sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Fundações discutirão investimentos polêmicos

Por Renata Batista | Do Rio Depois de lançarem um manifesto contra interferências políticas nas entidades no ano passado, diretores e conselheiros eleitos de fundos de pensão de estatais se reúnem segunda e terça-feira da próxima semana, em Brasília, para discutir a situação das entidades. De acordo com fontes que participam dessas articulações, a pauta inclui uma reunião na Previc e um debate sobre a precificação de ativos, além de discussões sobre o histórico de investimentos polêmicos.
"Queremos saber como esses projetos chegaram em cada entidade, se tiveram origem comum e se têm ligação com todas essas denúncias que existem por aí", explica um conselheiro eleito de um fundo com sede no Rio de Janeiro. Ele lembra o caso da exposição dos fundos ao Banco Espírito Santo, que não atingiu todos da mesma forma. "Quase todos perceberam o risco, mas só alguns conseguiram evitar o prejuízo. Por que?", questiona.
Em relação à precificação, há casos de investimentos iguais avaliados de forma totalmente diferente nas várias entidades, o que pode mascarar resultados e, no limite, até comprometer o pagamento de benefícios. Um dos casos mais emblemáticos que será avaliado é a Vale, que está na carteira de várias entidades. Outro investimento que deve ser alvo de um pente fino do grupo é a Invepar, holding da área de infraestrutura que tem entre seus sócios a construtora OAS. O terceiro investimento que mais desperta interesse é a Sete Brasil.
Na reunião de segunda-feira, o grupo de conselheiros e diretores - que inclui representantes de Petros, Previ, Funcef, Real Grandeza e Eletros - vai definir a metodologia que será usada nessa avaliação. Os conselheiros eleitos da Funcef, que são funcionários de carreira da área de auditoria da Caixa Econômica Federal, são os mais cotados para coordenar os trabalhos.

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