domingo, 14 de junho de 2015

PREVI - COMUNICAÇÃO - REMUNERAÇÃO DIRIGENTES



Em 17 de abril, o Conselho Deliberativo aprovou a divulgação de assuntos tratados no Conselho, a partir daquele mês, respeitados os confidenciais e estratégicos, protegidos por Lei. Em 12 de junho a PREVI publicou no site os assuntos abaixo, autorizados na reunião do dia 26 de maio:
- Criação da Ouvidoria na PREVI; Divulgação do desempenho da PREVI no 1º trimestre; Relatório de Controles Internos; Substituição de conselheiro; Relatório de Atividades da Auditoria; Política de Remuneração dos Dirigentes.
2 – Diante das mudanças aprovadas e dos questionamentos que estão circulando nas redes sociais, destacamos o histórico da Remuneração dos Dirigentes, feitas com base em Convênios de Cessão e normas da PREVI até então vigentes:
- Até 2010, os Diretores da PREVI recebiam os mesmo honorários pagos pelo Banco aos seus Diretores, (fixos + 6 honorários variável-PLR), independente do desempenho da PREVI e de qualquer avaliação de desempenho dos dirigentes.
- A partir de 2011, além dos honorários fixos e dos seis salários de PLR, o Banco passou a pagar, adicionalmente, até mais seis salários (BONUS). Em julho de 2014, com o uso do voto de minerva, o Conselho autorizou pagar, retroativo a 2011, 2012 e 2013, além dos honorários fixos e dos seis salários de PLR mais seis salários (BÔNUS), tomando por base a AIG – Avaliação Integrada de Gestão – ferramenta criada e usada pelo Conselho Fiscal.
3 - Em setembro de 2014, aprovamos no Conselho o Comitê de Remuneração, coordenado por este Conselheiro, composto por dois conselheiros indicados pelo Banco e dois eleitos, sem participação de Diretores, para evitar conflito de interesses, com o objetivo de rever o Convênio com o Banco e a política de remuneração de dirigentes.  Depois de nove reuniões do Comitê, apresentações e debates no Conselho, apoio de uma consultoria especializada, na reunião de maio o Comitê entregou o relatório final, contendo parecer técnico. Os Conselheiros aprovaram as mudanças por unanimidade. Os suplentes participaram dos debates. Não houve registros de manifestações contrárias. Foram respeitados os honorários fixos vigentes (R$ 58.300,00 para o Presidente e R$ 49.400,00 para os Diretores), devendo ser corrigidos anualmente pelo INPC, independente dos valores que vierem a ser pagos pelo Banco aos seus Diretores, ou seja, a modalidade de remuneração dos dirigentes da PREVI foi desvinculada da do Banco. Não haverá mais o pagamento de BÔNUS.
4 – Pesquisas feitas indicam as seguintes quantidades de honorários pagos como remuneração variável e BÔNUS, anual aos seguintes Dirigentes:
- Fundos de Pensão: pagamento médio de 5,3 e máximo de 8,3 honorários de remuneração variável. Não pagam BÔNUS.
- Empresas Privadas de Previdências: Pagamento médio de 19 honorários, incluindo pagamento de BÔNUS;
- Empresas de Gestão de Recursos: Pagamento médio de 27 honorários, incluindo o pagamento de BÔNUS.
5 – Na Previ, a partir de 2015 os diretores poderão receber até seis honorários de remuneração variável, a depender do cumprimento dos pré-requisitos (caixa líquido em todos os meses e de superávit acumulado no ano) e da avaliação de 10 indicadores de gestão, um dos quais composto por 12 itens de rentabilidades, previstos na Política de Investimentos, já aprovados no Conselho, com os pesos por Diretoria e réguas de avaliações. Não mais haverá o pagamento de PLR de seis honorários fixos e muito menos de BÔNUS, como ocorri antes. As metas serão aprovadas pelo Conselho. Indicadores de gestão:
- Resultado Anual do Plano um e do PREVI Futuro, quantificado pelo Conselho;
- Orçamento de Despesas aprovado e revisado pelo Conselho;
- Portfólio de projetos de curto e longo prazo, aprovado e revistos pelo Conselho;
- Satisfação dos Participantes a ser mensurada por empresa especializada;
- Pesquisa de clima organizacional, a ser mensurada por empresa especializada;
- Ingresso de novos funcionários do Banco na PREVI;
- Adesão dos participantes do PREVI Futuro ao Plano b-2;
- Benchmark, do Plano um do PREVI Futuro, ou seja, comparação das rentabilidades (12 itens) com as obtidas no mercado.

 COMPARATIVO:
- Até 2014: Remuneração dos Dirigentes da PREVI igual a do Banco. Honorários fixos + 6 de PLR + 6 de Bônus;
- A Partir de 2015: Honorários fixos, corrigidos anualmente pelo INPC, podendo ser acrescido de ATÉ seis honorários, a depender do desempenho.
Antonio J. CARVALHO

10 comentários:

Oracides Garbini disse...

Não consegui ler totalmente a matéria, mas no final consta remuneração variável, conforme o desempenho. Isto é MERITOCRACIA. Certamente influirá para desempenho positivo do Diretor.

Medeiros disse...

Carvalho,

Obséquio registrar que o meu parecer, quando consultado por ti a respeito, tendo em vista a análise no comitê respectivo, foi de que aceitaria no máximo quatro salários por ano de remuneração variável para a diretoria, desde que a performance trouxesse resultados positivos para o fundo e os participantes. Jamais seis. Na reunião do CD não cabia minha manifestação de discordância como suplente, pois não voto, perante uma aprovação unânime. O cargo de suplente tem limitações legais, estatutárias e regimentais. O direito à voz tem também seus limites.

Marcelino Maus disse...

Caro Diretor Carvalho.

Precisamo de sua análise e opinião sobre a LEGALIDADE e MORALIDADE de se aprovar a "renda Variável" para a Diretoria da PREVI.

Marcelino Maus disse...

E O MEU COMENTÁRIO ?

Anônimo disse...

Caro/Doutor Carvalho,

Estou decepcionadíssimo com a maneira como a Previ trata seus participantes em comparação aos seus dirigentes.
Assunto relacionado ao seu texto.
Anônimo extremamente decepcionado, pois lhe dei meu voto, em confiança.
Lamento, sinto que fui enganado.

Rogério Carvalho disse...

Caro colega Diretor Carvalho, eu cada vez entendo menos, a pergunta que fica é a seguinte: Para cortarem o BET, era porque não tinham grana e superavit, mas para implantarem a tal de remuneração que nada mais é do que o famoso Bônus, ai tem grana? Outra coisa, eu noto que para o Banco tudo pode, para nós nem ES tem mais? Sinceramente, acho que os diretores pensam que a Previ é uma financeira, um banco que dá lucro. Eu gostaria que o ilustre diretor nos informasse, se está de acordo com tudo isso que está acontecendo na Previ, e gozado, para pagar o que me devem estão empurrando com a barriga, mas para cobrarem um valor, que foi mudado a sentença, os Bothonés (escritório de advocacia) são muito ligeiros e espertos. Sinceramente diretor Carvalho, eu não entendo mais nada. Abraços e pense nisso.

Anônimo disse...


Aumentar o tamanho do textoDiminuir o tamanho do texto Quinta-feira, 18/06/2015 - 08h48m
Aposentados mais idosos reclamam das mudanças no Empréstimos Simples da Previ

O Empréstimo Simples (ES) que a Previ disponibiliza aos seus associados é um benefício adicional para os participantes e assistidos que estejam em dia com as contribuições. Para dar continuidade à prestação do serviço a todas as faixas etárias, a Caixa de Previdência estabeleceu novas regras para a sua concessão, que entraram em vigor no mês de novembro. Os aposentados com mais idade não gostaram das novas regras e enviam constantemente à ANABB reclamações sobre o assunto.

As reclamações são feitas porque, entre as novas medidas, o prazo de pagamento foi reajustado, passando de 96 meses para uma variação entre 60 e 120 meses, de acordo com a faixa etária do beneficiado. Assim, quanto maior a idade menor será o número de meses para pagamento, o que aumenta o valor da prestação. Os aposentados mais idosos não concordam com essa diferenciação.

Segundo as regras do ES, para o cálculo do prazo é utilizada uma metodologia em que a idade do participante somada ao número de parcelas do financiamento deve ser igual ou menor do que 170. A justificativa é de que, com o escalonamento por idade, é garantido maior equilíbrio às operações de crédito, permitindo que, com um prazo maior, grande parte dos associados com idade até 62 anos possam firmar ou renovar contratos de empréstimo por valores maiores e pagando prestações menores.

Para o diretor de Seguridade da Previ, Marcel Barros, a Previ teve que ajustar as regras do empréstimo simples por conta da margem consignável, que é a capacidade de pagamento do associado. “Se não considerarmos a margem de crédito do beneficiado, ele e o plano vão estar correndo risco. Assim, as alterações foram feitas em consenso pela Diretoria Executiva para proteger o associado e o plano”, comentou Marcel.

Ele ainda disse que algumas entidades entraram na justiça para que fosse limitado o crédito, para evitar o endividamento dos associados. Segundo Marcel, a Previ teve que colocar esses limites com uma norma de governança da segurança e evitar o risco de inadimplência. “Na verdade, hoje o grupo de endividados é pequeno e continuamos com uma carteira bastante saudável de mais de R$ 5 bilhões em crédito”, finalizou.

O vice-presidente de Relações Institucionais da ANABB, Fernando Amaral considera que a nova regra buscou equacionar duas variáveis importantes: a capacidade de pagamento (margem consignável) e a expectativa de vida de cada participante ou assistido (limite da soma da idade + prestações = 170). “Isso é correto e necessário, uma vez que, pela taxa reduzida, o ES é um benefício e, pela necessidade de dar o retorno atuarial, também é um investimento para garantir as aposentadorias de todos”, finalizou.

Anônimo disse...

Prezado Conselheiro Carvalho,

Onde esta o Superavit?

Os aumentos da previ, reposição da inflação tem ao longo do tempo corroído o poder de compra,em termos de salários mínimos estamos perdendo a quantidade ano após ano, como a reposição não tem sortido efeito nossos benefícios estão encolhendo, razão da existência do SUPERAVIT.

Como a Previ tem a cada ano pagado menos benefícios, tem sobrado superavit, mas com vista ao empobrecimento dos nossos benefícios.

Como é a sua visão em relação a esta situação, o colega vai debruçar sobre o assunto, assim como fez com o MEGA BÔNUS, agora chamado de remuneração variável?

Ou sempre trabalha com dois pesos e duas medidas?

Salvador-Bahia

Antonio Carvalho disse...

Prezado Rogério,
O conselho não criou e tão pouco elevou remuneração dos dirigentes. Ao contrário. Colocou limites. Uma trava.
Divulgarei mais informações a respeito.
Carvalho.

Antonio Carvalho disse...

Prezado anônimo:
Nós, os eleitos em 2014, discordamos das mudanças das regras sobre empréstimo simples. Continuaremos atentos e acredito que haverá novas mudanças ainda este ano.
Carvalho.