quarta-feira, 25 de março de 2015

PREVI - GRANDES DESAFIOS - NOSSA LUTA CONTINUA

Compartilho, abaixo, publicação feita pela Diretora Cecilia Garcez em seu blog.
Ao tempo em que informo que estou alinhado com as informações e posicionamentos da Diretora, reafirmo a continuidade de nossa luta no Conselho da PREVI, destacando:
- Necessidade imperiosa de implantação do TETO de Benefícios, retroativo a 2008, assunto que abordo sistematicamente em todas as reuniões do Conselho. Não vamos desistir.
- Definição da política de remuneração dos Dirigentes da PREVI, desvinculando do Banco, que vem sendo debatida no Conselho, onde será apresentado na reunião do dia 27 de março um relatório sobre o tema, acompanhado de parecer técnico elaborado por este Conselheiro.
- Continuamos sendo contra ao pagamento de remuneração variável nos moldes como vem ocorrendo, em particular o pagamento de bônus.
- Insistiremos na  flexibilização do voto de minerva, mesmo previsto em Lei, cuja proposta apresentada ao Conselho foi postergada. Não iremos desistir.
- Voltaremos a debater as propostas por mim já apresentadas para revisão dos critérios de reajustes de benefícios e adequação da parcela PREVI, barrada por força da Resolução 26/2008, que agora começa a ser questionada pela ABRAPP, no que diz respeito a reserva de contingência.
Antonio J. Carvalho

"Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pela minha ausência nessas duas últimas semanas, porém tive alguns problemas de saúde somados a um grande número de desafios pela frente na área em que atuo. Agora estou bem melhor e pronta para discutirmos os pontos que estão borbulhando neste cenário de grande turbulência.

Esta semana também participei de uma reunião com o grupo de dirigentes que foram eleitos recentemente para as fundações, que tem o mesmo perfil, ou seja, não têm ligação com grupos ou partidos políticos, focando mais o caráter técnico. Nesse encontro foram compartilhadas as agonias de cada fundação. O Postalis merece o maior destaque, pois o déficit acumulado do plano é maior do que o seu patrimônio. O plano tem um patrimônio de R$ 5 bilhões e o déficit é de 110% desse valor, ou seja, um déficit de R$ 5,5 bilhões. O plano foi saldado em 2008, o que significou que a partir de 2008 nem os participantes nem o patrocinador pagavam contribuições. O absurdo dessa história é que o primeiro déficit foi em 2010, depois do plano saldado, o que é um absurdo, considerando que um plano para estar saldado deveria ter sua alocação mais conservadora e sem grandes mudanças na forma de investimento. Eles - os indicados dos Correios - extrapolaram todas as regras de ética e do bom senso e investiram em verdadeiros "micos", como os títulos podres da Venezuela e Argentina e outras dezenas de ativos que foram para o lixo, causando um enorme prejuízo aos milhares de pessoas, que terão que voltar a contribuir com 26%, ou seja terão uma redução no benefício, que já não é muito.

Outra fundação que merece destaque é a Petros. Há 11 anos que os eleitos do Conselho Fiscal não aprovam as contas e em 2013 todos os conselheiros fiscais rejeitaram as contas. E não aconteceu absolutamente nada.

Este é o ponto que quero destacar - não aconteceu nada - Onde estava o órgão regulador, criado e mantido pelas contribuições dos fundos de pensão? A TAFIC, taxa criada para manter o órgão, é uma taxa obrigatória, que é calculada de acordo com o patrimônio do fundo. A Previ é a fundação que paga a maior taxa - R$ 7 milhões em 2014. Era para a Previc, órgão fiscalizador e regulador do sistema ter uma gestão mais eficiente e proativa para que não aconteça o que estamos vendo com as principais entidades.

Apesar da Previ configurar uma situação bem diferente que essas entidades - fechamos 2014, ano muito difícil, com superávit acumulado, mesmo com uma alocação agressiva em renda variável no Plano 1 em um ano que a Bolsa quase evaporou, principalmente o ativo Petrobras. O Plano 1 é um dos planos brasileiros mais agressivos em investimento em renda variável, principalmente pelo seu perfil de plano fechado e maduro - nós temos grandes pendências com o órgão regulador, a primeira delas, campeã em audiência, é a questão do teto para cálculo de benefício, que foi aprovado em todas as instâncias em 2010 e, no momento de implantar, o patrocinador voltou atrás. O órgão regulador criou um TAC "termo de ajustamento de conduta", que está no colo do Banco até hoje. Segundo informações, está em alguma gaveta de algum Ministério. A questão é que esse TAC tinha como prazo 30 dias e já se passou mais de um ano. E o que fez o órgão regulador? Enviou uma penca de ofícios cobrando o teto e o TAC, pois o TAC não impede a criação do "teto", ou melhor a implantação, já que teto está aprovado.
Resultado de imagen para postalis correios déficit charge
É bom lembrar que, no nosso caso, houve a suspensão do BET (benefício especial temporário) e o retorno das contribuições em 2014, em função da redução do superávit abaixo dos 25% da reserva de contingência. O patrocinador recebeu os mesmos valores repassados aos associados em um fundo criado que só pode ser utilizado para dívidas previdenciais. Os valores referentes às atuais contribuições do patrocinador são debitados desse fundo, logo o Banco está deixando de desembolsar esses valores.

Se não temos recursos para melhorar benefícios, já que o ano de 2014 foi deficitário e o que nos salvou foi o superávit acumulado, é hora de avançarmos em medidas que não necessitam de recursos, como o teto, o fim do voto de minerva e o retorno da consulta ao corpo social. Questões que só dependem de vontade política.

Outro ponto que tem levantado polêmicas é a questão do bônus da diretoria. Eu. Por várias vezes, já manifestei meu ponto de vista. A política de remuneração da diretoria executiva não pode estar vinculada à política de remuneração de uma instituição financeira, visto que seus objetivos são totalmente distintos. Nosso grupo tem defendido incansavelmente esse ponto. Nada foi pago referente ao ano de 2014 e caso haja qualquer decisão do Conselho a este respeito, eu e o Diretor Décio doaremos a parte variável desse recurso. A decisão é do Conselho Deliberativo e nosso Conselheiro Carvalho tem participado ativamente defendendo essa desvinculação e criando regras para a Previ considerando o que acontece nos outros fundos de pensão.

Resultado de imagen para cpi dos fundos de pensão
O último ponto que gostaria de abordar nesse post é a intenção de se criar uma "CPI dos Fundos de Pensão". Considero pertinente, principalmente se considerarmos o que foi feito nas entidades citadas acima. Em relação à Previ, não temos motivo para preocupação, pois o único ponto que poderia ser atacado, seria o investimento na empresa Sete Brasil, que é fácil explicar. Na época que foi criado esse Fundo, havia uma grande demanda pela fabricação de sondas em função do pré-sal e vários investidores de peso entraram junto com a Previ, como Banco Santander (6,38%), BTG Pactual (27,56%) e o Bradesco (3,20%). O grande detalhe é que quando houve a intenção de aumentar o número de sondas contratadas inicialmente, a Previ recuou e não aceitou colocar mais recursos em função do risco acrescido com essa estratégia. A Previ teve sua participação diluída e hoje é a que tem a menor participação (2,30% - aproximadamente R$ 180 milhões). Com uma taxa interna de retorno (TIR) reduzida em função dos escândalos do Lava-jato, e, considerando as dificuldades de se conseguir financiamento junto ao BNDES, somado ao rebaixamento da nota da empresa para SD (calote seletivo), essa participação virou um grande ponto de interrogação, porém na época da criação do fundo, as perspectivas eram muito boas.
Bem, colegas, estou à disposição para iniciarmos nossas discussões e, lembrando, que apenas os colegas do nosso grupo, que fazem parte da gestão, têm a coragem de ter espaços de discussão onde os associados são ouvidos. As críticas serão sempre bem-vindas quando forem construtivas, porém quando forem oportunistas ou destrutivas, não merecerão destaque. O nosso intuito é agregar, é defender os colegas e respeitamos todas as opiniões diferentes. Isso é que faz a diferença. O ideal é que todos os dirigentes eleitos tivessem canais como os que nós temos, onde damos a oportunidade para todos os colegas falarem e compartilharem suas críticas, sugestões e dúvidas". 

6 comentários:

Unknown disse...

Para mim é de fácil percepção de que os colegas Carvalho e Cecília, por exercerem funções efetivas na PREVI, estariam sujeitos ao que genericamente denominamos Lei da Mordaça. Desta forma impõe-se que trabalhem em nosso favor de modo diferenciado, qual seja procurando implementar o programa da Chapa 3 sem, contudo, afrontar regulamentos, pois se o fizerem receberão as devidas punições. No meu entendimento, não mais existe na Diretoria Executiva a representação paritária, eis que o Diretor de Seguridade, Sr. Marcel Barros, apesar de por nós eleito anteriormente, definitivamente, por suas recentes ações, mostrou-se claramente subserviente ao patrocinador. Então os eleitos devem terçar as armas da melhor forma possível em nosso favor.
Ainda acredito em todos eles, pois meu voto decorreu da análise acurada de cada currículo. Se depois ocorreram divergências, também as aceito, pois são próprias de mentes pensantes.

Luiz Faraco

Anônimo disse...

O primeiro passo de todos vcs da chapa 3 teria sido se entender com os outros eleitos, o que não está acontecendo. Agora, além dos dirigentes do BB, a chapa 3 tem que brigar com a outra turma de eleitos, cosiderados incompetentes, omissos e aproveitadores vcs. Colegas, se querem lutar contra moinhos, certamente a eleição desse grupo perdeu o sentido. A diplomacia evita guerras sangrentas, mas essa palavra não existe no dicionário desses senhores que, vergonhosamente, agora, se atacam mutuamente. Beligerância é o objetivo maior de gente como um ex bigodudu de um certo blog lá do sul(os baianos são mais finos e educados). Entendo na sua pessoa uma exceção, mas que se juntou com quem não devia. Não era pra ele estar nessa. Então, tudo se transformou numa representação, cada qual lutando para ser o protagonista dessa novela. Infelizmente, tem aposentado virando criança e se tornando ingênuos seguidores do papai noel. Se houvesse união nessa classe por que tantas associacoes? Certamente por trás dessa infestação de acoes judiciais existem interesses de terceiros em deixar o pinga-pinga das mensalidades se transformar numa lagoa extensa e profunda. Mas, dessa agua quantos vão beber?.

Chico Silva

Anônimo disse...

"logo o Banco está deixando de desembolsar esses valores" - sem ônus para o patrocinador, por conta da polêmica reversão de valores, que abocanhou 50% do superavit.

Com o "zeramento" do fundo previdenciário, o patrocinador voltará a contribuir às suas expensas?????????
O governo busca o equilíbrio fiscal através de aumento de tributos, de tarifas e de corte de benefícios, ou seja,sem cortar na própria carne, a não ser no âmbito da retórica. Daí depreende-se que está sedento por dividendos das estatais e, por conseguinte, não quer qqer. ônus ao BB que reflita em tal receita.

Antonio Carvalho disse...

Prezado Chico Silva:
Te asseguro que desde de nossa posse e ainda continua, procuramos, sempre, o entendimento com os demais eleitos no Conselho. Tanto é verdade que, votamos juntos contra o Bônus, aprovado com o voto de minerva. Algumas propostas apresentadas foram abortadas, sob pena de se ter usado novamente outros votos de minerva. Me alinho com os outros 2 eleitos em defesa da PREVI e não há guerra lá no Conselho como Você afirma. Existem sim, debates fortes e continuará assim, ao menos no que me toca, como Conselheiro eleito e independente.
Carvalho.

Anônimo disse...

Prezado Carvalho,

Entendo que a pedreira (diretoria da Previ) é dura,pois,sendo direcionada pela patrocinadora,fazendo o que ela determina,por ordem do sistema político que aí está,mas confio em que a marreta deve ser mais dura.Peço a Deus discernimento a você e à senhora Cecília,pois não temos muito em quem esperar,nesse contexto de cartas marcadas.
abraço,
zilmar josé leite

Anônimo disse...

Obrigado Carvalho e Cecilia,

Sejam fortes ! Contamos com vocês.

Precisamos voltar com o CORPO SOCIAL e dar um fim no voto de minerva, daí seremos independentes.