quarta-feira, 24 de setembro de 2014

REVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - AGENDA DO CNPC

Compartilho, abaixo, agenda do CNPC - Conselho Nacional de Previdência Complementar - sobre temas relevantes inerentes aos Fundos Fechados de Previdência Complementar, podendo refletir na PREVI, especialmente no Plano 1, que se encontra em extinção.
Abraço,
Carvalho.

CNPC: SÃO 4 OS TEMAS EM DEBATE
  24/09/2014
Jaime Mariz 2.jpg
O  CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar) estará reunido no dia 7 de outubro e nesta reunião, adianta o Secretário de Políticas de Previdência Complementar e presidente do Conselho, Jaime Mariz (FOTO),  deverão ser quatro os temas pautados: precificação de ativos e passivo e solvência, certificação de dirigentes, terceirização do risco de longevidade e nova regra para reger os resgates em planos instituídos.
Na verdade, acredita Jaime Mariz, falando ao Diário, esses deverão ser os temas do CNPC ao longo de todo esse segundo semestre. Os assuntos que não tiverem o seu exame amadurecido o suficiente para propiciar uma deliberação a seu respeito nessa próxima reunião, poderão ser abordados na seguinte em dezembro  ou alguma outra de caráter extraordinário que for convocada antes do final do ano.
No entender de Jaime Mariz, aliás, tão ou mais importante do que o conteúdo do debate é a forma democrática com que se está debatendo. Reside nisso, na sua opinião, o grande avanço que o CNPC logrou operar nos últimos anos, quando se propiciou uma discussão crescentemente técnica, inclusive com a criação de quatro comissões temáticas para aprofundar-se nos temas, ao mesmo tempo em que se tornou usual a busca de soluções por consenso. “Algumas questões demoraram três a quatro reuniões para serem equacionadas, tendo o Conselho aguardado o tempo necessário para o amadurecimento dos debates”, resume Jaime.
Uma dessas questões é a que implica na ocorrência de eventuais déficit ou superávit, onde a Abrapp defende que para se chegar a um ou a outro é preciso antes uma visão que coloque em sintonia a precificação de ativos e passivo, olhando-se ao mesmo tempo a solvência dos planos. No melhor  espírito que o Conselho nutre de sempre que possível construir-se convergências,  as posições amadureceram em mais uma reunião da Comissão Temática 4 realizada há dois dias, sendo que uma nova será realizada antes do CNPC reunir-se.
No que tange ao risco da longevidade, Jaime olha com simpatia a tese de os fundos de pensão virem a ser autorizados a, se assim desejarem, transferir para seguradoras o risco que hoje é seu. “O mundo mostra que a tendência na maioria dos países avançados é a da transferência para companhias de seguros”, até mesmo por uma questão de especialização. O ramo segurador é naturalmente especializado nisso, enquanto as entidades fechadas não.
“As entidades decidirão, então, administrar o risco de longevidade interna ou externamente, de acordo com as suas realidades, sua cultura e estratégias”, resume Jaime. O mais importante é estarem convencidas da importância de administrá-lo, uma vez que as pessoas vivem mais e as brasileiras saíram de 6 filhos por mulher no pós-guerra para abaixo de 2 hoje.
Por um lado, indicam os números do IBGE que a expectativa de vida deverá passar a 80 anos, em 2041, e a 81,2 anos, em 2060. Por outro lado, verifica-se que nos 25 anos decorridos entre 1981 e 2006, o número médio de filhos por mulher passou de quatro para dois. Adicione-se a isso o fato de  a expectativa de vida ao nascer ter aumentado nada menos que 10 anos.
Jaime analisa com simpatia também a possibilidade reclamada pelos fundos instituídos de se permitir o resgate parcial das reservas, de modo a que o participante não seja levado a sacar tudo,  mesmo que apenas uma parte do que acumulou fosse suficiente para resolver o imprevisto financeiro. “É algo salutar”, diz Jaime.

2 comentários:

goulart disse...

Caro colega aposentado e membro do CD, conto com sua já notada perseverança e competencia, em favor das causas dos aposentados e pensionistas da Previ, notadamente do Plano 1, e peço que fique, como sempre ficou atento, as decisões a serem tomadas na reunião do CNPC, pois sera dificil opinar, como bem disse, em comentarios anteriores, e que tenha bastante disposição e nos comunique, de tudo o que ocorrer. Não poderei comparecer a Reunião dia 07 de outubro, como vários colegas, pois sou uns dos excluidos de margem na renovação do ES. Mas, espero que outros colegas aposentados, compareçam e vibrem positivamente em decisões em nosso favor. Obrigado pelas suas tentativas em nosso favor. Tudo de bom, aposentado de Cambé-PR, Goulart.

Rosalina de Souza disse...

Prezado Conselheiro Carvalho,

As informações da Previ sobre o Empréstimo Simples, saiu na ultima revista que será entregue nas nossas residencias, mas a mascara já caiu.

Primeira suspensão do ES.

42.06%

Segunda Suspensão do ES.

52.91%

Mais da metade dos contratos ativos estavam suspensos, o que demostra a situação dos atuais mutuários do ES.

Elevação do TETO para acerto das suspensão:

Ficou claro que a mudança do valor foi apenas para receber dos mutuários o que estava a descoberto, em relação aos 52.91% dos contratos, prova de que essa negociação foi uma enganação, com a responsabilidade dos eleitos da chapa 3.

Não houve vantagem para os mutuários, mas sim acerto para continuar emprestando sem ter que adicionar novas garantias, já que segundo informação o FQM esta afetado diretamente,porque o limite no nosso plano de 15% dos recursos esta longe de bater o teto, mesmo que a outra parte do plano resolva contratar o ES ainda assim não atingirmos o teto dos 15%.

Ficou claro e evidente que não se fala mais em revisão em 2014, e que mais uma vez a Previ compara o maior fundo em ativos com os outros fundos do mercado, e essas comparações não reflete a nossa realidade, nem mesmo os proventos pagos pela Previ e os demais fundos de pensão, são apenas manobras para não melhorar o produto e continuar faltando com a verdade.

Infelizmente esta realidade parece continuar, pois o compartilhamento das informações mesmo tarde apareceu e claro que ninguém usa o ES como benefício previdenciário que rende uma das melhores carteiras que a Previ administra.

Atenciosamente

Rosalina de Souza
Pensionista
Matricula 18.161.320-4