferencialmente concluídos. Restou claro que fomento é algo que deve ser tratado continuamente, de modo que os pontos não abordados agora o serão em um momento seguinte."

 
 
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PREVI DIVULGA AMEAÇA AO BET


Li com atenção o artigo da PREVI sobre a iminente extinção do BET, publicado na revista n. 173 – agosto de 2013, título “PÉS NO CHÃO”. Li também comentários que estão circulando nas redes.
Sabemos que o BET é Benefício Temporário. Seu término foi previsto para dezembro de 2014. Em 2010 foram provisionados recurso para nós e para o Banco. Apesar dos recursos provisionados serem suficientes, não há como negar que existem ameaças do BET acabar já em 2013, por força do fraco desempenho da PREVI, o que é notável. Se acabar para nós vai acabar também para o Banco.
Ressalto que, na última campanha, prometeram incorporar o BET. Lembram?  Sabiam que tecnicamente era impossível. Mas, de forma irresponsável, prometeram e venceram a eleição com enganações.  E agora vem com explicações evasivas!
De outro lado, a PREVI em seu comunicado insensível, destaca as vantagens que tivemos, sem nada falar sobre os mais de 30 bilhões que o Banco levou da PREVI de forma isolada, desde 1997. Já divulguei demonstrativos dos valores usados pelo Banco de forma abusiva, mais de uma vez. Além do mais, a PREVI destaca que tivemos benefícios em virtude de sua boa gestão.  Isto não é totalmente verdadeiro. Esquece ou desconhece que  parte do superávit é decorrente de achatamento de benefícios, decorrentes de mudanças de  normas e reajustes incompatíveis. Já demonstrei esta realidade várias vezes, destacando a redução da média dos benefícios a partir de 2000, quando comparados aos de 1997 a 2000.
Continuo consciente das ameaças de extinção do BET no final de 2013. De há muito, acompanho sistematicamente e tenho comentado, mostrando os números da PREVI. Observo que em julho e agosto houve melhoria substancial na rentabilidade da PREVI, se comparados a maio e junho, quando ficamos no fundo do poço. A continuar a média de julho e agosto, teremos chance, sim, de continuar recebendo o BET até 2014. Embora timidamente, a bolsa tem reagido. Vai depender  muito dos reflexos da economia internacional, mormente a dos Estados Unidos.
Lembro-me que no ano passado a PREVI divulgou idêntica mensagem, com ameaça de acabar o BET em 2012. Não tenho bola de cristal, não posso e não devo criar falsas expectativas, mas, a exemplo de 2012, continuo acreditando que teremos o BET até dezembro de 2014. Tomara DEUS que minha análise empírica e percepção superficial estejam mais uma vez corretas, para amenizar a angústia, ao menos parcial, de milhares de colegas. Nosso orçamento será reduzido em 24%, sendo, 20% do BET e recolhimento de 4% para a PREVI. Possivelmente esta angústia não atinge dirigentes do Banco e da PREVI que recebem benefícios elevados, privilegiados e irregulares, descumprindo Estatutos, Regulamentos e decisões da PREVIC.
Enquanto isto insisto na necessidade de coletarmos assinaturas no abaixo assinado em apoio ao PDS 275/2012, que objetiva cancelar artigos abusivos da Resolução 26/2008, que, ferindo a LEI 109/2001, permitiu a PREVI repassar R$ 7,5 bilhões para o Banco em 2010. Se contássemos com este valor, teríamos nossos benefícios revisados como manda a Lei, ou ao menos o nosso BET poderia durar até 2019. Como já disse em mensagens anteriores: Existe Turbulência no AR. VAMOS APERTAR O CINTO!
Continuarei acompanhando e divulgando informações a respeito.
Participe e adicione meu blog: ajccarvalho.blogspot.com.br/
Abraço,

Carvalho.