sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PREVI - BET - INFORMAÇÕES INCOMPLETAS


A PREVI, explicando a extinção do BET, destacou que foram repassados mais de R$ 10 bilhões aos associados decorrentes do Superávit.  É verdade. Porém, não informou os valores utilizados pelo Banco (3 vezes maiores). Registrou que a diminuição do superávit acumulado do Plano 1 é fruto das dificuldades conjunturais enfrentadas pelo mercado de capitais (Bolsa de Valores). É verdade. Mas, não buscou alternativas. Ressaltou também que, houve aumento expressivo nas reservas matemáticas (R$ 9,4 bilhões), reflexo da expectativa de vida dos participantes, reajustes salariais dos ativos e correção atuarial pelo INPC. Exagerou.
Analisando balanços, documentos e relatórios do período de 1997 a 2013, entendo que:
1 - O Banco usou cerca de R$ 33 bilhões do superávit no período, corrigido pelo IGPDI, sendo:
a – R$ 5,093 no acordo de 1997, no bojo da mudança do estatuto que nos prejudicou;
b – R$ 2,328 no acordo de 2005, valor remanescentes da paridade implantada 2000 que não respeitou os direitos adquiridos;
c – R$ 2 bilhões - BET em 2010 - que o Banco deveria assumir, conforme acordo de 1997;
d – Cerca de R$ 7,5 bilhões - BET 2010 - contabilizado no fundo de destinação do Banco.
2 – Entendo que não justifica a elevação das reservas matemáticas em 8,5% em 2013, por que:
a – O reajuste de benefícios em 2013 foi de 3,8%. O dos ativos foi de 8%. O INPC para reajuste em 2014 foi de 5,5%. OBS: O reajuste acumulado dos aposentados de 2006 a 2013 foi de 54,2%. Dos ativos foi 78,8%, o que caracteriza forte achatamento dos nossos benefícios.
b - A PREVI já utiliza a tábua de mortalidade AT 2000 que é atual e conservadora.
3 – A PREVI admite e eu concordo que a redução do superávit foi conjuntural, podendo ser recuperado.  Por conta do momento adverso, o CNPC – Conselho Nacional de Previdência Complementar - através da resolução 13, de 04/11/2013 flexibilizou o prazo para os fundos de pensão equacionar os déficits, evitando sacrificar os beneficiários. É certo que a PREVI não registrou déficit. Por analogia, poderia buscar alternativas para reduzir angústias de aposentados que amargam redução de cerca 25% nos benefícios, já a partir de janeiro.
4 – Em 07 de janeiro solicitei a PREVI manter o pagamento do BET até final de 2014, conforme  acordo de 2010. Disponibilizei minuta para quem desejar fazer igual solicitação. Milhares de colegas enviaram idêntico pedido. Desejando enviar seu pedido eletrônico para a PREVI, com cópia para o meu e-mail clique no LINK: http://www.vivapixel.com.br/propostas/ajccarvalho. Digite seu nome, matricula e e-mail e clique em ENVIAR.
Desejando participar do meu blog clique no LINK: http://www.ajccarvalho.blogspot.com.br.
Autorizo divulgar por todos os meios, preservando a fonte.
Antonio J. CARVALHO – E-mail: ajccarvalho@bol.com.br

 

 

4 comentários:

Anônimo disse...

Notícias da Previdência
O Estado de S.Paulo-19.01 (20/01/2014)
Fundos de pensão terão de reavaliar as reservas

Informou-se, na semana passada, que em 2013 as entidades abertas de previdência privada enfrentaram graves dificuldades para gerir o patrimônio dos participantes dos seus planos. Na última sexta-feira, um balanço dos fundos de pensão - ou seja, das entidades fechadas de previdência privada, patrocinadas, em geral, pelas grandes empresas instaladas no Brasil - mostrou situação bastante semelhante.
Entre dezembro de 2012 e junho de 2013, segundo a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), de uma mostra de 233 fundos de pensão, quase triplicou (de 33 para 98) o número dos que registraram déficit atuarial.
E, segundo a Secretaria de Previdência Complementar (Previc), em setembro o saldo negativo dos fundos, nos primeiros nove meses de 2013, já atingia R$ 24 bilhões, 167% mais do que o apurado em dezembro de 2012, de R$ 9 bilhões.
Como o desequilíbrio representa 3,6% do patrimônio dos fundos, da ordem de R$ 670 bilhões, segundo o jornal Valor, os dirigentes das fundações entendem que a situação não é alarmante. Mas exige providências.
Os fundos de pensão administram recursos de mais de 3 milhões de famílias. Pouco mais de 20% dos participantes já recebem benefícios. Os administradores dos fundos têm metas atuariais a cumprir - as carteiras devem ter rentabilidade mínima suficiente para que o fundo possa pagar todos os compromissos assumidos com todos os participantes. Em 2010 e 2012, a meta atuarial foi, em média, atingida, mas em 2011 isso não ocorreu e, em 2013, até junho, a rentabilidade foi negativa.
Motivo: títulos públicos e ações perderam valor, provocando redução do patrimônio dos fundos. O prejuízo provocado pelos títulos públicos nos fundos foi da ordem de R$ 62 bilhões, calcula a Abrapp. É um valor contábil, mas se torna efetivo se o participante de um fundo de contribuição definida se aposentar.
As regras determinam que, se as reservas atuariais forem negativas em 10%, a empresa e os participantes têm de colocar mais dinheiro para equilibrar o patrimônio. Isso é essencial. Em fundos de estatais, as responsabilidades podem recair sobre o Estado - e, em tese, sobre a população. No maior dos fundos (Previ, do Banco do Brasil), as regras mudaram, há sete anos, e novamente agora. A rentabilidade permitiu, então, que os funcionários nada recolhessem entre 2007 e 2013. Neste mês, eles voltaram a recolher.

Anônimo disse...

Notícias da Previdência
O Estado de S.Paulo-19.01 (20/01/2014)
Fundos de pensão terão de reavaliar as reservas

Informou-se, na semana passada, que em 2013 as entidades abertas de previdência privada enfrentaram graves dificuldades para gerir o patrimônio dos participantes dos seus planos. Na última sexta-feira, um balanço dos fundos de pensão - ou seja, das entidades fechadas de previdência privada, patrocinadas, em geral, pelas grandes empresas instaladas no Brasil - mostrou situação bastante semelhante.
Entre dezembro de 2012 e junho de 2013, segundo a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), de uma mostra de 233 fundos de pensão, quase triplicou (de 33 para 98) o número dos que registraram déficit atuarial.
E, segundo a Secretaria de Previdência Complementar (Previc), em setembro o saldo negativo dos fundos, nos primeiros nove meses de 2013, já atingia R$ 24 bilhões, 167% mais do que o apurado em dezembro de 2012, de R$ 9 bilhões.
Como o desequilíbrio representa 3,6% do patrimônio dos fundos, da ordem de R$ 670 bilhões, segundo o jornal Valor, os dirigentes das fundações entendem que a situação não é alarmante. Mas exige providências.
Os fundos de pensão administram recursos de mais de 3 milhões de famílias. Pouco mais de 20% dos participantes já recebem benefícios. Os administradores dos fundos têm metas atuariais a cumprir - as carteiras devem ter rentabilidade mínima suficiente para que o fundo possa pagar todos os compromissos assumidos com todos os participantes. Em 2010 e 2012, a meta atuarial foi, em média, atingida, mas em 2011 isso não ocorreu e, em 2013, até junho, a rentabilidade foi negativa.
Motivo: títulos públicos e ações perderam valor, provocando redução do patrimônio dos fundos. O prejuízo provocado pelos títulos públicos nos fundos foi da ordem de R$ 62 bilhões, calcula a Abrapp. É um valor contábil, mas se torna efetivo se o participante de um fundo de contribuição definida se aposentar.
As regras determinam que, se as reservas atuariais forem negativas em 10%, a empresa e os participantes têm de colocar mais dinheiro para equilibrar o patrimônio. Isso é essencial. Em fundos de estatais, as responsabilidades podem recair sobre o Estado - e, em tese, sobre a população. No maior dos fundos (Previ, do Banco do Brasil), as regras mudaram, há sete anos, e novamente agora. A rentabilidade permitiu, então, que os funcionários nada recolhessem entre 2007 e 2013. Neste mês, eles voltaram a recolher.

Antonio Carvalho disse...

Tratando-se de situação conjuntural, como a própria PREVI admite e que pode ser recuperada no futuro, ela a PREVI, poderia ter buscado alternativas para cumprir o acordo de 2010, que prometia pagar o BET até 2014. O próprio CNPC, Conselho Nacional de Previdência Complementar, flexibilizou através da resolução numero 13, de novembro de 2013, o prazo para os fundos deficitários adequarem seus déficits, para não onerar os participantes. A PREVI, por analogia, bem que poderia trilhar o mesmo caminho. Na minha opinião faltou sensibilidade, faltou prevenção.
Carvalho

blogtreze disse...

Ateh hoje, todas as votações de Estatutos e Eleições da PREVI tiveram a vitória de interesse do BB. Porque ninguém questionou as fraudes de eleições e votações? Quem auditou a votação dos Estatutos de 24/12/1997?
Se o TST reconhece o direito à aplicação do Estatuto da PREVI vigente à época da admissão no BB (e PREVI), porque a ANABB, Sindicatos, CUT, etc. não exigem a aplicação dessa norma da PREVI e PREVIC (CNPC)?