domingo, 24 de novembro de 2013

PREVI QUESTIONADA NO SENADO


Em Audiência Pública realizada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado dia 21/11/2013, na qual estive presente, a PREVI foi questionada pela Senadora Ana Amélia sobre Governança, BET, Teto de benefícios e Resolução 26/2008. O Diretor eleito Marcel Juviniano respondeu com jogo de palavras conforme abaixo entre “aspas”, seguida dos meus comentários:
1 - “A PREVI não repassou recursos para o Banco”.  Ocorre que o Banco pagou a PREVI com recursos da própria PREVI. Jogo contábil. O Banco não recebe e não paga.
2 - “A PREVIC não determinou implantar o Teto. Mandou o Banco alterar o salário de Contribuições. Não existe teto de benefícios”.  Revisar o salário de contribuição significa excluir os salários indiretos e cumprir o teto de benefícios determinado pela PREVIC em junho de 2013, descumprido pela PREVI desde 2008 até a presente data. PREVI e Banco estão  descumprindo determinações da PREVIC e desafiando a LEI.
3 - “Os benefícios dependem do Plano de carreira. Do salário. Diretor é cargo de carreira. Presidente Diretores são funcionários. O maior salário é do Presidente”. No Banco o maior cargo na carreira é o AP 1 que pelo estatuto é o teto de benefícios, ora descumprido. Diretores são Estatutários. Como estatutários rompem os contratos de trabalho. Recebem honorários que foram fixados incorporando salários indiretos e criaram benefícios privilegiados. Que a carreira no Banco fez o Diretor Marcel  para ter direito a receber benefício de R$ 37.000,00 por ele veementemente defendido?.  Não contribuiu para tanto. Desde de 2007 as contribuições estão suspensas. Já são 137 privilegiados.
5 - “O BET é temporário. Aposentados estão recebendo 120% do benefício. Foi votado. Alterações de regulamentos foram votadas”.  É claro que o BET é temporário. Porém, em campanha, os eleitos prometeram incorporar o BET. Desde 2001 acabou o corpo social na PREVI. Participantes não votam em alterações de regulamentos e estatutos. Os sindicatos criaram a figura do plebiscito em que participantes são consultados e induzidos a aprovarem sobre assuntos com cascas de bananas. Não  diz os valores que o Banco usou da PREVI, cerca de R$ 30 bilhões da PREVI de forma isolada.
6 - “O voto de minerva somente foi usado duas vezes”. Esquecem que muitos dos eleitos são influenciados e dominados pelo Banco. Existem vários exemplos.
7 – “Escritórios de Advocacias são travestidos de associações”. Com a palavra as associações.
As explicações do Diretor  no  Senado, cuja audiência demorou mais de duas  horas estão gravadas. Vou fazer um resumo para compartilhar.
Abraço,
Carvalho

3 comentários:

Anônimo disse...

Caro colega Carvalho,

Como pode que um candidato eleito para representar os assistidos, se manifeste prejudicando os que os elegeram? O Marcel ,decididamente, não é digno de ocupar o posto que está ocupando no Mourisco.

Quero aproveitar e agradecer seu grande empenho em acompanhar e lutar sempre pelo melhor para o nosso Fundo de Pensão.

Anônimo disse...

Caro Carvalho,
Parece piada, não é mesmo? Como é que pode um dirigente eleito fazer um papel desses? Essa história de que o dinheiro não saiu da Previ é ridícula, pois a hora que o Banco quiser retirar, ele o faz. O que ele queria mesmo era impactar positivamente seu balanço, o que já foi feito.
Em relação ao teto para cálculo de benefício, o ofício da PREVIC é bem claro na recomendação da implantação do teto. Só não enxerga quem não quer. Vamos lembrar que o diretor Marcel estava cedido ao sindicato, nos últimos anos deram um AP 6 para ele como dirigente sindical.
É uma pena que um dirigente eleito se preste a um papel desses. Lamentável.

Anônimo disse...

É, o jeito é prepararmos para uma janeirada. Esta sim, vai dar resultado. Desta vez, o protesto não pode ser João e Maria.