quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O BET NÃO PRECISA ACABAR


Reproduzo, abaixo, mensagem que Valmir Camilo circulou na internet.
 
"Colegas,
A matéria de capa da Revista PREVI nº 173 de agosto de 2013, sinaliza o fim do BET.
Chama a atenção, ainda, para a possibilidade do retorno das contribuições. Dupla penalização para os associados da Previ.
Alguns anos atrás, em uma publicação da ANABB, afirmei que era muito fácil administrar a Previ, com a Bolsa marcando 70 mil pontos.
Era preciso se preparar para momentos, onde a fotografia das ações em 31 de dezembro, não fosse tão boa. Este é o sinal para 2013.
O BET não precisa acabar. Precisamos ser criativos e sair da armadilha da Bolsa de Valores. Como?
Como a Previ faz a valoração das empresas que não estão na Bolsa de Valores?
Uma assessoria especializada, certificada internacionalmente, faz a avaliação do ativo e aponta três cenários.
A Diretoria e o Conselho Deliberativo da Previ, escolhem o cenário, e considera o valor aprovado para a somatória dos ativos.
A NEOENERGIA é uma grande empresa, que não está na Bolsa de Valores, e seus ativos são valorados desta forma.
Como chegamos ao resultado da Previ? Total dos ativos, menos, reserva matemática e menos reserva de contingência.
Ou seja: somamos as reservas matemáticas com a de contingência e comparamos com o total dos ativos.
Se o total dos ativos for maior, temos superávit. Se total dos ativos for menor, temos déficit.
Simples assim.
As empresas listadas em bolsa, são valoradas pelo preço das ações no último pregão do ano. Como a bolsa está em queda...
É preciso fazer mais do que ficar esperando, e torcendo, pela fotografia da bolsa no último dia do ano.
A Previ, em comum acordo com o Banco, escolhe as principais empresas de seu portfolio é contrata avaliações dos ativos.
Será que a Previ VENDE suas participações na Vale, Petrobrás, Embraer, Paranapanema, Perdigão, e tantas outras, pelo valor de Bolsa?
Com certeza não. Elas estão cotadas por muito menos do que realmente valem e ainda tem o prêmio de controle destas empresas.
Basta virar o jogo, ignorar a crise da Bolsa de Valores e contabilizar o valor das empresas pelo valor real.
Com certeza o superávit vai aparecer e o fantasma do fim do BET vai desaparecer.
O BET não precisa acabar. Mas precisamos ser criativos e fazer diferente, sem colocar em risco os ativos da Previ.
Ou alguém acha que o valor de Bolsa é garantia definitiva para fixar o valor dos ativos dos fundos de pensão?
Convido os associados da Previ para este debate. Este sim vale a pena. Vamos salvar o BET, precisamos fazer alguma coisa.
A hora é agora. Convido, também, as entidades do funcionalismo, todos juntos contra o fim do BET.
Um forte abraço.
VALMIR CAMILO
Conselheiro Deliberativo eleito da PREVI.
1998/2002 e 2004/2008"

9 comentários:

Anônimo disse...

Se a bolsa for critério, para que anualmente verifique-se seus ativos, estamos fritos. A pontuação da bolsa é muito volátil. Uma só empresa pode derrubar sua pontuação. Exemplo, deste ano, o grupo X.

Anônimo disse...

A partir de hoje, a OGX não estará mais incluída no cálculo do índice BOVESPA, embora continue negociada em bolsa.

Anônimo disse...

Os XIS do MEGA ESPECULADOR, esculhambaram, desacreditaram e geraram um grande prejuízo aos investidores e a nação brasileira. Espero que sirva de exemplo e que este sujeito e seus xxxxx sumam da Bolsa e da Mídia brasileira.

Antonio Carvalho disse...

Colegas:
Em linhas gerais a bolsa impacta em torno de 25% o resultado da PREVI. Apesar de 60% dos ativos se encontrar em renda variável, cerca de 30% são avaliados pelo valor econômico, a exemplo da VALE.
Carvalho

Anônimo disse...

Estimado Carvalho,
é claro que o BET não precisa acabar. Além disso a PREVI tem condições, sim, de torna-lo BEP ( benefício permanente ).

para isso basta revisar todas as atitudes em DESFAVOR do aposentado/pensionistas e veja, não são poucas.

soma-se a isso o NÃO cumprimento do TETO, desde de 2008, claramente desfavorável a funcis aposentados e até mesmo da ATIVA.

Estes últimos, que ainda trabalham no BB, correm o sério risco de ter uma EPPC ( Entidade Privada de Previdência Complementar ) totalmente descaracterizada.

lembramos que existe a possibilidade de retirada de patrocínio, sem necessidade de explicar motivo algum. Ora, o que é conveniente para o B.Brasil poderá não ser para o funcionário ou aposentado ou da ativa.

vamos pensar nisso: eleições de 2014 pode trocar o cenário.

cordial abraço.

Luis-BH disse...

Vi hoje no site Previ que a rentabilidade de setembro foi de 1,75%. Considerando o patrimônio de mais de R$ 160 bilhões, grosso modo, acho que a reserva de 25% foi atingida. O BET deve continuar!

Jorge Teixeira - Araruama (RJ) disse...

Como Você, a ex-diretora Cecília, em resposta a uma pergunta feita por mim, disse que também concorda com a proposta do Sr. Valmir Camilo para que o BET não acabe em 31.12.2013. Já a Srª Isa Musa, no Rede-SOS, não se mostrou entusiasmada. De qualquer forma, em sendo uma alternativa que se ofereceu, e tendo em vista que se aproxima o final do exercício, pergunto se a proposta do Sr. Camilo não poderia ser levada para análise por parte do corpo técnico da Previ. Quais seriam, em sua opinião, admitida a hipótese de a proposta não ser encaminhada a Previ, os óbices existentes. Penso que, neste momento, o aspecto político da questão envolvendo os acontecimento havidos na última reunião da Anabb, em que houve falta de quorum para deliberar sobre assuntos relativos a seguros, seria um fator impeditivo para que o objetivo seja alcançado. Há claramente uma divisão no quadro diretivo daquela que é a entidade que reúne o maior número de ex e atuais funcionários do patrocinador. Ou será que eu estou errado?

Antonio Carvalho disse...

Prezados;
1 - Tecnicamente, o BET é provisório. A promessa de incorporação foi ilusória e até irresponsável. Em 2010, caso as reservas especiais tivessem sido usada para revisão do plano, conforme previsto em LEI, teríamos um reajuste em torno de 15%. É fácil entender: A reserva matemática era em torno de R$ 100 bilhões. Incorporava R$ 15 bilhões que virou BET, com o Banco levando R$ 7,5 bilhões. 15% de R$ 100 bilhões é R$ 15 bilhões.
2 - Rentabilidade da PREVI no terceiro trimestre foi de 4,1%. Obtendo rentabilidade de 2,5% no quarto trimestre grosso modo é suficiente para cobrir R$ 1,6 bilhões que faltaram para suprir a reserva de contingência em setembro e cobrir desembolso com benefícios em torno de R$ 2,4 bilhões no trimestre.
3 - No meu entendimento, Jorge, ajustes nos critérios de avaliações é decisão técnica, estratégica e política. Depende da vontade dos dirigentes. Podemos e devemos pressionar. Podemos encaminhar ao Conselho propostas de mudanças no estatuto e regulamento. É o que devemos fazer com a proposta que submeti ao Grupo temático da ANABB que trata do Plano I, para mudança nos critérios de reajustes. Sei que se encontra em análise técnica. Estou acompanhando.
4 - Continuo acreditando que o BET vai continuar até 2014.
Abraço,
Carvalho

Anônimo disse...

Senhores,

Que pena! Deixarem-se enganar por uma proposta que possivelmente não encontra respaldo regulamentar para a precificação dos investimentos da Previ.

A não ser enveredar-se pela caminho da “contabilidade criativa” tão comum nesse País. Por meio de uma “contabilidade criativa” pode-se até gerar superávit!

Para pagamento do BET é necessário CAIXA. Superávit NÃO É CAIXA!!!!

CAIXA se faz com as realizações dos investimentos, venda de ativos, por exemplo!!!

Que triste!! Pessoas que foram Diretores na Previ, Deputado Federal entre outros propagarem uma proposta dessa natureza!!!

Tenho dito!!!