terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Em busca de caixa, Previ reduz apetite por infraestrutura

Repasso, abaixo, matéria publicada no jornal Valor Econômico, tratando da PREVI. Embora ainda não disponível, o desempenho da PREVI aponta para um elevado déficit Técnico no ano de 2014, fortemente afetado pela desvalorização da Petrobras (redução do preço do petróleo e denúncias) e da Vale do Rio Doce (queda substancial no preço do minério de ferro). Conforme registrado em mais de uma década, o superávit técnico acumulado continuará positivo em alguns bilhões, apesar de substancial redução em relação a 2013. Outros Fundos de Pensão, a exemplo da FUNCEF, conforme divulgado pela imprensa,  indicam déficit no ano de 2014 e no acumulado. O cenário de 2015 não é dos melhores para os Fundos de Pensão.
Abraço,

Carvalho.
 
"Maior fundo de pensão da América Latina, a PREVI terá apetite menor para novos investimentos em infraestrutura daqui para frente. O principal plano da fundação já tem a maioria de seus participantes aposentados e buscará mais liquidez nos próximos anos, o que inclui reduzir a parcela de investimentos em renda variável. Essas diretrizes estão na política de investimentos para o período entre 2015 e 2021, aprovada em dezembro.
"O Plano 1 já é maduro. Dois terços dos participantes já recebem benefícios e nos próximos cinco a sete anos teremos praticamente quase todos aposentados", diz Marco Geovanne, presidente em exercício da PREVI, fundo de pensão dos funcionários do BANCO DO BRASIL. "Isso exige um esforço maior para pagar os benefícios." A PREVI desembolsa cerca de R$ 9,5 bilhões em aposentadorias e pensões por ano.
O plano de benefício definido (BD), chamado de Plano 1, tem patrimônio de R$ 170,3 bilhões e 11,9 mil participantes, dos quais 9,5 mil já aposentados. Já o plano de contribuição definida (CD), o PREVI Futuro, tem R$ 5,5 bilhões em ativos e 6,8 mil participantes, com apenas 24 aposentados.
Marcio Hamilton Ferreira, diretor de investimentos da PREVI, diz que a fundação será ainda mais seletiva do que já é para analisar oportunidades de investimento em infraestrutura. "Temos que conjugar a gestão da carteira com o fluxo de pagamento de benefícios.
Pela maturidade do Plano 1, o apetite para grandes projetos diminui", explica.
Segundo ele, a fundação vai continuar apoiando a infraestrutura do país, por meio dos investimentos que já tem no setor de energia e da participação na Vale, exemplifica. "Mas novos projetos, de forma direta, teremos que ser mais seletivos pela necessidade de liquidez", diz.
A PREVI tem participações relevantes na Invepar - que tem concessões de aeroportos, rodovias e projetos de mobilidade urbana - e na Neoenergia, companhia que, entre outros projetos, participa do consórcio da usina hidrelétrica de Belo Monte. Na Vale, a fundação detém 15% das ações da companhia, posição que tem que carregar até pelo menos 2017 pelo acordo de acionistas da empresa, do qual faz parte.
Na busca por mais liquidez, a fundação também reduzirá o percentual de aplicações em ações, que hoje respondem por 60% dos ativos do plano BD. A política de investimentos 2015- 2021 prevê redução de 10 pontos percentuais ao longo desses sete anos, com consequente aumento da parcela de renda fixa.
Geovanne ressalta que esse movimento não será brusco e que vai depender da conjuntura e das oportunidades de mercado.
Ele lembra que a fundação não trabalha com posições especulativas, uma vez que tem um passivo projetado até 2080. Os dividendos provenientes da renda variável respondem por cerca de 40% dos recursos destinados ao pagamento de benefícios.
A Petros, segundo maior fundo de pensão do país, também planeja mudanças em suas aplicações em renda variável em busca de mais liquidez. A fundação, que tem patrimônio de R$ 67 bilhões, estuda reduzir o volume de recursos aplicado em participações acionárias relevantes de empresas.
Além de liquidez, as fundações também buscam com essas medidas reduzir o risco de suas aplicações.
Na nova política de investimentos, a PREVI adotou o conceito de "fronteira eficiente", que serve para otimizar a relação entre o risco e o retorno de uma carteira de ativos. "Tiramos uma radiografia dos investimentos e verificamos que havia um pequeno "gap" em que poderíamos reduzir um pouco o retorno e diminuir muito o risco", diz Décio Bottechia Júnior, diretor de planejamento da PREVI.
A fundação vê espaço para mais aplicação em investimentos estruturados, como fundos de private equity, que poderiam subir da atual fatia de 0,8% dos ativos para 2,2% em 2021. Segundo Ferreira, também há espaço para aplicações no exterior. "Continuamos com apetite para investimentos no exterior, pois olhamos como uma boa alternativa. Mas o [atual] momento de juros e dólar alto talvez não seja o melhor para entrar em uma operação como essa", diz. A PREVI tem hoje 0,1% dos ativos aplicado lá fora, mas sua política de investimentos permite até 0,5%.
No acumulado de janeiro a setembro de 2014, último dado disponível, a rentabilidade do Plano 1 era de 6,07% no período, ante meta de 8,52%. Geovanne diz que, mesmo com um ano difícil no mercado financeiro, o plano terminaria 2014 superavitário. Até setembro, o superávit era de R$ 21,9 bilhões".

6 comentários:

Edmilson lopes de sousa disse...

Estou com ábaco nas mãos.Plano 1 ,170bilhoes,12 mortais,que morrem mesmo,10 bilhoes de benefícios pagos.No no momento,para os meus trocados,consigo em LCA, 10%aa liquidos..Então: 17-10=7 bilhões que sobram para capitalizar. No momento,tínhamos que receber BET e NAO pagar contribuições.Roubam-nos descaradamente.Parabens petralhas.edmílson em Januária mg.

Oracides Garbini disse...

Acho que a direção da PREVI está adotando política acertada, buscando ativos com rentabilidade e liquidez. Investimentos em infraestrutura podem render bem no longo prazo, mas não oferecem, via de regra, a liquidez que a PREVI precisa para atender os seus compromissos com o pagamento de benefícios aos associados.

Anônimo disse...

Carvalho, não entendi.
Os números que o jornal cita sobre o Plano 1 (BD) sobre participantes está correto ?
Gostei do termo "GAP" empregado na matéria.

Anônimo disse...

Corrigindo o nº de aposentados no Plano 1:
eram em setembro de 2014 71.791 aposentados e 20.045 pensionistas (estas ganham apenas 60% do valor do benefício) Total de 91.836 assistidos, que ganham R$ 9,5 bilhões por ano e 25.161 na ativa, prontos para se aposentarem brevemente.

Somos em 116.997 associados, donos do patrimônio de R$ 170,3 bilhões, que cresce a cada trimestre uns 2 bilhões.

Anônimo disse...

No meio da notícia, há erro ao informar os participantes aposentados no Plano 1, de Benefício Definido da PREVI. O que correto é:

"O Plano 1, de Benefício Definido tinha em setembro de 2014, um patrimônio de R$ 170,3 bilhões e 116.997 participantes, dos quais 71.791

Marcelino Maus disse...

Contra-cheque ainda não disponível, mas as Consignações de Terceiros já refletem na margem ao simular a CARIM.

Quem conseguiu converter consignações em débito em conta deve ter a margem melhorada pelo INPC 6,23 - salvo outras fórmulas da MC 30% que incluírem débito que eu desconheça.

Aguardemos.
O novo ES, creio, só poderá ser gravado em 21/01/2015...pois deve haver créditos para 19/01/2015 rodando na modalidade atual.

Quem fiscaliza a PREVI e a CASSI?

Os PeTralhas ?

ANAPLABB ou a CHAPA 3 têm a obrigação de contratar AUDITORIA EXTERNA INTERNACIONAL às expensas da própria PREVI e da CASSI !

Pesquisem e informem o Custo da Auditoria - faremos uma Antinha para pagar.

Acionistas minoritários podem exigir AUDITORIA EXTERNA INTERNACIONAL no BB e na PeTeroubrás?

ANAPLABB, ANABB, Chapa 3, favor verificar O QUE REALMENTE "PODE" e "DEVE" ser considerado na MC 30%.
Contribuições à CASSI, CAPEC são computadas em face de LEI e "poderiam" ser excluídas ?
CONTRIBUIÇÃO é encargo, despesa?