sábado, 25 de outubro de 2014

PREVI - BOLSA - ELEIÇÃO - BB



COLEGAS,

Continua indefinido o resultado da eleição do dia 26.  Não me recordo de uma eleição tão disputada e com tantas polêmicas, acusações e denúncias. Enquanto isto, a Bolsa de Valores, ao sabor do cenário político e também afetada por problemas internacionais, oscilou entre 51.000 e 62.000 pontos, entre setembro e outubro. Hoje fechou com 52.000 pontos.  No dia 21 de outubro a agência de classificação de riscos Moody’s rebaixou o rating da Petrobras. As ações despencaram. O Jornal Valor Econômico em 24 de outubro divulgou que as ações da Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobrás desvalorizaram 40% nos últimos 4 anos. O valor de mercado que era de R$ 500 bilhões, hoje é de R$ 300 bilhões. Em relação a 2013, o preço do minério de ferro caiu 32% no trimestre de julho a setembro.

O que tudo isto tem a ver com a PREVI? Muito...Muito mesmo...

O Plano 1 tem 60% dos ativos em renda variável o que pode afetar fortemente o seu patrimônio. Deste percentual, 47% estão em ações, concentradas no Banco do Brasil, Petrobrás, AmBev e BR Foods. Do total de aplicações em renda variável, 51% estão em empresas, cujas avaliações são feitas pelo valor econômico que pode variar para mais ou para menos, em relação ao valor das ações no mercado. As aplicações estão concentradas na Vale do Rio Doce. 

Em julho, com a Bolsa aos 55.829 pontos, a rentabilidade do Plano 1 foi de 5,8% e a meta atuarial foi de 6,9%. As provisões matemáticas foram de R$ 119 bilhões, exigindo reservas de contingências de R$ 29 bilhões (25% das provisões matemáticas). Como o superávit técnico foi de R$ 24 bilhões faltaram R$ 5 bilhões para compor a reserva de contingência. Nesta situação não haveria reservas para revisão do Plano 1.

Em agosto, Bolsa aos 61.288 pontos, meta atuarial de 7,55% e rentabilidade acumulada de 10,5% havia indicativos de pequenas reservas para revisão do plano.

Em setembro, a Bolsa caiu, fechando com 54.625 pontos, sinalizando, a inexistência de Reservas.

No fechamento de 2014, caso a Bolsa supere 62.000 pontos, a depender da avaliação pelo valor econômico (51% das aplicações em renda variável), podemos prever Reservas Especiais para revisão do Plano 1. O CNPC continua discutindo mudanças na precificação dos Ativos e Passivos dos Fundos de Pensão.

Diante do momento político, conforme já divulgado, no dia 20 de outubro, a ANABB promoveu entrevistas com os representantes dos candidatos a Presidência da República.
Representando o candidato Aécio, Armínio Fraga disse que, não há e nunca houve a ideia de privatizar o Banco do Brasil. Defendeu o fortalecimento, condenando o aparelhamento político. Destacou a necessidade de meritocracia e Governança.
Representando a candidata Dilma, Alessandro Teixeira falou da importância dos Bancos Públicos, destacando o Banco do Brasil e a Caixa Econômica como instrumentos públicos para o desenvolvimento do Brasil. Ambos falaram sobre a autonomia do Banco Central e da complementaridade do BB e a CEF.

Lamentável não ser incluídos na entrevista assuntos relacionados a Fundos de Pensão.

Na minha modesta avaliação, o discurso de Armindo Fraga teve o enfoque mais técnico e do Alessandro Teixeira derivou mais para o lado político.

A quem desejar, Disponibilizamos, abaixo, links com as entrevistas proferidas.

Veja a entrevista com Armínio Fraga (representante de Aécio)


Já tireis minhas conclusões. A todos uma boa eleição.

Antonio J. CARVALHO.


3 comentários:

Jorge Teixeira - Araruama (RJ) disse...

Postei comentário semelhante no blog do Ari Zanella. Estou repetindo-o aqui já que ele também é endereçado a Você, integrante da chapa “3” eleita no último pleito realizado na Previ. O momento é de reflexão e atenção sobre os possíveis desdobramentos que poderão advir, especificamente para nós enquanto associados da Previ, em função do resultado desta eleição. Perdemos uma batalha importante com vistas à devolução plena de justiça, moralidade e confiança na administração dos recursos destinados ao pagamento de nossas aposentadorias e pensões. Como disse ontem um comentarista político no canal GloboNews, foi uma eleição cujo traço marcante foi o lado sócio-econômico da votação. A política assistencialista praticada pelo governo - para alguns desgoverno - reeleito foi fundamental para que a candidata da situação vencesse o pleito. Neste caso em particular o bolso carente falou mais alto fazendo com que o eleitor passasse por cima das denuncias apresentadas e comprovadas de mau uso e apropriação indevida de recursos públicos. Entendo que caberá aos membros da chapa "3" recém eleitos uma vigília constante tentando obstar quaisquer tipos de tentativas em termos de novos saques aos recursos do “PB-1”. Se for o caso, façam o patrocinador utilizar, quantas vezes forem necessárias, o famigerado e “inderrubável” voto de minerva. E que na próxima eleição da Previ possamos eliminar de vez todo e qualquer indício de presença indesejável na diretoria do fundo.

Goulart disse...

Caro colega aposentado Carvalho, liguei hoje, dia 27/10/2014, para o 0800 da Previ, no setor de ES, e me informaram que o prazo para as condições de Renovação e atualização do ES, é 29/10/2014, e a partir desta data, ou seja dia 30/10/2014 em diante, voltam as condições anteriores, ou seja, carencia de 06 meses, e limite 130.000,00, vamos aguardar, e tomara que haja modificação deste quadro e aumente o limite, pois com a suspenção temporaria, do ES, o saldo devedor aumentou muito, e muitos foram excluidos da renovação do ES, tal como eu. aposentado de Cambé-PR, e contamos contigo, dentro do possível, o que for possivel fazer. Tudo de bom aposentado de Cambé-PR.

Goulart disse...

Caro colega aposentado Carvalho, li no Blog da Faabb, seção clipping, comentario sobre os Fundos de Pensão, que o governo esta de olho em suas finanças, para cobretura de gastos diversos, como sempre, e que o Fundo Previ, é o mais cobiçado. por favor, se puder, favor comentar. Colega aposentado de Cambé-PR, na esperança que salvem a nossa Previ, antes que os cumpanheiros acabem com ela.