terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PREVI - EX-DIRETOR DIVULGA INVERDADES


Está circulando nos grupos e redes sociais um artigo do Ex-Diretor de Benefícios da PREVI, Ricardo Sasseron, tratando das negociações e acordos feitos entre a PREVI e o Banco.
É no mínimo ridículo o comentário feito sobre as relações do Banco com a PREVI envolvendo os participantes. Vejamos:
1 – Ele fala em uso de superávits para melhoria de benefícios: A verdade é que melhora para algum grupamento. Via de regra beneficia os que recebem mais. Ao tentar corrigir injustiça, acabam criando outras injustiças, num ciclo injusto e vicioso.
2 – O cálculo pelo novo estatuto é melhor, diz Sasseron: A verdade é que todos foram prejudicados, em especial pela criação da Parcela Previ. Foi menos prejudicial para as comissões mais elevadas. Para os Postos Efetivos e Caixas, por exemplo, o novo estatuto foi altamente prejudicial. O benefício médio corrigido em 1999 é cerca de R$ 13.000,00. Em 2013 o benefício médio é cerca de R$ 7.500,00. O teto de 75%, elevado para 90% não interferiu nos benefícios da grande maioria que ganha menos. Registro que existem descasamentos entre reajustes dos ativos e dos aposentados. No período de 1999 a 2004 os benefícios foram reajustados em percentuais bem maiores do que os salários dos ativos. Quem se aposentou neste período teve benefícios achatados. De forma inversa, no período de 2005 a 2013 os ativos tiveram reajustes de 54% maior que os aposentados. Estes fenômenos trazem distorções dos benefícios e injustiças, a depender da época em que cada colega se aposenta. No estatuto anterior os reajustes dos benefícios eram iguais ao dos salários dos funcionários da ativa.
4 – O Sasseron diz que em 2000 os sindicatos na Justiça impediram repasse de recursos para o Banco. Realmente houve ações judiciais, mas, em 2006 os sindicatos fizeram acordo, extinguiram o processo e o Banco levou R$ 2,3 bilhões. O Sasseron não comenta.
5 – Destaco que em 2010 o O Banco não assumiu o BET dos pré-67, descumprindo o acordo de 1997. Desta forma levou cerca de R$ 2 bilhões das reservas da PREVI. O Colega Sasseron nada comenta a este respeito.
Finalmente, a grande verdade é que se fosse cumprida a Lei não seriam necessárias negociações e nem acordo que ilusoriamente nos são apresentados como vantajosos. Muito menos seriam necessárias tantas ações judiciais que oneram bastante a PREVI.
Abraço,
Carvalho

10 comentários:

jurandir waltrich disse...

Sou favoravel às suas declarações, eu sou aposentado como caixa em 2004, e a diferença entre o meu salário e o dos que se aposentarem antes de 1998 é enorme, inclusive, eu tinha habitualidade de horas extras desde 1981, e isto não foi computado no meu cálculo, pressionei a Previ admninistrativamente e me foi respondido que por força de mudança de estatuto eu não tinha direito,

Anônimo disse...

Amigo Carvalho,
o estatuto 1997 teve a finalidade de "angariar fundos" a custo de aposentadorias, para fabricar um superávit que a posteriori, por acordo e Res.26 ( 50 % ) foi carimbado como lucro para BB/Governo. A história se repete com a retirada antecipada do BET ( não cumprem o que prometem ) e a volta de contribuição para aposentadoria. Esta última, uma vergonha para quem já contribuiu 360 meses para um Fundo que tem 20 ( vinte ) bilhões acima da reserva matemática e se dá ao luxo de pagar aposentadorias de 45 mil reais.

Moreirabb disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Moreirabb disse...

Esses dias li que o estatuto de 1997 foi o melhor para os associados. Então surge a indagação: Por que a Previ contesta as ações onde os associados pleiteam as suas aposentadorias com base no estatuto anterior?

Paulo Beno disse...

Que loucura de cálculo atuarial usado no Plano 1 :
a) que 117.700 participantes com mais de 40 anos de idade necessitam de R$ 1 milhão cada até o fim da vida do Plano 1 (lá por 2.050) ?
Vide nossas provisões (reservas) matemáticas que já alcançaram 114,22 Bilhões em dezembro/2013 e estima-se que, para o 1º trimestre deste 2014 atingirão os R$ 117,70 BILHÕES para 117.700 participantes do Plano 1.

Quanto mais sobe os valores desta reserva, mais baixa o número de participantes que a usufruirão !

Desde 2007 morreram 5.082 participantes e desde 2007 até 2013 a "Reserva Matemática" cresceu em mais R$ 52,14 BILHÕES !!!.

De nada nos adiantará atingir R$ 150 bilhões se somarmos a outra reserva "de contigência" (são os 25% do tal colchão de liquidez)se não aproveitarmos em vida todo este ativo patrimonial, líquido e certo !

Anônimo disse...

Essa defasagem enorme pré e pós 97 é que deveria entrar na discussão dos benefícios PREVI. Esse grande fosso que separa aposentados antes de depois de 1997, já amplamente analisado em "Retrato do Plano 1" nesse blog em 02.12.2012, constitui a grande injustiça do Plano 1.

Roberto Martines 8670089-8 disse...

Eu já falei sobre pré e pós 97, mas os pré parece que estão mais descontentes que nós pós e futuro pós, é como diz um amigo meu quando o arbitro de futebol é ruim demais todos ficam descontentes.

Anônimo disse...

Já fiz a comparação, sou pós 97, colegas pré 97 se aposentaram em melhores condições. Bem melhores.

Antonio Carvalho disse...

São muitas as injustiças praticadas pela PREVI, prejudicando milhares de colegas, principalmente os que recebem benefícios menores.
É preciso alterações no estatuto para inibir novas injustiças e enfraquecimento da PREVI. Precisamos de uma PREVI forte e que atenda os anseios e necessidades dos seus participantes.
Abraço,
Carvalho.

Anônimo disse...

Acho que para minimizar o sofrimento dos pós-97, teria de passar pela extinção da Parcela Previ e 360/360 para todos. Recursos a Previ tem, ocorre é que o BB não quer. O BB nem tenta elevar para 100% o benefício das pensionistas?!!!?

Ficar destinando abonos anuais, não auxilia em nada. Os benefícios de todos é que deveriam ser reajustados dignamente.