segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CASSI - GRAVES AMEAÇAS



Há muito tempo a CASSI enfrenta dificuldades financeiras. Até 2007, o Banco contribuía com 4,5% sobre os benefícios, pensões e salários dos pré-1998 e com 3% para os pós 1998. Com a reforma do Estatuto em 2007, o Banco passou a contribuir com 4,5% para todos os participantes. Com contribuição total de 7,5% (4,5% do Banco e 3% dos participantes),a CASSI tomou um fôlego. Com o pagamento do BET (2010 a 2013), a CASSI tomou novo fôlego. Agora está agonizando. Efeito tesoura.
Após 3 anos com déficit, as reservas passíveis de utilização, R$ 400 milhões, devem acabar neste semestre. Sem orçamento aprovado, já começou a cortar benefícios. Pode entrar em colapso. Diferentemente, o Plano CASSI Família continua equilibrado. Falam de desperdício, gestão, controle, abusos dos prestadores, etc. Deve existir um pouco de tudo. Particularmente, acredito que, para equilibrar a CASSI é necessário rever a estrutura de custeio, com urgência.  As receitas são oriundas de salários e de benefícios achatados da PREVI e crescem numa velocidade menor do que o custo com a assistência médica, cuja inflação é bem maior do que a oficial. O plano Associado é solidário. Uns pagam mais e usam menos e vice-versa. Sem querer polemizar, faço os comentários abaixo, para a nossa reflexão:
1 – Plano Associado: São cerca de 197 mil participantes, assim distribuídos:
- 71.791 aposentados, benefício médio de R$ 7.000,00, contribuição média R$ 525,00. Via de regra, 2 beneficiários. Dos aposentados, 70% têm mais de 60 anos. Teoricamente, maior idade, maior demanda de assistência médica/hospitalar;
- 20 mil pensionistas, pensão média de R$ 4.500,00, contribuição média de R$ 337,00. Via de regra, 1 beneficiário;
- 106 mil ativos, sendo 76% pós 1998, dos quais, 80% têm entre 30 a 45 anos. Um posto efetivo, com 5 anos de Banco, a contribuição é sobre R$ 3.100,00. Sendo caixa a contribuição é de R$ 4.050,00. Admitindo-se que a maioria é posto efetivo e caixa e que o salário médio de contribuição é de R$ 6.000,00, resulta numa contribuição média é de R$ 450,00 para a família, se for casado e tiver filhos menores.
2 – Plano Familia: O benefício é individual. A contribuição mensal é de: R$ 403,79 (34 a 38 anos); R$ 454,15 (39 a 43 anos); R$ 651,96 (44 a 48 anos); R$ 745,95 (49 a 53 anos; R$ 952,70 (54 a 58 anos); R$ 1.596,42 mais de 59 anos).
Conforme já foi divulgado, dia 21 de janeiro dirigentes da ANABB, AAFBB e FAABB tiveram audiência com o Diretor Carlos Neri, responsável pelas relações BB X CASSI. Dia 22 de janeiro houve reunião na ANABB (Dirigentes, Conselheiros, Diretores Regionais, Associações e Entidades de Classe). Do que foi tratado, transcrito na íntegra no final desta mensagem para quem desejar se aprofundar destaco:
- Diretor do Banco: “O BB pode sair da CASSI no momento que quiser, porque a legislação assim o permite. Pesquisas feitas pelo BB demonstram que a CASSI é uma das principais fontes de atratividade e retenção de funcionários; por isso, seria absurda a hipótese de o BB querer sair da CASSI. O BB valoriza e quer a perenidade da Caixa de Assistência. BB descarta qualquer aumento de contribuição ou aportes eventuais à CASSI. O Banco tem propostas estruturantes para a CASSI”.
- Diretor eleito da CASSI: “A CASSI vem convivendo com déficits no Plano de Associados durante toda a última década (2005 a 2014). O grande gerador de déficits é o modelo chamado “fragmentado”, que permite um acesso aos serviços de saúde de forma desorganizada, e por isso o sistema não se sustenta. A proposta de elevação da contribuição dos associados de 3% para 4,5%, como medida estruturante, foi apresentada na Diretoria Executiva da CASSI pelos dirigentes indicados pelo BB, ainda na gestão do ex-presidente David Salviano”.

Antonio J. CARVALHO

“Agora é oficial: BB e eleitos falam sobre a Cassi
No dia 16 de janeiro, a ANABB publicou matéria a respeito da urgência do debate sobre a Cassi. No referido texto, a Associação registrou que circulavam informações desencontradas sobre o que estava acontecendo na Caixa de Assistência. Falava-se no iminente aumento das contribuições dos associados de 3% para 4,5%, além de cortes nos direitos dos participantes, prejudicando o atendimento à saúde dos trabalhadores.

Na mesma matéria, a ANABB divulgou a realização de uma reunião no dia 22 de janeiro, em que seriam convidados todos os dirigentes eleitos da Cassi para que fossem compartilhadas informações fidedignas, de preferência a serem obtidas de fontes oficiais do BB e da Caixa de Assistência. Também foram convidados para esse evento dirigentes das entidades nacionais de representação do funcionalismo, de forma a possibilitar que, de posse das informações, fossem definidos os próximos passos na luta pelos direitos dos associados e pela sobrevivência da própria Cassi.

Assim, nesta quinta-feira, 22/01, estiveram reunidos na ANABB, dentre os eleitos da Cassi, o diretor William Mendes, a conselheira deliberativa Loreni Senger e os conselheiros fiscais João Maia e Carmelina Santos; também participaram do encontro Isa Musa (presidente da FAABB – Federação das Associações de Aposentados do Banco do Brasil), Célia Larichia (presidente da AAFBB – Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil), Sandra Miranda (presidente da APABB - Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, do Banco do Brasil e da Comunidade), Eduardo Araújo (representante da Contraf) e Gilberto Vieira (diretor da Contec).

Pela ANABB participaram o presidente da Diretoria Executiva, Sergio Riede, os vice-presidentes Fernando Amaral, Reinaldo Fujimoto e Tereza Godoy, o presidente do Conselho Deliberativo, João Botelho, e os integrantes do GAT – Grupo de Assessoramento Temático de Saúde e Qualidade de Vida, João Maia, Cláudio Lahorgue, Denise Vianna, Graça Machado, Romildo Gouveia, Aníbal Borges e Fábio Gian.

No início do encontro, o presidente da ANABB comunicou sobre a audiência realizada no dia anterior com o diretor do BB, Carlos Neri, responsável pelas relações do Banco com a governança da Cassi, para a qual compareceram ele e as dirigentes da FAABB e AAFBB, Isa Musa e Célia Larichia, respectivamente. Sergio Riede fez um relato sobre as informações e as percepções do diretor do BB a respeito da situação atual e futura da Cassi.

O que diz o BB

As principais declarações feitas pelo diretor Carlos Neri sobre o atual momento da Cassi e sobre os fatos em debate foram as seguintes:
1. “O BB pode sair da Cassi no momento que quiser, porque a legislação assim o permite, mas não o faz. Esta afirmação não é uma ameaça à Cassi, ao contrário, é mais uma prova de que o BB valoriza e quer a perenidade da Caixa de Assistência. Tudo que existe na Cassi (incluindo os programas de saúde e as CliniCASSI) foi aprovado com o voto favorável dos indicados pelo Banco. Pesquisas feitas pelo BB demonstram que a Cassi é uma das principais fontes de atratividade e retenção de funcionários; por isso, seria absurda a hipótese de o BB querer sair da Cassi”;
2. “O Banco valoriza o conceito, presente na Estratégia Saúde da Família, de se investir na prevenção da saúde e não na resolução da doença, e não deseja o fim de nenhum programa da Cassi. O que o BB quer é qualidade na gestão, bom gerenciamento dos serviços e projetos, indicadores de resultado das ações da Caixa e o monitoramento/avaliação desses resultados”;
3. “Hoje, a Cassi tem cerca de R$ 1,6 bilhão em reservas, sendo R$ 800 milhões no Plano de Associados e R$ 800 milhões do Plano CASSI Família, não sendo possível o compartilhamento dessas reservas entre os dois planos. Da reserva do Plano de Associados, apenas R$ 400 milhões são reservas livres para utilização onde a direção da Cassi determinar. Os outros R$ 400 milhões são de reservas legais obrigatórias controladas pela ANS, como a PEONA – Provisão de Eventos Ocorridos e Não Avisados”;
4. “Quando esgotadas as reservas livres, caso a Cassi utilize parte da reserva obrigatória para cobrir déficit operacional, estará utilizando recursos comprometidos e a ANS poderá concluir que a Cassi estaria entrando na condição de insolvência, podendo gerar inclusive a intervenção da ANS na Caixa de Assistência”;
5. “A Cassi vem apresentando déficits operacionais há três exercícios, os quais vêm sendo cobertos com a utilização de recursos das reservas livres. Consequentemente, as reservas livres da Cassi, mantidas as atuais previsões de receitas e despesas, devem acabar entre abril e junho de 2015, segundo os estudos atuariais e financeiros utilizados pela entidade”;
6. “A proposta orçamentária para 2015, reunidas as previsões de despesas de todas as áreas da Cassi, projetava um novo déficit anual de quase R$ 200 milhões. Para não permitir a caracterização de insolvência da Cassi, o Banco do Brasil recomendou aos conselheiros e diretores indicados que exigissem uma proposta orçamentária equilibrada”; 
7. “Por força das disposições estatutárias e regulamentares da Cassi, os diretores indicados pelo BB na Diretoria Executiva apresentaram proposta orçamentária, onde elencaram um conjunto de medidas emergenciais e temporárias (cada uma com seus respectivos custos) que, com diversas combinações, poderiam reduzir as despesas previstas no orçamento, até eliminar a previsão de déficit para 2015. Assim, evitar-se-ia a caracterização de insolvência e o consequente risco de uma intervenção do Órgão regulador, além de permitir um ambiente favorável para a discussão, durante o exercício de 2015, de medidas estruturantes capazes de perenizar o equilíbrio das contas da Cassi”;
8. “Os diretores eleitos não concordaram com nenhuma das medidas emergenciais sugeridas de cortes nas despesas e registraram voto propondo que o Banco fizesse aportes extraordinários para a Cassi de R$ 300 milhões em 2015 e mais R$ 300 milhões em 2016”;
9. “O BB está sujeito à Resolução CVM 695, que obriga o registro em balanço do compromisso com as contribuições pós-laborais, ou seja, para os aposentados. Estas contribuições estão previstas em R$ 6 bilhões no balanço do BB. E cada 1% de aumento hipotético de contribuição do BB representaria um impacto de R$ 1,3 bilhão no balanço do Banco, em função da Resolução CVM 695. Por isto, o BB descarta qualquer aumento de contribuição patronal ou aportes eventuais à Cassi, ainda mais porque o Banco já contribui com R$ 800 milhões anualmente para a Caixa de Assistência”;
10. “A proposta dos diretores indicados e o voto contrário dos eleitos subiram para apreciação do Conselho Deliberativo da Cassi, onde o impasse permaneceu e o orçamento para 2015 não foi aprovado. Neste cenário, o Conselho Deliberativo, por unanimidade (portanto com o voto dos eleitos), decidiu que só seriam mantidos gastos já contratados e os previstos no regulamento ou na legislação. Assim, todos os demais gastos da Cassi em 2015 só poderão ser efetuados se aprovados pelo Conselho Deliberativo”;
11. “Por conta dessa decisão, como o contrato com uma das empresas responsáveis por executar o Programa de Atenção aos Crônicos venceu em 31.12.2014, os indicados pelo BB no Conselho Deliberativo da Cassi não autorizaram a sua renovação, por entender ser coerente com a decisão de contingenciamento do orçamento aprovada por todos. Ademais, o Programa de Atenção aos Crônicos é utilizado por cerca de 10.000 beneficiários, ou 2,5% do universo de 400.000 vidas do Plano de Associados”.
Segundo o diretor Carlos Neri, o Banco tem propostas estruturantes para a Cassi, que visam resolver a questão do desequilíbrio constante entre receitas e despesas. Entretanto, não as pode revelar porque as mesmas ainda estão sendo discutidas internamente. Assim que autorizado, serão apresentadas a toda a governança da Cassi e a todos os associados para apreciação. Ressaltou ainda “acreditar na viabilidade e na sustentabilidade da Cassi se esse debate for permeado pela consistência técnica das propostas  e afastar-se de quaisquer interesses político-eleitorais."

O que diz o diretor eleito William Mendes

O diretor eleito da Cassi, William Mendes, no evento realizado na sede da ANABB, confirmou a situação de contingenciamento do orçamento para 2015. Entretanto esclareceu o seguinte:
1.  “É verdade que a reserva geral da Cassi é de R$ 1,6 bilhão. Também é verdade que são cerca de R$ 800 milhões para cada plano, e que essas se dividem entre reservas livres e reservas obrigatórias. O Plano CASSI Família está equilibrado porque é possível corrigir as contribuições anualmente pela inflação da saúde ou por previsões atuariais”;

2.
”A Cassi vem convivendo com déficits no Plano de Associados durante toda a última década (2005 a 2014). Por conta desses déficits é que houve a alteração estatutária de 2007, em troca de aportes extraordinários e da assunção pelo Banco do cumprimento do estatuto também para os funcionários pós-97. Depois disso, vários outros aportes fizeram com que os déficits não fossem percebidos, tais como a contribuição sobre o 13º salário, a contribuição de dependentes indiretos e o BET. Ao longo dos últimos dez anos, aproximadamente, R$ 1 bilhão de déficit foi coberto por receitas extraordinárias”;

3.
“Na realidade, o grande gerador de déficits é o modelo chamado ‘fragmentado’, que permite um acesso aos serviços de saúde de forma desorganizada, e por isso o sistema não se sustenta. A Cassi cuida de 750 mil vidas (Plano Associados e CASSI Família) e o modelo só tem cadastradas na Estratégia Saúde da Família 160 mil pessoas. Por isso, a proposta que foi apresentada na Cassi pelos dirigentes eleitos aos dirigentes indicados pelo BB é pelo aprofundamento da implantação do modelo de Atenção Integral à Saúde com acesso prioritário ao Sistema de Serviços de Saúde pelas CliniCASSI ou pela Rede Referenciada. O BB aprovou a implantação do modelo desde 2001, mas até hoje o sistema não foi ampliado para todos os usuários da Cassi. A proposta dos dirigentes eleitos é que o BB faça aportes extraordinários para a Cassi até que se complete a implantação do modelo em todo o país”;

4.
“A proposta dos diretores eleitos para a manutenção do equilíbrio financeiro da Cassi não se limita aos aportes financeiros extraordinários por parte do BB como alega o Banco. Ao contrário, a proposta dos diretores eleitos é a extensão do direito ao modelo de Atenção Integral à Saúde para o conjunto dos associados, modelo que traz melhores resultados em saúde e sustentabilidade em países como Canadá, Inglaterra e Holanda”;

5. 
“A proposta de elevação da contribuição dos associados de 3% para 4,5%, como medida estruturante, foi apresentada formalmente na Diretoria Executiva da Cassi pelos dirigentes indicados pelo BB. Tendo em vista o impasse na Diretoria, a proposta foi encaminhada para apreciação pelo Conselho Deliberativo. No Conselho, os indicados pelo BB decidiram propor primeiramente a discussão e aprovação de medidas temporárias, deixando as medidas estruturantes para serem debatidas posteriormente. Entretanto, a redação proposta para cada sugestão de medida temporária afirmava que a medida teria validade até que fosse aprovada a proposta de aumento da contribuição dos associados de 3% para 4,5%, o que, do ponto de vista dos eleitos, impediu suas apreciações. Não se pode aceitar que o ônus do ajuste recaia apenas sobre os associados, quando a Cassi é administrada de forma compartilhada”;

6.
“A alternativa proposta pelos indicados pelo BB de criar franquia de R$ 1.500,00 para internações, por exemplo, seria mais cruel para as pessoas que ganham menos, porque comprometeria um percentual maior de seus salários. Aprovar isso seria quebrar, na prática, o princípio da solidariedade entre os associados”;

7.
“Com relação ao contingenciamento provocado pela não aprovação do orçamento, vale registrar que as propostas de aplicação temporária para equilíbrio do plano, sugeridas pelo Banco, suspendendo recursos para alguns programas, trariam um equilíbrio imaginário. Isto porque a suspensão de programas como o PAC - Programa de Atenção aos Crônicos pode levar a que as pessoas atendidas pelo programa venham a ser internadas com custos para a Cassi muito superiores aos do programa”;

8.
“Ainda com relação ao PAC, o Banco não foi leal ao orientar seus indicados a não renovar o contrato a partir de 1º de janeiro de 2015, sob a alegação do contingenciamento orçamentário. Em 2014, o programa havia sido prorrogado para até abril de 2015, pelo Conselho Deliberativo. Para pressionar os eleitos, os indicados rejeitaram a proposta de renovar o contrato dos prestadores desse serviço a partir de 1º de janeiro de 2015”;

9.
“Os dirigentes eleitos não podem aceitar a implantação de propostas emergenciais sem que sejam examinadas as suas naturezas. Toda medida emergencial para garantir o equilíbrio da Cassi é passível de ser discutida, desde que tenha como referência a proposta estruturante que garanta o equilíbrio mais perene da Cassi, sem prejuízo da saúde dos funcionários do BB”;

10.
“Na Cassi existem, atualmente, duas propostas antagônicas para o equacionamento estrutural do Plano de Associados. Uma que se propõe a resolver o problema apenas onerando os associados, e outra que busca aprofundar o modelo de Atenção Integral à Saúde, com promoção da saúde e prevenção de doenças novas ou de agravamento de doenças existentes”.
Durante o evento na ANABB, os participantes da reunião fizeram diversos questionamentos ao diretor William Mendes, especialmente em relação ao modelo de atendimento defendido pelos eleitos. William respondeu que a proposta não está totalmente fechada e que há espaço para discussão com as entidades do funcionalismo para aprimoramento.

A posição das entidades presentes

Os representantes das entidades presentes ao encontro na ANABB, coerentemente com o disposto no convite recebido, decidiram socializar todas as informações obtidas com todas as entidades representativas dos funcionários do BB, e promover, conjuntamente, uma nova reunião para a primeira quinzena de fevereiro, convidando todas as entidades representativas de funcionários do BB, para debate de propostas a serem definidas e apresentadas ao BB e à governança da Cassi.

Todos os presentes comprometeram-se a divulgar para seus associados ou representados as informações, sem prejuízo de seus respectivos comentários e opiniões. 

Posicionamento da ANABB

A ANABB entende que, neste primeiro momento, era imprescindível colher informações diretas das fontes que tem poder decisório na vida da Cassi. Antes de mais nada, o conjunto de associados precisa saber exatamente o que pensam os dirigentes da Caixa de Assistência e do BB. Com estas informações, é possível agora avançar no debate sobre as propostas para superar, em primeiro lugar, o momento de orçamento contingenciado e, posteriormente, discutir e decidir, com rapidez e segurança, sobre o futuro da Caixa de Assistência e de seus associados. Vale ressaltar mais uma vez que nenhuma proposta de aumento de contribuição dos associados pode ser feita sem consulta ao corpo social.

Muitas ideias diferentes surgirão. Algumas talvez sejam antagônicas. Por isso, vai ser necessária muita disposição para o diálogo e persistência para conquistarmos um futuro sustentável para a Cassi.

Só conseguiremos êxito se, mesmo diante de divergências, tivermos a maturidade de tratarmos as pessoas e as entidades com respeito. Não podemos tratar os nossos potenciais aliados como inimigos. Precisamos focar naquilo que nos une para construir, coletivamente, o futuro que desejamos. “


domingo, 18 de janeiro de 2015

PREVIDENCIA - FORUM DOS ELEITOS INDEPENDENTES

Compartilho matéria publicada no jornal Valor Econômico que trata de reunião de Diretores e Conselheiros de Fundos de Pensão (eleitos independentes) cujo debate teve início no Congresso ABRAPP, com assinatura e divulgação de um manifesto.
Temos consciência de que há diferenças entre os Fundos (Governança, Políticas de Investimentos, Gestão, Relacionamento com Patrocinadores, etc). Porém, existem muitas convergências, a exemplo de parceiros comuns nos investimentos e legislação. O encontro foi adiado para o dia 26 de janeiro, para ajustar agenda na PREVIC. Estarão presentes representantes eleitos da chapa 3 - PREVI LIVRE, FORTE E DE TODOS. Posteriormente divulgaremos os assuntos tratados.
Abraço,
Carvalho. 
 
"Fundações discutirão investimentos polêmicos
Por Renata Batista | Do Rio Depois de lançarem um manifesto contra interferências políticas nas entidades no ano passado, diretores e conselheiros eleitos de fundos de pensão de estatais se reúnem segunda e terça-feira da próxima semana, em Brasília, para discutir a situação das entidades. De acordo com fontes que participam dessas articulações, a pauta inclui uma reunião na Previc e um debate sobre a precificação de ativos, além de discussões sobre o histórico de investimentos polêmicos.
"Queremos saber como esses projetos chegaram em cada entidade, se tiveram origem comum e se têm ligação com todas essas denúncias que existem por aí", explica um conselheiro eleito de um fundo com sede no Rio de Janeiro. Ele lembra o caso da exposição dos fundos ao Banco Espírito Santo, que não atingiu todos da mesma forma. "Quase todos perceberam o risco, mas só alguns conseguiram evitar o prejuízo. Por que?", questiona.
Em relação à precificação, há casos de investimentos iguais avaliados de forma totalmente diferente nas várias entidades, o que pode mascarar resultados e, no limite, até comprometer o pagamento de benefícios. Um dos casos mais emblemáticos que será avaliado é a Vale, que está na carteira de várias entidades. Outro investimento que deve ser alvo de um pente fino do grupo é a Invepar, holding da área de infraestrutura que tem entre seus sócios a construtora OAS. O terceiro investimento que mais desperta interesse é a Sete Brasil.
Na reunião de segunda-feira, o grupo de conselheiros e diretores - que inclui representantes de Petros, Previ, Funcef, Real Grandeza e Eletros - vai definir a metodologia que será usada nessa avaliação. Os conselheiros eleitos da Funcef, que são funcionários de carreira da área de auditoria da Caixa Econômica Federal, são os mais cotados para coordenar os trabalhos".

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Fundações discutirão investimentos polêmicos

Por Renata Batista | Do Rio Depois de lançarem um manifesto contra interferências políticas nas entidades no ano passado, diretores e conselheiros eleitos de fundos de pensão de estatais se reúnem segunda e terça-feira da próxima semana, em Brasília, para discutir a situação das entidades. De acordo com fontes que participam dessas articulações, a pauta inclui uma reunião na Previc e um debate sobre a precificação de ativos, além de discussões sobre o histórico de investimentos polêmicos.
"Queremos saber como esses projetos chegaram em cada entidade, se tiveram origem comum e se têm ligação com todas essas denúncias que existem por aí", explica um conselheiro eleito de um fundo com sede no Rio de Janeiro. Ele lembra o caso da exposição dos fundos ao Banco Espírito Santo, que não atingiu todos da mesma forma. "Quase todos perceberam o risco, mas só alguns conseguiram evitar o prejuízo. Por que?", questiona.
Em relação à precificação, há casos de investimentos iguais avaliados de forma totalmente diferente nas várias entidades, o que pode mascarar resultados e, no limite, até comprometer o pagamento de benefícios. Um dos casos mais emblemáticos que será avaliado é a Vale, que está na carteira de várias entidades. Outro investimento que deve ser alvo de um pente fino do grupo é a Invepar, holding da área de infraestrutura que tem entre seus sócios a construtora OAS. O terceiro investimento que mais desperta interesse é a Sete Brasil.
Na reunião de segunda-feira, o grupo de conselheiros e diretores - que inclui representantes de Petros, Previ, Funcef, Real Grandeza e Eletros - vai definir a metodologia que será usada nessa avaliação. Os conselheiros eleitos da Funcef, que são funcionários de carreira da área de auditoria da Caixa Econômica Federal, são os mais cotados para coordenar os trabalhos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Em busca de caixa, Previ reduz apetite por infraestrutura

Repasso, abaixo, matéria publicada no jornal Valor Econômico, tratando da PREVI. Embora ainda não disponível, o desempenho da PREVI aponta para um elevado déficit Técnico no ano de 2014, fortemente afetado pela desvalorização da Petrobras (redução do preço do petróleo e denúncias) e da Vale do Rio Doce (queda substancial no preço do minério de ferro). Conforme registrado em mais de uma década, o superávit técnico acumulado continuará positivo em alguns bilhões, apesar de substancial redução em relação a 2013. Outros Fundos de Pensão, a exemplo da FUNCEF, conforme divulgado pela imprensa,  indicam déficit no ano de 2014 e no acumulado. O cenário de 2015 não é dos melhores para os Fundos de Pensão.
Abraço,

Carvalho.
 
"Maior fundo de pensão da América Latina, a PREVI terá apetite menor para novos investimentos em infraestrutura daqui para frente. O principal plano da fundação já tem a maioria de seus participantes aposentados e buscará mais liquidez nos próximos anos, o que inclui reduzir a parcela de investimentos em renda variável. Essas diretrizes estão na política de investimentos para o período entre 2015 e 2021, aprovada em dezembro.
"O Plano 1 já é maduro. Dois terços dos participantes já recebem benefícios e nos próximos cinco a sete anos teremos praticamente quase todos aposentados", diz Marco Geovanne, presidente em exercício da PREVI, fundo de pensão dos funcionários do BANCO DO BRASIL. "Isso exige um esforço maior para pagar os benefícios." A PREVI desembolsa cerca de R$ 9,5 bilhões em aposentadorias e pensões por ano.
O plano de benefício definido (BD), chamado de Plano 1, tem patrimônio de R$ 170,3 bilhões e 11,9 mil participantes, dos quais 9,5 mil já aposentados. Já o plano de contribuição definida (CD), o PREVI Futuro, tem R$ 5,5 bilhões em ativos e 6,8 mil participantes, com apenas 24 aposentados.
Marcio Hamilton Ferreira, diretor de investimentos da PREVI, diz que a fundação será ainda mais seletiva do que já é para analisar oportunidades de investimento em infraestrutura. "Temos que conjugar a gestão da carteira com o fluxo de pagamento de benefícios.
Pela maturidade do Plano 1, o apetite para grandes projetos diminui", explica.
Segundo ele, a fundação vai continuar apoiando a infraestrutura do país, por meio dos investimentos que já tem no setor de energia e da participação na Vale, exemplifica. "Mas novos projetos, de forma direta, teremos que ser mais seletivos pela necessidade de liquidez", diz.
A PREVI tem participações relevantes na Invepar - que tem concessões de aeroportos, rodovias e projetos de mobilidade urbana - e na Neoenergia, companhia que, entre outros projetos, participa do consórcio da usina hidrelétrica de Belo Monte. Na Vale, a fundação detém 15% das ações da companhia, posição que tem que carregar até pelo menos 2017 pelo acordo de acionistas da empresa, do qual faz parte.
Na busca por mais liquidez, a fundação também reduzirá o percentual de aplicações em ações, que hoje respondem por 60% dos ativos do plano BD. A política de investimentos 2015- 2021 prevê redução de 10 pontos percentuais ao longo desses sete anos, com consequente aumento da parcela de renda fixa.
Geovanne ressalta que esse movimento não será brusco e que vai depender da conjuntura e das oportunidades de mercado.
Ele lembra que a fundação não trabalha com posições especulativas, uma vez que tem um passivo projetado até 2080. Os dividendos provenientes da renda variável respondem por cerca de 40% dos recursos destinados ao pagamento de benefícios.
A Petros, segundo maior fundo de pensão do país, também planeja mudanças em suas aplicações em renda variável em busca de mais liquidez. A fundação, que tem patrimônio de R$ 67 bilhões, estuda reduzir o volume de recursos aplicado em participações acionárias relevantes de empresas.
Além de liquidez, as fundações também buscam com essas medidas reduzir o risco de suas aplicações.
Na nova política de investimentos, a PREVI adotou o conceito de "fronteira eficiente", que serve para otimizar a relação entre o risco e o retorno de uma carteira de ativos. "Tiramos uma radiografia dos investimentos e verificamos que havia um pequeno "gap" em que poderíamos reduzir um pouco o retorno e diminuir muito o risco", diz Décio Bottechia Júnior, diretor de planejamento da PREVI.
A fundação vê espaço para mais aplicação em investimentos estruturados, como fundos de private equity, que poderiam subir da atual fatia de 0,8% dos ativos para 2,2% em 2021. Segundo Ferreira, também há espaço para aplicações no exterior. "Continuamos com apetite para investimentos no exterior, pois olhamos como uma boa alternativa. Mas o [atual] momento de juros e dólar alto talvez não seja o melhor para entrar em uma operação como essa", diz. A PREVI tem hoje 0,1% dos ativos aplicado lá fora, mas sua política de investimentos permite até 0,5%.
No acumulado de janeiro a setembro de 2014, último dado disponível, a rentabilidade do Plano 1 era de 6,07% no período, ante meta de 8,52%. Geovanne diz que, mesmo com um ano difícil no mercado financeiro, o plano terminaria 2014 superavitário. Até setembro, o superávit era de R$ 21,9 bilhões".

PREVIDENCIA - CRISE DE 2014 AFETA FUNDOS DE PENSÃO

Repasso, abaixo, matéria divulgada pela imprensa que trata do desempenho da FUNCEF em 2014. Repassarei, também, matéria divulgada sobre a PREVI.
Abraço,
Carvalho.

"Funcef fechará com déficit pelo terceiro ano consecutivo
O fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) fechará com déficit pelo terceiro ano consecutivo. Fontes próximas ao fundo afirmaram que até novembro as contas estavam negativas entre 1,5 bilhão de reais e 2 bilhões de reais, o que deve levar a um rombo acumulado de 5 bilhões de reais. Desta vez, aposentados e pensionistas da Caixa poderão sentir no bolso as perdas do fundo. As informações são do Portal Veja.com
As regras da previdência determinam que o fundo precisa recompor suas perdas depois de consolidar três anos consecutivos de déficit equivalente a 10% de seu patrimônio. O rombo precisa ser tapado metade com dinheiro de aposentados e contribuintes e metade com aportes do próprio banco, que é o patrocinador da fundação. Uma fonte próxima ao fundo disse que o saldo negativo fará com que a conta tenha de ser repassada este ano.
A Funcef não publicou comentários sobre a possibilidade de ter de apresentar um plano de recomposição, mas confirmou, em nota, que ano passado fechará com novo déficit. A contabilização final depende ainda dos números de dezembro. Em 2013, quando seu último balanço foi publicado, a fundação tinha cerca de 55 bilhões de reais sob sua administração.
O desempenho ruim no ano passado foi bastante influenciado pela queda dos preços das ações na bolsa de valores. Além disso, o fundo contabilizou novas perdas devido ao mau desempenho da renda fixa pela alta dos juros e das empresas em que é sócio. É o exemplo da mineradora Vale, um de seus principais ativos, que perdeu valor durante ano por causa das dificuldades provocadas pela queda dos preços do minério de ferro no mundo.  (PrevTotal)"

sábado, 3 de janeiro de 2015

MANUAL PARA 2015



"Saúde:
1.  Beba muita água
2.  Coma mais o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
3.  Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4.  Arranje cinco minutos por dia para rezar sozinho;
5.  Faça atividades  que ative seu cérebro ;
6.  Leia mais livros do que leu em 2014;
7.  Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
8.  Durma 8 horas por dia;
9.  Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia, e enquanto caminha sorria.

Personalidade:
11.  Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz idéia de como é a caminhada dos outros;
12.  Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle;
13.  Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14.  Não se torne demasiadamente sério;
15.  Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16.  Sonhe mais;
17.  Inveja é uma perda de tempo. Tem tudo que necessita....
18.  Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19.  A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.
20.  Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21.  Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22.  Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23.  Sorria e gargalhe mais;
24.  Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:
25.  Entre mais em contato com sua família;
26.  Dê algo de bom aos outros diariamente;
27.  Perdoe a todos por tudo;
28.  Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29.  Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30.  Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31.  O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantém contato com eles.

A Vida:
32.  Faça o que é correto;
33.  Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34.  DEUS cura tudo;
35.  Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36.  Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece;
37.  O melhor ainda está para vir;
38.  Quando acordar vivo de manhã, agradeça a DEUS pela graça.
39.  Mantenha seu coração sempre feliz".