terça-feira, 25 de novembro de 2014

FUNDOS DE PENSÃO - PETROBRÁS - SETE BRASIL


Transcrevemos, abaixo, publicação em jornal sobre as relações dos Fundos de Pensão (PREVI, PETROS e FUNCEF) com a empresa Sete Brasil e Petrobrás.
Informamos que em dezembro de 2013, conforme constante no Relatório, a PREVI tinha R$ 6,2 bilhões investidos na Petrobrás e R$ 96 milhões no Fundo de Investimentos em Participações - Sondas -  na Sete Brasil, criada em 2010.
O Sr.Pedro Barusco, ex-Gerente Executivo da Petrobrás, hoje investigado na operação Lava - Jato foi Diretor da Sete Brasil.
As ações da Petrobrás que em 2008 chegou a R$ 46,00 e entre 2009 a 2012 girou em torno de R$ 35,00 em dezembro de 2013 fechou a R$ 17,00 e hoje estão cotadas a R$ 14,00. Apesar da variação expressiva, não podemos afirmar que a PREVI arcou com prejuízo de bilhões porque não vendeu na baixa. O valor de Petrobrás vem contribuindo ano a ano para a queda do nosso superávit.
Abraço,
Carvalho.

“Brasil pagou por sondas ainda no papel


http://lb-hs-1.empauta.com/view/imagem.php?code=eJwzMTe1MLe0tKwxNjQxMKsxMjA00TU01DUyrTE0gPINDY1MAbSLCOo--3D&maxsize=180

Empresa já desembolsou US$ 6,5 bi, mas alguns estaleiros nem estão prontos para desenvolver projetos

Bruno Rosa e Ramona Ordoñez

A Sete Brasil já pagou aos cinco estaleiros que construirão as 29 sondas de exploração do pré-sal US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 16,2 bilhões), aproximadamente 30% dos US$ 22,2 bilhões (R$ 55,5 bilhões) contratados, segundo o balanço financeiro da empresa. Do volume de recursos liberados, disse uma fonte do setor, a empresa já começou a pagar por sondas que sequer tiveram suas obras iniciadas. Só cinco estão em construção. A previsão é que a última seja entregue em 2019.

Sem obter até agora a primeira parcela do financiamento do BNDES, de R$ 10 bilhões, a Sete Brasil deve concluir a primeira sonda no início do segundo semestre de 2015 no estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, ainda em obras.

PETROBRAS TEM 9,75% DE AÇÕES

A Sete Brasil nasceu em dezembro de 2010 para viabilizar a construção das sondas do pré-sal no Brasil com estaleiros nacionais. Entre os acionistas, estão a Petrobras, com 9,75% das ações, os bancos Bradesco, Santander, BTG Pactuai e os fundos de pensão Petros, Previ Funcef. A Sete Brasil será a dona das sondas, que serão afretadas para a Petrobras.

Segundo uma fonte, a Sete Brasil foi desenhada a partir de 2008 na Diretoria de Engenharia da Petrobras, chefiada na época por Renato Duque, preso na Operação Lava-Jato. Duque teria indicado Pedro Barusco para uma diretoria na Sete Brasil. Barusco, ex-gerente da estatal e também investigado na Lava-Jato, admitiu ter enviado para o exterior dinheiro fruto de propina em obras da Petrobras.

Na época em que a Sete Brasil surgiu, sabia-se que o pacote das sondas não podería ficar dentro da estatal, que já apresentava alto nível de endividamento.

Segundo um documento da Sete Brasil, ao qual O GLOBO teve acesso, a empresa tem contrato com a Petrobras para afretar 28 sondas por até 20 anos a um custo de US$ 87 bilhões (R$ 217 bilhões).

Segundo essa fonte, como a Sete Brasil já gastou um terço do investimento previsto com dois estaleiros em construção (Jurong e o Enseada Indústria Naval, na Bahia) e outros dois em expansão (Atlântico Sul, em Pernambuco, e o Rio Grande, no Sul), há o risco de a companhia precisar de mais recursos antes de entregar as últimas sondas, forçando a uma renegociação dos contratos com a Petrobras. Dos cinco estaleiros contratados, só o Brasfels, de Angra dos Reis, não passa por reformas.

AUDITORIA EM CONTRATOS

A Sete Brasil abriu auditoria interna nos seus contratos com os estaleiros, após a notícia de que Barusco está ligado ao esquema de corrupção na Petrobras alvo da Lava-Jato.

- A questão é que a Sete Brasil firmou com os estaleiros um contrato que prevê uma grande antecipação de recursos financeiros em relação às obras físicas. Há risco real de que faltem recursos para concluir as últimas sondas dos estaleiros, o que pode acarretar em aditivos. Ou seja, a Sete Brasil terá de renegociar o contrato de afretamento com a Petrobras - disse uma fonte, frisando que os acionistas da Sete Brasil rechaçam a possibilidade de aportar mais recursos.

O Atlântico Sul, que tem entre os sócios Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, empresas que tiveram executivos presos na Lava-Jato, fechou contrato para construir sete sondas. Apesar de a primeira estar prevista para ser entregue em fevereiro de 2016 e a última em julho de 2019, o estaleiro já recebeu US$ 1,692 bilhão de US$ 4,637 bilhões - 36% do total.

O Enseada da Indústria Naval tem entre os sócios Odebrecht, OAS e UTC - também

investigadas na Lava-Jato. Com a primeira sonda para ser entregue em julho de 2016, o estaleiro já recebeu US$ 1,055 bilhão, 22% dos US$ 4,791 bilhões. O Jurong, também em construção, com seis sondas, recebeu US$ 1,338 bilhão, ou 28,14% dos US$ 4,754 bilhões.

SETE JUSTIFICA ANTECIPAÇÃO

Em relação a esses pagamentos, a Sete Brasil disse que a parcela adicional de antecipação aos estaleiros "foi prevista como forma de atrair novos players, ainda sem estaleiro estruturado (em construção)". A empresa ressaltou que o "calendário de pagamento em vigor para os contratos de Engenharia, Suprimento e Construção das sondas segue as boas práticas, a nível mundial".

O coordenador da Graduação e Pós-Graduação em Ciências Contábeis e Controladoria do Ibmec/RJ, Raimundo Nonato Silva, explicou que o preocupante é que a Sete Brasil ainda não gera caixa e depende do aporte de sócios ou de empréstimos para honrar compromissos.

- O problema é que se pagou adiantado e precisa agora honrar seus contratos. A Sete agora está muito alavancada (endividada). Será difícil um banco privado aportar mais recursos, e ela não oferece mais garantias. E o BNDES, com todas essas questões (o escândalo na Petrobras), tomará mais cuidado para conceder o empréstimo a uma empresa que não apresenta equilíbrio econômico-financeiro - afirmou o professor.

Segundo o professor do Ibmec, a Sete Brasil ainda não é operacional, pois não gera caixa. O excesso de passivos (R$ 10,9 bilhões) em relação aos seus ativos foi citado pela PriceWaterHouseCooper, que auditou o balanço da companhia no terceiro trimestre deste ano. Para o professor, isso faz com que o equilíbrio econômico-financeiro fique em condição muito instável”.

 

11 comentários:

Oracides Garbini disse...

Justamente agora, quando teremos o resultado operacional, nossos ativos sofrerão baixa pesada com a queda das ações da Petrobras. Estou indignado com a corrupção que graça neste País. Sempre me considerei bem estribado na Previ, mas agora estou temendo pelo futuro.

Anônimo disse...

Consta que há um fundo querendo "cair fora " da sociedade.
Como é possível ocorrer tantos adiantamentos a estaleiros - afinal se tratam de bilhões de US$.
Quanto tem a Previ ou Invepar investido nesse negócio?
Tem algum conselheiro fiscal ?
Quando se volta no tempo,
lembramos de experiências não muito boas para o Fundo.
A propósito como andam Costa do Sauipe, Aeroporto de Guarulhos, projeto Matarazzo da Av Paulista/SP, Línea amarilla/Peru etc.etc.

Anônimo disse...

Prezado conselheiro Carvalho,
PELO AMOR DE DEUS,
Dê noticias urgentes sobre o ES.
Estou acessando o site da Previ e os blogs dos diretores e conselheiros a cada 10 minutos.
Estou estressando e me deprimindo.
Obrigado

'SETE BRASIL" (fip-sondas) disse...


O "VALIA" da Vale quer sair da FIP Sondas.

Estão construindo os 5 estaleiros de nove, para estes construírem 5 sondas de vinte e nove.

O Plano 1 da PREVI investiu R$ 96 milhões em dez/2010 quando foi criada a "Sete Brasil" (por 7 investidores: 3 bancos, 3 fundos e a Petrobrás).A INVEPAR não participa do FIP-Sondas" *sete brasil*.

A PREVI tem 2 conselheiros na Administração da "Sete Brasil" o titular Luiz Carlos Teixeira e o suplente Ivan Farias de Castro. São aposentados no Plano 1.




Anônimo disse...

Sobre postagem das 17:48:

"tem algum Conselheiro Fiscal" ?

Seria da PREVI ?

Se tiver, seria esse o motivo do Sigilo "MORDAÇA" exigida na Posse dos Eleitos?

goulart disse...

Caro Carvalho, por favor leia o Blog do Ossami Sakamori Blogspot.com, que fala sobre o provavel novo salario dos deputados, a ser votado nos próximos dias, que é de 78.000, mais ou menos. É mole, vamos aguardar e não podemos fazer nada ou quase nada, senão aplaudir, como o Bonus dos Diretores da Previ... tudo de bom, colega aposentado de Cambé-PR.

Heraldo Nóbrega disse...

Amigo Carvalho,
Compreensível a nota da PREVI criticando os conselheiros eleitos que assinaram o manifesto no congresso da ABRAPP porque mesmo que estejam fazendo falcatruas eles tem que dizer que não. Agora o que me causou indignação e estranheza foi a crítica feita pela chapa derrotada, o que reforça mais ainda que se lá estivessem fariam tudo que lhes fosse imposto e teriam que ficar calados sobre qualquer coisa errada que ocorresse na PREVI. Seriam cúmplices. Ou seja,estaríamos todos "lascados". E eu pergunto: com as últimas notícias veiculadas na imprensa sobre envolvimento de fundos de pensão com denunciados na operação lava-jato o que esses derrotados tem a dizer? Nada melhor para todos nós que você e os demais eleitos para vigiarem e gritarem sobre os desmandos que ocorrem na PREVI. Parabéns pela atuação de voces em nossa defesa.

Marcelino Maus disse...

D.D. Eleitos da Chapa 3 - solicitação que enviei à PREVI:

Senhores Diretores Eleitos, Indicados, Membros do CD e do Conselho Fiscal da PREVI:

Assunto: desoneração da MC de 30% do Contra Cheque PREVI, ES 160/120.

Várias Instituições não consideram na MC de 30%, as contribuições a Planos de Saúde, por terem caráter de Investimento e desoneração das despesas de Saúde da Família, que evita a dependência exclusiva do SUS, sem maiores custos.
Inclusive as contribuições à CASSI, não deveriam ser consideradas DESPESAS, eis que proporcionam investimento/vantagem financeira na manutenção da saúde da família inteira, não apenas do Assistido.
Nessa análise, a verba C820, deveria ser desconsiderada na MC 30%.

Aproveitando: a cobrança da 13ª. parcela dos Planos de Saúde é ILEGAL, conforme a Súmula 126 do TST.

Vejam o Decreto da Assembléia Legislativa de SP, fato que se repete em várias UF:
- DECRETO Nº 60.435, DE 13 DE MAIO DE 2014 (Assembléia Legislativa SP)
...
“Artigo 5º - São consideradas consignações facultativas:
I - contribuição para plano de seguro em geral e plano de saúde, inclusive odontológico.”
http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2014/decreto-60435-13.05.2014.html

Então, Senhores Diretores, aguardo estudos e providências sobre o tema: MC 30%.
Sobre o Teto/Prazo do ES, sopesadas as questões da idade avançada, FGM, etc., venho registrar que cabe ES 160.000,00/120, cuja regulação será pela MC 30%, que deveria ser desonerada:
1 - De imediato, desconsiderar definitivamente a Verba C820 na MC 30%.
2 – Excepcionalmente em Dezembro/2014, desconsiderar a Verba C800, que corresponde a 4,8% do Benefício Bruto; cujo reajuste pelo INPC em Janeiro (6%) compensará com sobras a supressão provisória (em 2014) dessa Verba (C800).

Desonerar a MC 30%, elevar o Teto para R$160.000,00; ajuda MUITO os Participantes, não compromete o Investimento Rentável e Seguro da PREVI.
Não vislumbro nenhuma agressão a regulamento da Previ, situação que acaso ocorra o CD tem poder para modificar.

Dia 02/12, tem reunião do Conselho Consultivo.

Marcelino Maus
6752890

Marcelino Maus disse...

Sobre:

"Anônimo disse...
Dr. Medeiros, e agora como é que fica o acordo assinado em 2010 de realinhamento, assim como um ano de Bet que a Previ deixou de nos pagar? "

Pois bem, o Conselho Fiscal tem por função, inclusive, defender o Direitos dos Participantes.

Assim Sendo, a Previ paga o BET relativo a 2014, ou utiliza esse valor para SUSPENDER as Contribuições dos APOSENTADOS/ASSISTIDOS, por um LONGO TEMPO.

CASO contrário, que o BB devolva os 7,5 Bilhões mais outras Reservas.

Alterem o Regulamento para que PARTICIPANTES NA ATIVA nunca tenham direito à SUSPENSÃO DE CONTRIBUIÇÕES.

Participantes que ingressaram no PB1 em 1997, pagaram por 10 anos e ficaram de 2007(?) a 2013(?) sem pagar nada, enquanto que hoje temos Assistidos que estão contribuindo por 48 ANOS ?

CD, Conselho Fiscal, acabem com essa ANOMALIA.

MEXAM-SE

Anônimo disse...

O conselheiro na Sete Brasil indicado pela Previ Luis Carlos Teixeira faz parte da chapa Previ, Livre Forte e de Todos, como conselheiro suplente na Previ.
Poderia informar a seus pares o que ocorre na Sete Brasil.
Ficaríamos mais tranquilos com informações precisas e confiáveis.
Desde que pudessem ser divulgadas e não houvesse mordaça como disseram.

Antonio Carvalho disse...

Prezados,
Com relação às mudanças no empréstimo simples, divulgada no site da PREVI, nossa luta foi no sentido de contemplar a todos e que a cobrança das prestações fossem suspensas em novembro e dezembro. Lamentavelmente os anseios externados por muitos colegas não foram atendidos em sua totalidade. Encaminhamos à Diretoria de Seguridade sugestão enviada por colegas para estudar uma modalidade de renegociação dos saldos das dívidas imobiliárias. Vamos aguardar o resultado.
Com relação a Sete Brasil que teve como Diretor o Sr. Pedro Barusco, envolvido na operação Lava - Jato, a PREVI divulgou em seu site informações a respeito da sua (nossa)participação nos empreendimentos, hoje sob auditoria. Veja abaixo:
"
28/11/2014
Sete Brasil

Saiba mais sobre o investimento realizado pela PREVI na empresa.

Nos últimos dias a Sete Brasil Participações S.A., empresa em que a PREVI tem participação, foi objeto de matérias nos meios de comunicação. Para evitar especulações, esclarecer e tranquilizar os seus associados, a PREVI se posiciona em relação ao investimento realizado.

A Sete Brasil foi fundada em 2010 para viabilizar a construção de sondas de perfuração em águas ultraprofundas no país. A PREVI possui atualmente 2,3% das cotas do Fundo de Investimento em Participações da empresa, o FIP Sondas, que detém 95% das ações da companhia.

O investimento da PREVI realizado na empresa está em consonância com a Política de Investimentos da entidade, que aponta como estratégico o segmento de Investimentos Estruturados em nichos específicos de mercado e capital empreendedor - private equity e venture capital.

Estudos técnicos avaliaram a relação entre risco e retorno do projeto como adequada. A PREVI tem uma preocupação constante em investir no longo prazo, que coincide com o tipo de investimento realizado na Sete Brasil e com a missão de pagar benefícios de forma eficiente, segura e sustentável para os seus quase 200 mil associados.

Tanto recursos do Plano 1 quanto do PREVI Futuro foram investidos na empresa, totalizando R$ 180 milhões. À época do fechamento do FIP Sondas, a PREVI respondia por 9,9% das cotas do capital total, que era de R$ 1,8 bilhão. O volume financeiro investido manteve-se inalterado uma vez que a PREVI não aderiu aos aumentos de capital ocorridos nos últimos anos, que ficou em R$ 7,9 bilhões, o que ocasionou a diminuição da participação, que é atualmente de 2,3%. Os direitos de governança da PREVI foram mantidos. Vale salientar que o valor investido na Sete Brasil equivale a cerca de 0,1% das reservas dos planos da PREVI.

O modelo de Governança Corporativa da PREVI incentiva que em todas as empresas participadas, inclusive a Sete Brasil, sejam exercidas as melhores práticas, que englobam princípios de transparência, responsabilidade, equidade e prestações de contas.

Em resposta às recentes notícias veiculadas na imprensa, a Sete Brasil comunicou que a Diretoria Executiva da companhia determinou de imediato um processo de auditoria e investigação sobre os documentos e contratos relacionados ao projeto da construção das 29 sondas para exploração de petróleo e gás em águas ultraprofundas, firmados desde a criação da empresa, em dezembro de 2010. O objetivo é investigar quaisquer irregularidades supostamente ocorridas.

Entre os investidores que também participam do FIP Sondas estão os bancos BTG, Santander e Bradesco, outros fundos de pensão como Funcef, Petros e Valia, além da Petrobras, que também participa diretamente da empresa, com 4,6% das ações.

A PREVI continuará acompanhando de perto a gestão e os processos da Companhia e manterá os participantes informados sobre quaisquer fatos relevantes que digam respeito ao ativo".