segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CASSI - GRAVES AMEAÇAS



Há muito tempo a CASSI enfrenta dificuldades financeiras. Até 2007, o Banco contribuía com 4,5% sobre os benefícios, pensões e salários dos pré-1998 e com 3% para os pós 1998. Com a reforma do Estatuto em 2007, o Banco passou a contribuir com 4,5% para todos os participantes. Com contribuição total de 7,5% (4,5% do Banco e 3% dos participantes),a CASSI tomou um fôlego. Com o pagamento do BET (2010 a 2013), a CASSI tomou novo fôlego. Agora está agonizando. Efeito tesoura.
Após 3 anos com déficit, as reservas passíveis de utilização, R$ 400 milhões, devem acabar neste semestre. Sem orçamento aprovado, já começou a cortar benefícios. Pode entrar em colapso. Diferentemente, o Plano CASSI Família continua equilibrado. Falam de desperdício, gestão, controle, abusos dos prestadores, etc. Deve existir um pouco de tudo. Particularmente, acredito que, para equilibrar a CASSI é necessário rever a estrutura de custeio, com urgência.  As receitas são oriundas de salários e de benefícios achatados da PREVI e crescem numa velocidade menor do que o custo com a assistência médica, cuja inflação é bem maior do que a oficial. O plano Associado é solidário. Uns pagam mais e usam menos e vice-versa. Sem querer polemizar, faço os comentários abaixo, para a nossa reflexão:
1 – Plano Associado: São cerca de 197 mil participantes, assim distribuídos:
- 71.791 aposentados, benefício médio de R$ 7.000,00, contribuição média R$ 525,00. Via de regra, 2 beneficiários. Dos aposentados, 70% têm mais de 60 anos. Teoricamente, maior idade, maior demanda de assistência médica/hospitalar;
- 20 mil pensionistas, pensão média de R$ 4.500,00, contribuição média de R$ 337,00. Via de regra, 1 beneficiário;
- 106 mil ativos, sendo 76% pós 1998, dos quais, 80% têm entre 30 a 45 anos. Um posto efetivo, com 5 anos de Banco, a contribuição é sobre R$ 3.100,00. Sendo caixa a contribuição é de R$ 4.050,00. Admitindo-se que a maioria é posto efetivo e caixa e que o salário médio de contribuição é de R$ 6.000,00, resulta numa contribuição média é de R$ 450,00 para a família, se for casado e tiver filhos menores.
2 – Plano Familia: O benefício é individual. A contribuição mensal é de: R$ 403,79 (34 a 38 anos); R$ 454,15 (39 a 43 anos); R$ 651,96 (44 a 48 anos); R$ 745,95 (49 a 53 anos; R$ 952,70 (54 a 58 anos); R$ 1.596,42 mais de 59 anos).
Conforme já foi divulgado, dia 21 de janeiro dirigentes da ANABB, AAFBB e FAABB tiveram audiência com o Diretor Carlos Neri, responsável pelas relações BB X CASSI. Dia 22 de janeiro houve reunião na ANABB (Dirigentes, Conselheiros, Diretores Regionais, Associações e Entidades de Classe). Do que foi tratado, transcrito na íntegra no final desta mensagem para quem desejar se aprofundar destaco:
- Diretor do Banco: “O BB pode sair da CASSI no momento que quiser, porque a legislação assim o permite. Pesquisas feitas pelo BB demonstram que a CASSI é uma das principais fontes de atratividade e retenção de funcionários; por isso, seria absurda a hipótese de o BB querer sair da CASSI. O BB valoriza e quer a perenidade da Caixa de Assistência. BB descarta qualquer aumento de contribuição ou aportes eventuais à CASSI. O Banco tem propostas estruturantes para a CASSI”.
- Diretor eleito da CASSI: “A CASSI vem convivendo com déficits no Plano de Associados durante toda a última década (2005 a 2014). O grande gerador de déficits é o modelo chamado “fragmentado”, que permite um acesso aos serviços de saúde de forma desorganizada, e por isso o sistema não se sustenta. A proposta de elevação da contribuição dos associados de 3% para 4,5%, como medida estruturante, foi apresentada na Diretoria Executiva da CASSI pelos dirigentes indicados pelo BB, ainda na gestão do ex-presidente David Salviano”.

Antonio J. CARVALHO

“Agora é oficial: BB e eleitos falam sobre a Cassi
No dia 16 de janeiro, a ANABB publicou matéria a respeito da urgência do debate sobre a Cassi. No referido texto, a Associação registrou que circulavam informações desencontradas sobre o que estava acontecendo na Caixa de Assistência. Falava-se no iminente aumento das contribuições dos associados de 3% para 4,5%, além de cortes nos direitos dos participantes, prejudicando o atendimento à saúde dos trabalhadores.

Na mesma matéria, a ANABB divulgou a realização de uma reunião no dia 22 de janeiro, em que seriam convidados todos os dirigentes eleitos da Cassi para que fossem compartilhadas informações fidedignas, de preferência a serem obtidas de fontes oficiais do BB e da Caixa de Assistência. Também foram convidados para esse evento dirigentes das entidades nacionais de representação do funcionalismo, de forma a possibilitar que, de posse das informações, fossem definidos os próximos passos na luta pelos direitos dos associados e pela sobrevivência da própria Cassi.

Assim, nesta quinta-feira, 22/01, estiveram reunidos na ANABB, dentre os eleitos da Cassi, o diretor William Mendes, a conselheira deliberativa Loreni Senger e os conselheiros fiscais João Maia e Carmelina Santos; também participaram do encontro Isa Musa (presidente da FAABB – Federação das Associações de Aposentados do Banco do Brasil), Célia Larichia (presidente da AAFBB – Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil), Sandra Miranda (presidente da APABB - Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, do Banco do Brasil e da Comunidade), Eduardo Araújo (representante da Contraf) e Gilberto Vieira (diretor da Contec).

Pela ANABB participaram o presidente da Diretoria Executiva, Sergio Riede, os vice-presidentes Fernando Amaral, Reinaldo Fujimoto e Tereza Godoy, o presidente do Conselho Deliberativo, João Botelho, e os integrantes do GAT – Grupo de Assessoramento Temático de Saúde e Qualidade de Vida, João Maia, Cláudio Lahorgue, Denise Vianna, Graça Machado, Romildo Gouveia, Aníbal Borges e Fábio Gian.

No início do encontro, o presidente da ANABB comunicou sobre a audiência realizada no dia anterior com o diretor do BB, Carlos Neri, responsável pelas relações do Banco com a governança da Cassi, para a qual compareceram ele e as dirigentes da FAABB e AAFBB, Isa Musa e Célia Larichia, respectivamente. Sergio Riede fez um relato sobre as informações e as percepções do diretor do BB a respeito da situação atual e futura da Cassi.

O que diz o BB

As principais declarações feitas pelo diretor Carlos Neri sobre o atual momento da Cassi e sobre os fatos em debate foram as seguintes:
1. “O BB pode sair da Cassi no momento que quiser, porque a legislação assim o permite, mas não o faz. Esta afirmação não é uma ameaça à Cassi, ao contrário, é mais uma prova de que o BB valoriza e quer a perenidade da Caixa de Assistência. Tudo que existe na Cassi (incluindo os programas de saúde e as CliniCASSI) foi aprovado com o voto favorável dos indicados pelo Banco. Pesquisas feitas pelo BB demonstram que a Cassi é uma das principais fontes de atratividade e retenção de funcionários; por isso, seria absurda a hipótese de o BB querer sair da Cassi”;
2. “O Banco valoriza o conceito, presente na Estratégia Saúde da Família, de se investir na prevenção da saúde e não na resolução da doença, e não deseja o fim de nenhum programa da Cassi. O que o BB quer é qualidade na gestão, bom gerenciamento dos serviços e projetos, indicadores de resultado das ações da Caixa e o monitoramento/avaliação desses resultados”;
3. “Hoje, a Cassi tem cerca de R$ 1,6 bilhão em reservas, sendo R$ 800 milhões no Plano de Associados e R$ 800 milhões do Plano CASSI Família, não sendo possível o compartilhamento dessas reservas entre os dois planos. Da reserva do Plano de Associados, apenas R$ 400 milhões são reservas livres para utilização onde a direção da Cassi determinar. Os outros R$ 400 milhões são de reservas legais obrigatórias controladas pela ANS, como a PEONA – Provisão de Eventos Ocorridos e Não Avisados”;
4. “Quando esgotadas as reservas livres, caso a Cassi utilize parte da reserva obrigatória para cobrir déficit operacional, estará utilizando recursos comprometidos e a ANS poderá concluir que a Cassi estaria entrando na condição de insolvência, podendo gerar inclusive a intervenção da ANS na Caixa de Assistência”;
5. “A Cassi vem apresentando déficits operacionais há três exercícios, os quais vêm sendo cobertos com a utilização de recursos das reservas livres. Consequentemente, as reservas livres da Cassi, mantidas as atuais previsões de receitas e despesas, devem acabar entre abril e junho de 2015, segundo os estudos atuariais e financeiros utilizados pela entidade”;
6. “A proposta orçamentária para 2015, reunidas as previsões de despesas de todas as áreas da Cassi, projetava um novo déficit anual de quase R$ 200 milhões. Para não permitir a caracterização de insolvência da Cassi, o Banco do Brasil recomendou aos conselheiros e diretores indicados que exigissem uma proposta orçamentária equilibrada”; 
7. “Por força das disposições estatutárias e regulamentares da Cassi, os diretores indicados pelo BB na Diretoria Executiva apresentaram proposta orçamentária, onde elencaram um conjunto de medidas emergenciais e temporárias (cada uma com seus respectivos custos) que, com diversas combinações, poderiam reduzir as despesas previstas no orçamento, até eliminar a previsão de déficit para 2015. Assim, evitar-se-ia a caracterização de insolvência e o consequente risco de uma intervenção do Órgão regulador, além de permitir um ambiente favorável para a discussão, durante o exercício de 2015, de medidas estruturantes capazes de perenizar o equilíbrio das contas da Cassi”;
8. “Os diretores eleitos não concordaram com nenhuma das medidas emergenciais sugeridas de cortes nas despesas e registraram voto propondo que o Banco fizesse aportes extraordinários para a Cassi de R$ 300 milhões em 2015 e mais R$ 300 milhões em 2016”;
9. “O BB está sujeito à Resolução CVM 695, que obriga o registro em balanço do compromisso com as contribuições pós-laborais, ou seja, para os aposentados. Estas contribuições estão previstas em R$ 6 bilhões no balanço do BB. E cada 1% de aumento hipotético de contribuição do BB representaria um impacto de R$ 1,3 bilhão no balanço do Banco, em função da Resolução CVM 695. Por isto, o BB descarta qualquer aumento de contribuição patronal ou aportes eventuais à Cassi, ainda mais porque o Banco já contribui com R$ 800 milhões anualmente para a Caixa de Assistência”;
10. “A proposta dos diretores indicados e o voto contrário dos eleitos subiram para apreciação do Conselho Deliberativo da Cassi, onde o impasse permaneceu e o orçamento para 2015 não foi aprovado. Neste cenário, o Conselho Deliberativo, por unanimidade (portanto com o voto dos eleitos), decidiu que só seriam mantidos gastos já contratados e os previstos no regulamento ou na legislação. Assim, todos os demais gastos da Cassi em 2015 só poderão ser efetuados se aprovados pelo Conselho Deliberativo”;
11. “Por conta dessa decisão, como o contrato com uma das empresas responsáveis por executar o Programa de Atenção aos Crônicos venceu em 31.12.2014, os indicados pelo BB no Conselho Deliberativo da Cassi não autorizaram a sua renovação, por entender ser coerente com a decisão de contingenciamento do orçamento aprovada por todos. Ademais, o Programa de Atenção aos Crônicos é utilizado por cerca de 10.000 beneficiários, ou 2,5% do universo de 400.000 vidas do Plano de Associados”.
Segundo o diretor Carlos Neri, o Banco tem propostas estruturantes para a Cassi, que visam resolver a questão do desequilíbrio constante entre receitas e despesas. Entretanto, não as pode revelar porque as mesmas ainda estão sendo discutidas internamente. Assim que autorizado, serão apresentadas a toda a governança da Cassi e a todos os associados para apreciação. Ressaltou ainda “acreditar na viabilidade e na sustentabilidade da Cassi se esse debate for permeado pela consistência técnica das propostas  e afastar-se de quaisquer interesses político-eleitorais."

O que diz o diretor eleito William Mendes

O diretor eleito da Cassi, William Mendes, no evento realizado na sede da ANABB, confirmou a situação de contingenciamento do orçamento para 2015. Entretanto esclareceu o seguinte:
1.  “É verdade que a reserva geral da Cassi é de R$ 1,6 bilhão. Também é verdade que são cerca de R$ 800 milhões para cada plano, e que essas se dividem entre reservas livres e reservas obrigatórias. O Plano CASSI Família está equilibrado porque é possível corrigir as contribuições anualmente pela inflação da saúde ou por previsões atuariais”;

2.
”A Cassi vem convivendo com déficits no Plano de Associados durante toda a última década (2005 a 2014). Por conta desses déficits é que houve a alteração estatutária de 2007, em troca de aportes extraordinários e da assunção pelo Banco do cumprimento do estatuto também para os funcionários pós-97. Depois disso, vários outros aportes fizeram com que os déficits não fossem percebidos, tais como a contribuição sobre o 13º salário, a contribuição de dependentes indiretos e o BET. Ao longo dos últimos dez anos, aproximadamente, R$ 1 bilhão de déficit foi coberto por receitas extraordinárias”;

3.
“Na realidade, o grande gerador de déficits é o modelo chamado ‘fragmentado’, que permite um acesso aos serviços de saúde de forma desorganizada, e por isso o sistema não se sustenta. A Cassi cuida de 750 mil vidas (Plano Associados e CASSI Família) e o modelo só tem cadastradas na Estratégia Saúde da Família 160 mil pessoas. Por isso, a proposta que foi apresentada na Cassi pelos dirigentes eleitos aos dirigentes indicados pelo BB é pelo aprofundamento da implantação do modelo de Atenção Integral à Saúde com acesso prioritário ao Sistema de Serviços de Saúde pelas CliniCASSI ou pela Rede Referenciada. O BB aprovou a implantação do modelo desde 2001, mas até hoje o sistema não foi ampliado para todos os usuários da Cassi. A proposta dos dirigentes eleitos é que o BB faça aportes extraordinários para a Cassi até que se complete a implantação do modelo em todo o país”;

4.
“A proposta dos diretores eleitos para a manutenção do equilíbrio financeiro da Cassi não se limita aos aportes financeiros extraordinários por parte do BB como alega o Banco. Ao contrário, a proposta dos diretores eleitos é a extensão do direito ao modelo de Atenção Integral à Saúde para o conjunto dos associados, modelo que traz melhores resultados em saúde e sustentabilidade em países como Canadá, Inglaterra e Holanda”;

5. 
“A proposta de elevação da contribuição dos associados de 3% para 4,5%, como medida estruturante, foi apresentada formalmente na Diretoria Executiva da Cassi pelos dirigentes indicados pelo BB. Tendo em vista o impasse na Diretoria, a proposta foi encaminhada para apreciação pelo Conselho Deliberativo. No Conselho, os indicados pelo BB decidiram propor primeiramente a discussão e aprovação de medidas temporárias, deixando as medidas estruturantes para serem debatidas posteriormente. Entretanto, a redação proposta para cada sugestão de medida temporária afirmava que a medida teria validade até que fosse aprovada a proposta de aumento da contribuição dos associados de 3% para 4,5%, o que, do ponto de vista dos eleitos, impediu suas apreciações. Não se pode aceitar que o ônus do ajuste recaia apenas sobre os associados, quando a Cassi é administrada de forma compartilhada”;

6.
“A alternativa proposta pelos indicados pelo BB de criar franquia de R$ 1.500,00 para internações, por exemplo, seria mais cruel para as pessoas que ganham menos, porque comprometeria um percentual maior de seus salários. Aprovar isso seria quebrar, na prática, o princípio da solidariedade entre os associados”;

7.
“Com relação ao contingenciamento provocado pela não aprovação do orçamento, vale registrar que as propostas de aplicação temporária para equilíbrio do plano, sugeridas pelo Banco, suspendendo recursos para alguns programas, trariam um equilíbrio imaginário. Isto porque a suspensão de programas como o PAC - Programa de Atenção aos Crônicos pode levar a que as pessoas atendidas pelo programa venham a ser internadas com custos para a Cassi muito superiores aos do programa”;

8.
“Ainda com relação ao PAC, o Banco não foi leal ao orientar seus indicados a não renovar o contrato a partir de 1º de janeiro de 2015, sob a alegação do contingenciamento orçamentário. Em 2014, o programa havia sido prorrogado para até abril de 2015, pelo Conselho Deliberativo. Para pressionar os eleitos, os indicados rejeitaram a proposta de renovar o contrato dos prestadores desse serviço a partir de 1º de janeiro de 2015”;

9.
“Os dirigentes eleitos não podem aceitar a implantação de propostas emergenciais sem que sejam examinadas as suas naturezas. Toda medida emergencial para garantir o equilíbrio da Cassi é passível de ser discutida, desde que tenha como referência a proposta estruturante que garanta o equilíbrio mais perene da Cassi, sem prejuízo da saúde dos funcionários do BB”;

10.
“Na Cassi existem, atualmente, duas propostas antagônicas para o equacionamento estrutural do Plano de Associados. Uma que se propõe a resolver o problema apenas onerando os associados, e outra que busca aprofundar o modelo de Atenção Integral à Saúde, com promoção da saúde e prevenção de doenças novas ou de agravamento de doenças existentes”.
Durante o evento na ANABB, os participantes da reunião fizeram diversos questionamentos ao diretor William Mendes, especialmente em relação ao modelo de atendimento defendido pelos eleitos. William respondeu que a proposta não está totalmente fechada e que há espaço para discussão com as entidades do funcionalismo para aprimoramento.

A posição das entidades presentes

Os representantes das entidades presentes ao encontro na ANABB, coerentemente com o disposto no convite recebido, decidiram socializar todas as informações obtidas com todas as entidades representativas dos funcionários do BB, e promover, conjuntamente, uma nova reunião para a primeira quinzena de fevereiro, convidando todas as entidades representativas de funcionários do BB, para debate de propostas a serem definidas e apresentadas ao BB e à governança da Cassi.

Todos os presentes comprometeram-se a divulgar para seus associados ou representados as informações, sem prejuízo de seus respectivos comentários e opiniões. 

Posicionamento da ANABB

A ANABB entende que, neste primeiro momento, era imprescindível colher informações diretas das fontes que tem poder decisório na vida da Cassi. Antes de mais nada, o conjunto de associados precisa saber exatamente o que pensam os dirigentes da Caixa de Assistência e do BB. Com estas informações, é possível agora avançar no debate sobre as propostas para superar, em primeiro lugar, o momento de orçamento contingenciado e, posteriormente, discutir e decidir, com rapidez e segurança, sobre o futuro da Caixa de Assistência e de seus associados. Vale ressaltar mais uma vez que nenhuma proposta de aumento de contribuição dos associados pode ser feita sem consulta ao corpo social.

Muitas ideias diferentes surgirão. Algumas talvez sejam antagônicas. Por isso, vai ser necessária muita disposição para o diálogo e persistência para conquistarmos um futuro sustentável para a Cassi.

Só conseguiremos êxito se, mesmo diante de divergências, tivermos a maturidade de tratarmos as pessoas e as entidades com respeito. Não podemos tratar os nossos potenciais aliados como inimigos. Precisamos focar naquilo que nos une para construir, coletivamente, o futuro que desejamos. “


16 comentários:

Anônimo disse...

Todos os blogs de funcionários agora repetem o mesmo bla-bla-bla, copiando uns dos outros. E daí? Daí que precisamos uma solução com urgência, porque no interior do país médicos e clínicas não atendem mais pela Cassi. O que o blogueiro sugere é que haja contribuição individual, seguindo os valores do Cassi Família ?

Adaí Rosembak disse...

Caro Carvalho,

O início do artigo quando você fala sobre o valor das contribuições está ótimo.Muito esclarecedor.
Mas depois, no resto dos comentários a letra ficou muito miúda. A maioria dos coroas encontra dificuldade em ler o texto com letras tão pequenas.
Tive de usar uma lente de aumento mas fica muito cansativo e demorado ler todo o texto com a lente.
é Uma penas.
Porque não republicar com letras maiores?
O amigo

Adaí Rosembak

Mário Sanchez disse...

Enquanto nossos dirigentes continuarem a servir como vendedores das máfias médicas e das máfias dos laboratórios de análises e laboratórios farmacêuticos, só podemos esperar que a espiral de contribuições suba até ultrapassar nosso líquido do espelho...
Saúde tem que ser responsabilidade da pessoa e da família, estudando quanto puderem para a prevenção e tendo um Fundo de baixo custo para financiar despesas médicas em casos de imprevistos.
Esse estudo de medicina preventiva seria o único objetivo da CASSI, PARA MANTER OS ASSOCIADOS INFORMADOS. O BB SERIA SEMPRE O FINANCIADOR DOS CASOS DE NECESSIDADE MÉDICA IMPREVISTA.

Anônimo disse...

Colega Adaí (27/01/2015 18:37)

Usei como alternativa alterar o texto para 200 a 300% no navegador.

Anônimo disse...

COLEGAS APOSENTADOS E PENSIONISTAS, NAO CHEGOU A HORA DE PARARMOS DE LAMBER AS BOTAS DOS ELEITOS DA CHAPA 3? NAO ADIANTA FICARMOS ESCREVENDO: "POR FAVOR", "CABRA MACHO", "QUERIDA CECILIA", "PREZADO CARVALHO", ETC….ESSE PESSOAL CLARAMENTE NAO ESTA NEM AI CONOSCO. VOCES NAO PERCEBERAM AINDA?
NA CAMPANHA ELEITORAL DELES NOS ENGANARAM DIZENDO QUE FARIAM TUDO PARA A PREVI VOLTAR A SER NOSSA. MENTIRA! EU FUI UM IDIOTA POR VISITAR 4 AGENCIAS DO BB AQUI EM S.PAULO PARA FAZER PROPAGANDA E DISTRIBUIR PANFLETOS PARA O CARVALHO POIS PARA MIM ELE ERA A NOSSA TABUA DE SALVACAO. HOJE USANDO SEMPRE A MESMA DESCULPA DE QUE AS DECISOES NA PREVI DEPENDEM DE UM COLEGIADO E QUE A SITUACAO EH MAIORIA ELES CRUZAM OS BRACOS E AO MENOS RESPONDEM NOSSAS QUESTOES OU PUBLICAM O QUE REALMENTE ESTA ACONTECENDO NOS BASTIDORES DA PREVI COM OUTRA DESCULPA MENTIROSA DE QUE TUDO "E SEGREDO DE ESTADO". ORA, MESMO SENDO MINORIA ESSE PESSOAL DA CHAPA 3 DEVERIA TER A DIGNIDADE DE NOS INFORMAREM COMO OCORREM "REALMENTE" AS COISAS DENTRO DO FUNDO. PRESTAR ESCLARECIMENTOS BEM CLAROS SOBRE O QUE FAZEM, QUE ATITUDES TEM TOMADO A NOSSO FAVOR. TODOS ELES SO ESCREVEM DIZENDO "ESTAMOS BATALHANDO" E OUTRAS MENTIRAS PIEDOSAS. SE SE NEGAM A INFORMAR EH PORQUE TENDO SIDO ELEITOS OS INTERESSES PROPRIOS PREVALECERAM. CHEGA DE FICARMOS "JOGANDO CONFETES" NESSAS PESSOAS QUE NOS ENGANARAM DESDE SUAS CAMPANHAS PARA SE ELEGEREM. VOCES NAO NOTARAM AINDA QUE ESSE PESSOAL TEM O MESMO DISCURSO PRONTO DA PREVI QUANDO ESCREVEMOS PARA O "FALE CONOSCO"? A RESPOSTA JA ESTA PRONTA, O DISCURSO EH O MESMO.
TEMOS MESMO EH QUE PARTIR PARA PASSEATAS, PUBLICACOES EM JORNAIS, ARRUMARMOS DINHEIRO PARA ACAMPARMOS NA FRENTE DA PREVI NO RIO DE JANEIRO. FAZER UMA GUERRA. AFINAL SOMOS MILHARES.
COLOQUEMOS OS NOMES DESSE ENGANADORES DA CHAPA 3 PREGADOS COM IMA EM NOSSAS GELADEIRAS PARA DIARIAMENTE RECORDARMOS DESSES JUDAS QUE POR 30 MOEDAS NOS CRUCIFICARAM. CHEGA! CERTAMENTE ESSE CLAMOR NAO SERA PUBLICADO EM NENHUM DOS BLOGS MAS PELO MENOS "ELES" PERCEBERAO QUE O CASTELO DE AREIA DE MENTIRAS E ENGANACOES TEM QUE RUIR.

Carlos Mariano disse...

MARGEM CONSIGNAVEL - LEI 10.320 - a lei estabelece uma margem de 30% para empréstimos e uma margem de 40% abragendo alem dos empréstimos as outras consignações (contriuição previ/cassi, capital da cooperforte, etc).
A PREVI ultra conservadora englobou tudo nos 30%, ora a maioria que tem consignações, tipo contribuições que poderiam onerar os 10% sem entrar na margem de empréstimos teria assim livre alguma margem passível para o aumento do limite do ES.
Já vi outros colegas mencionando essa lei, que deveria ser examinada pelas nossas associações para fins de pressionar a PREVI.

FICA A SUGESTÃO

Antonio Carvalho disse...

Prezado (a) Anônimo (a),
Não apresentei qualquer sugestão.
Registrei apenas a gravidade da situação, comentei sobre os 2 planos e já antecipei que não iria polemizar.
Carvalho

Antonio Carvalho disse...

Prezado Adaí,
Grato pelo comentário. Ao tempo em que peço desculpas pelo tamanho da letra, esclareço que copiei na íntegra a publicação no site da ANABB. Ficarei mais atento.
Abraço,
Carvalho

Antonio Carvalho disse...

Prezado Mario,
São evidentes os abusos praticados por operadores da saúde, corroborados pelas reportagens da Globo em seus noticiários. Particularmente na CASSI, a quantidade média de dias que os pacientes ficam internados é o dobro da observada nos planos de auto gestão.Ainda existe o agravante de que mais dias em hospitais, mais riscos de contaminações.
Carvalho

Anônimo disse...

E pensar que, quando os associados do PLANO 1, da PREVI contribuíam à CASSI com os 20% do BET, o Plano de Associados iam bem, de vento em popa, gerando recursos e sobras para o nosso futuro...
Foi só a diretoria malévola da PREVI antecipar o FIM DO BET do Plano 1, que os problemas começaram...

Voltou as contribuições à PREVI;
Diminuiu as contribuições à CASSI;
Pioraram o Emprestimos Simples;

e Continuam as malvadezas...

Anônimo disse...

Alo Carvalho,

Tenha piedade dos que mal conseguem enxergar. Aumenta o calibre das letras de teu blog. Acredito que se não o fizeres, perderás boa parte dos visitantes, pois não conseguimos mais ler o que escreves.
Apelo de quem já esta com a visão bastante comprometida.

Mário Sanchez disse...

EMPRESTIMO SIMPLES DEVE TER REAJUSTE

Prezado Carvalho,

Desculpe voltar ao assunto do ES.
No ano de 2014 tivemos uma antecipação de acréscimo no limite do ES. Foi somente 5.000 reais a mais e temporariamente foram permitidos maiores prazos nos parcelamentos.

Agora estamos em 2015.
Houve um reajuste de 6.23% nos nossos créditos, com toda a sobrecarga que temos de um ano sofrendo IR, contribuição para a PREVI, falta do BET.

PENSAMOS QUE O ES DEVE TER UNS 10.000 REAIS DE ACRÉSCIMO, SEGUINDO A LÓGICA DE REAJUSTES.

E PENSAMOS TAMBÉM QUE NÃO DEVEM SER COMPUTADOS COMO CONSIGNAÇÕES AS CONTRIBUIÇÕES PARA A PREVI, PARA NOVO EMPRÉSTIMO.

Seria este um meio de ajudar para reequilibrar nossas finanças de aposentados. E sem mudar grandemente o perfil das contas da PREVI.

Qualquer providência nesse sentido será bem vinda para todos nós.

Mário Sanchez
Traduzindo o pensamento de maioria do PLANO 1.

Rosalina de Souza disse...

Prezado CONSELHEIRO TITULAR CARVAHO,

Estamos afundados em denuncias, nossos investimentos feitos pela Previ:Petrobras,Vale,Sete Brasil,Costa do Sauípe, dentre outros não vão ao menos por hora trazer novos lucros a Previ.

Nossa gestão esta arriscando mais de 60% do nosso patrimônio nos castelos de areia, nas profundezas dos mares no consumidor chines e na morte dos aposentados e pensionistas cujo o sentido de existir é mante-los vivos e com dignidade.

A Farra foi tão boa que mesmo com deficit continuamos a pagar os milionários BÔNUS aos gênios que administra nossas poupanças.

Os Eleitos da CHAPA 3 continuam com o discurso da posse, que vamos trabalhar para? Sozinhos nada podemos fazer, somos sempre o voto vencido, não somos os salvadores da Pátria, mas em termos de governança,tudo continua como esta, a Comunicação da Previ não existe, mas votações quando do nosso interesse é sempre postergada, crises como a da CASSI é alardeada, mas providencias não são efetivadas, como o desmonte dos elefantes branco chamados CLINI-CASSI que são apenas para gerar despesas, pois seu atendimento é precário e ineficaz.

Nossos eleitos chapa 3 jogaram a chance fora de mudar a realidade por duas vezes no ES com a chamada FLEXIBILIZAÇÃO e agora com o NOVO ES que de novo tem apenas o nome, pois o requinte de crueldade é ainda maior, mas mesmo assim o gestor não testa o produto antes do seu lançamento, ou os ELEITOS não fazem o dever de casa de cobrar que esses métodos sege melhor que os anteriores.

O QUE ESPERAR PARA O FUTURO?

Dos ELEITOS DA CHAPA 3 espero apenas o termino do mandato, não acredito mais em papai noel, mula sem cabeça, minha idade não permite mais ter sonhos de jovens adolescentes, a caminhada agora é a espera da partida para a ultima morada, e no que depender da Previ e de seus dirigentes ela sera antecipada, com a gestão e com a falta de compromisso com os seus eleitores e com os apoiadores que acreditaram nas mudanças.

Estou farta de tanta desgraça, de tanta roubalheira, empresas que viram pó da noite para o dia, das especulações, da falta de clareza e de compostura das pessoas que devia ser nossos olhos e ouvidos, que devia ter um gesto de boa vontade de mudar o rumo desta trágica historia, que só faz retirar nossos recursos do bolso, porque no final quem paga a conta somos nós contribuintes.

Para finalizar com as medidas impostas, os eleitos deveria DOAR SEU BÔNUS PARA PAGAMENTO DE UMA AUDITORIA EXTERNA INDEPENDENTE PARA LEVAR A PUBLICO TODA A SUJEIRA QUE ESTA AMONTOADA DENTRO DA PREVI E CASSI.

Atenciosamente

Rosalina de Souza
Pensionista
Matricula 18.161.320-4

Antonio Carvalho disse...

Prezada Rosalina,
Entendo o seu desabafo.
Nós, eleitos em 2014, não estamos parados. Continuamos lutando, sim, e fazendo o nosso dever. Todos os temas constantes de nossa campanha serão pautados. Aprovação depende da maioria de votos e nós eleitos não temos. Auditoria externa está sendo realizada.
Carvalho.

Antonio Carvalho disse...

Prezada Rosalina,
Entendo o seu desabafo.
Nós, eleitos em 2014, não estamos parados. Continuamos lutando, sim, e fazendo o nosso dever. Todos os temas constantes de nossa campanha serão pautados. Aprovação depende da maioria de votos e nós eleitos não temos. Auditoria externa está sendo realizada.
Carvalho.

Antonio Carvalho disse...

Prezada Rosalina,
Entendo o seu desabafo.
Nós, eleitos em 2014, não estamos parados. Continuamos lutando, sim, e fazendo o nosso dever. Todos os temas constantes de nossa campanha serão pautados. Aprovação depende da maioria de votos e nós eleitos não temos. Auditoria externa está sendo realizada.
Carvalho.