quinta-feira, 30 de julho de 2015

CASSI - A SITUAÇÃO É GRAVE

Em 24 de julho, houve nova rodada de negociação entre o Banco e representantes de Entidades, na busca de solução para o problema financeiro da CASSI, que é muito grave.
Foi divulgado que houve consenso sobre a garantia dos atuais direitos (ativos, aposentados e pensionistas) e manutenção do princípio da solidariedade.
O Banco condiciona a negociação, à transferência para a CASSI de R$ 5,83 bilhões de provisão atuarial, desobrigando-se de fazer novas provisões previstas na Deliberação CVM 695. Alega que que este valor garantirá a contribuição de 4,5%, de sua responsabilidade. Para os entendido, isso significa transferir o risco atuarial para os associados, num cenário em que vivemos, mais, graças a DEUS e a evolução da medicina. A inflação médica é bem maior do que a inflação oficial. Entendo não ser bom negócio os associados assumirem o risco atuarial do Plano. Pode ser uma temeridade.
O Banco admite elevar a contribuição dos ativos em 0,99%, fazer aporte estruturante no Modelo de Atenção Integral à Saúde e participar de eventuais déficits futuros.
Em 2014, o Plano Associados apresentou déficit de R$ 177 milhões. As despesas administrativas cresceram 15%. O orçamento de 2015 não foi aprovado e a CASSI opera em regime de contingência. O déficit é constante. As reservas constituídas em dezenas de anos podem terminar até novembro de 2015. Esta ameaça é verdadeira e vem causando inquietações, temor e pavor, em especial entre os aposentados.
Importante lembrar que o artigo 25 do Estatuto diz que, eventuais insuficiências financeiras do Plano Associados poderá ser cobertas pelo Banco, exclusivamente sob a forma de adiantamento de contribuições. Logo, pode não haver o colapso imediato o que levaria a CASSI a não honrar seus compromissos.
Embora Eu não faça parte da gestão e muito menos da mesa de negociações, já divulguei que os maiores problemas da CASSI são relacionados à estrutura de custeio (despesas maiores que receitas), aos abusos do uso (alguns prestadores e associados) e à gestão. Cabe à administração buscar eficiência e melhoria nos controles dos desembolsos.
Enquanto não se encontra uma solução estruturada e de longo prazo, em minha opinião, o déficit poderia ser equacionado proporcionalmente, cabendo aos associados uma parte (3% de contribuição) e ao Banco uma parte e meia (4,5% da contribuição).  Tomando-se por base o déficit de 2014, (R$ 177 milhões), caberia ao Banco arcar com R$ 106,2 milhões. R$ 70,8 milhões seriam divididos entre os 195 mil associados, (R$ 363,00 para cada um), podendo ser parcelado.
É bom deixar claro que, a aprovação de mudança no Estatuto, mesmo negociada entre o Banco e Entidade, é de competência exclusiva dos associados. Devemos ficar atentos.
Abraço,


Antonio J. CARVALHO

segunda-feira, 20 de julho de 2015

PREVI E CASSI - REUNIÃO COM ASSOCIAÇÕES

Compareci à Reunião promovida pelas Associações do Sul, realizada dia 17 de julho em Balneário Comburiu, que contou com cerca de 200 participantes, representantes de diversas Associações e lideranças nacionais. As apresentações e os questionamentos foram restritos aos Presidentes da PREVI e CASSI.
1 - O Presidente Gueitiro apresentou números já divulgados no balanço e no relatório da administração.  Destacou informações sobre a Petrobrás, Vale do Rio Doce, Sete Brasil, Neo Energia e Invepar. Abaixo, resumo das respostas do Presidente sobre os principais questionamentos:
- Teto de Benefício dos Estatutários: “Não há irregularidades”;
- Consultoria Accenture: “Comparou a PREVI com diversos Fundos do mundo e indicou alternativas para melhoria de eficiência administrativa”
- Empréstimo Simples: “É preciso encontrar soluções”.
- Adiantamento de reajuste 7% para julho: “Encontra-se em análise”;
- Ações sobre Cesta Alimentação – Recebimentos de Tutela antecipada: “Em debate na Diretoria. Sem consenso”. Foi sugerido devolver no mesmo prazo
- Indicação de Conselheiros em empresas participadas – Questionado por Rauli Matioda: “Oportunamente apresentarei resposta”;
- Pagamento de Bônus aos Diretores: “A decisão é do Conselho. A remuneração de Diretores do Banco e da PREVI é bem menor que o mercado”.
2 – Ao ser citado, solicitei a palavra, com insistência, dada a resistência do moderador e mesmo atropelado pelo tempo, fiz os seguintes esclarecimentos:
- Remuneração dos Diretores: Lutei e defendi no conselho a aprovação de regras própria na PREVI, independente do Banco, inibindo a continuidade do pagamento de 12 honorários anuais de PLR mais Bônus, historicamente pagos com base no desempenho do Banco. A partir de 2015, acabou.
- Antecipação de reajuste de 7% em julho: Defenderei a aprovação imediata. Solicitei pautar a proposta que tramita na Diretoria para reunião de julho.
- Cesta Alimentação: Tenho pugnado por solução das ações judiciais, em discussão na Diretoria. Já sugerir ao Presidente realizar estudo do impacto e de viabilidade de extensão para todos os participantes, mediante contribuição, nossa e do Banco. Não é permitido pagar benefícios, sem formação de reserva matemática.  
- Teto de Benefício para estatutários: Continuo defendendo a implantação do teto, com base no maior salário de funcionário do Banco, não estatutário, conforme aprovado em 2008 pelo Banco, PREVI e Órgãos do Governo.
- Empréstimos Simples: Já sugerir ao Presidente promover reunião com  as associações e lideranças de grupos para encontrar uma solução que atenda a todos.
3 - A Diretora Cecilia Garcez, pediu a palavra e esclareceu sobre o Projeto Inovação que busca eficiência administrativa e redução de despesas, já em implantação. Disse que nos últimos 10 anos a quantidade de pessoas e as despesas administrativas dobraram.
4 - O Presidente da CASSI abordou as dificuldades já conhecida. Disse que as reservas podem acabar em novembro de 2015. Demonstrou apreensão sobre a falta de solução, podendo levar a CASSI a não honrar os seus compromissos.
5 - Graça Machado, falando sobre os problemas da CASSI, lamentou a ausência de Diretores eleitos da CASSI, como ocorreu em anos anteriores.
6 - Conforme já havia divulgado, lembrei que os principais problemas da CASSI se relacionam: a)-Estrutura de custeio: Despesas maiores que as receitas. Efeito tesoura. Sugeri calcular o percentual de contribuição para obter o ponto de equilíbrio; b)-gestão: Sugerir buscar eficiência administrativa, com redução de despesas; c)-Prestadores. É necessário melhorar o relacionamento e controle, para evitar os abusos; d)-Modelo estrutural do Plano. Cabe reflexão.
OBS: Foi oferecido um jantar há cerca de 50 representantes de Entidades. Não fui convidado, apesar de ser associado da AFABB-SC, organizadora do evento.
Antonio J. CARVALHO

sábado, 18 de julho de 2015

REUNIÃO COM ASSOCIAÇÕES EM BALNEARIO CAMBORIU

Atendendo convite, compareci à reunião de Balneário Camboriu, dia 17 de julho, onde estiveram presentes representantes de várias Associações, muitas lideranças e os presidentes da PREVI e da CASSI.
As apresentações, esclarecimentos e os debates ficaram restritos aos Presidentes.
Ao ser citado em questionamentos feitos ao Presidente Gueitiro e depois de muita insistência, diante de resistência do mediador, fiz alguns esclarecimentos, embora tolhido pelo tempo, sobre os assuntos tratados no Conselho, órgão máximo da PREVI, depois que acabaram com o corpo social. 
Reafirmei que lutei e o Conselho aprovou a desvinculação da remuneração dos dirigentes da PREVI da remuneração dos dirigentes do Banco, inibindo o pagamento de 12 honorários de remuneração anual (PLR mais BÔNUS) e criando regras próprias na PREVI.

Na próxima semana farei um resumo dos principais assuntos tratados na reunião, bem como outros esclarecimentos e informações que apresentei ao público presente.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

PREVI LIVRE - PRESTAÇÃO DE CONTA - 2014 - 2015

Divulgamos, abaixo, as principais ações/realizações no primeiro ano de mandato dos eleitos em 2014. Muito ainda teremos a fazer. Os desafios são grandes. A vontade de vencê-los é bem maior:

1-Votamos contra o pagamento do "Bônus" de 2011 a 2013, para Dirigentes, autorizado com o voto de minerva.
2- Registramos votos contrários à aprovação das regras para o empréstimo simples. Continuamos empenhados na busca de novos critérios, para ampliar a assistência aos diferentes públicos que compõem a Previ.
3 – Tivemos acesso em março de 2015 ao TAC (Termo de Ajuste de Conduta), que trata do Teto de Benefício para Dirigentes Estatutários (da PREVI, do Banco e Subsidiárias). Foi um marco da transparência em nossa gestão Defendemos a implantação do teto igual ao maior salário de funcionário não estatutário do Banco, aprovado em 2008.
4- Defendemos e aprovamos a divulgação de assuntos tratados no Conselho. Foi a primeira vez em que os honorários dos Diretores e Conselheiros foram divulgados no balanço da PREVI.
 5- Defendemos e aprovamos a criação do Comitê de Remuneração, composto somente por conselheiros, para dar maior isenção e legitimidade aos processos específicos sobre remuneração dos Dirigentes.
 6- Defendemos e aprovamos a desvinculação da remuneração dos Dirigentes da PREVI, da do Banco, inibindo o pagamento de PLR e BÔNUS. Criamos regras próprias e criteriosas para a PREVI, independente do Banco.
7- Sugerimos e defendemos a antecipação para julho/2015 do reajuste dos benefícios em 7%, para reduzir um pouco, a situação de dificuldades por que passam milhares de colegas, em função da perda do poder aquisitivo.
8- Defendemos e aprovamos a revisão de despesas para 2015, projetando redução de mais de R$ 21 milhões.
9- Defendemos e aprovamos o projeto Inovação Operacional, buscando eficiência administrativa, redução das despesas, modernização tecnológica e revisão de processos, com o objetivo de fazer mais e melhor com menos recursos. Com ações de curto, médio e longo prazo, faremos reduções relevantes nas despesas administrativas. 
10-  Pautamos e defendemos mudanças nos critérios para indicação de conselheiros em empresas participadas. Recusamos propostas de mudanças sem aprofundamento. Os estudos estão em andamento.
11- Pautamos apresentações nos Conselhos Deliberativo e Fiscal sobre pendências jurídicas referentes às reclamatórias trabalhistas das 7a. e 8a. horas, originadas no BB. Defendemos  que a responsabilidade deve ser do Banco. O assunto está em andamento na Diretoria. Também foram feitas apresentações sobre as ações da cesta alimentação. Continua em estudo/debate na Diretoria. Defendemos soluções consistentes e abrangentes.
12- Apresentamos proposta para que o Voto de Minerva não seja usado em alterações no Estatuto e Regulamentos. Foi retirado de pauta.  Insistiremos no tema. Esta prerrogativa já existe na FUNCEF.
13- Apresentamos propostas para mudanças nas regras de reajuste de benefícios e a revisão da parcela Previ. Retirou-se de pauta alegando-se impedimentos impostos pela resolução CGPC 26/2008 e que não haveria reserva especial. Voltaremos a lutar pela aprovação do PDS 275/2012 que objetiva alterar a referida resolução.
14- Embora aprovando o Balanço e o Relatório de Administração de 2014, emitimos manifestos, anexos às atas, destacando pontos relevantes de informações não incluídas ou pouco esclarecidas, sugerindo melhorias.
15- Com independência, realizamos análises de todas as atividades realizadas. Preparamo-nos para, em 2015, mergulhar profundamente no histórico de investimentos que são questionados pelos participantes.
16- Monitoramos, com esmero, atenção e observância técnica, o cumprimento de normas e regulamentos: Das políticas; Do planejamento; Dos projetos em curso e a iniciar; Das ações administrativas e estratégicas.
17- Defendemos e apoiamos a criação da Ouvidoria, aprovada em maio de 2015, em fase de implantação.
18 – Melhoramos a gestão de risco, focados nos seguintes aspectos: Gestão dos ativos e passivos, aprimorando a ALM - análises e metodologias; Implantamos o Caixa Mínimo, para garanti o pagamento de benefícios e a solvência da PREVI, mesmo em situações desfavoráveis; Melhoramos a Política de Investimentos, com o monitoramento acompanhamento sistemático das Diretrizes aprovadas; Elaboramos a Política de Gestão de Riscos, a Matriz de Riscos e reformulamos os Comitês de Riscos; Implementamos o cálculo de exigência de capital, baseada em Riscos (RCBR), com o objetivo gerencial da real necessidade de reserva frente aos riscos; Elaboramos os indicadores de saúde dos projetos que leva em consideração prazos, custos, problemas, agendamentos e repactuações realizadas, para avaliação adequada do status dos projetos e do portfólio; Desenvolvemos o Modelo Matemático para o Projeto Ciclo de Vida - Previ Futuro, que objetiva implantar e oferecer aos participantes daquele Plano opções mais claras e precisas de estratégias de investimentos.
19 - Propomos reforma do Regulamento do Plano Previ Futuro, para resgate de parte da reserva patronal, redução da.
taxa de carregamento e melhoria de critérios da Tabela PIP (pontuação individual do participante), em andamento.
20 - Constituímos e participamos do Foro Independente de Conselheiros e Dirigentes Eleitos nos Fundos de Pensão Públicos, para fortalecer a defesa de assuntos comuns, em discussões junto aos organismos do Estado.
Mantemos o nosso compromisso de continuar nossa luta em defesa da PREVI e dos seus participantes.

Angelo Raphael Celani Pereira
Antonio Jose de CARVALHO        
Cecilia Mendes Garcez Siqueira
Decio Bottechia Junior
Eduardo Henrique de Resende Cunha
Flavia Casarin Nunes
Felipe Garcia Nazareth  
Iris Carvalho Silva
Jose Bernardo de Medeiros Neto
Lissane Pereira Holanda
Luiz Carlos Teixeira
Paulo Roberto Pavão                                  

Williams Francisco da Silva                                        

quarta-feira, 8 de julho de 2015

PREVI – PROJETO INOVAÇÃO OPERACIONAL - REDUÇÃO DE DESPESAS

Na reunião de 26 de junho, o Conselho Deliberativo da PREVI apreciou o projeto “Inovação Operacional” que tem como objetivos:
A - Buscar eficiência e eficácia administrativa, segura e sustentável, revisando o modelo operacional e de Governança de TI (Tecnologia da Informação), mudanças na estrutura organizacional e melhoria de processos, com redução de despesas;
B - Modernizar o parque tecnológico que opera no limite, com um custo muito elevado e correndo riscos de sofrer colapso, com redução de despesas;
C - Buscar fazer mais e melhor, com menor custo, sem ameaçar os atuais pilares da governança e tão pouco os benefícios conquistados, reduzindo despesas;
D – Modernizar e facilitar o atendimento aos participantes, reduzindo despesas;
2) - Diante de especulações tendenciosas, oportunistas, inverídicas e até maldosas que circularam na internet, esclarecemos que:
A)- Com anuência do Conselho, no final de 2014, a Diretoria Executiva decidiu, por unanimidade, contratar a empresa Accenture, de reputação internacional, para realização de consultoria, objetivando identificar oportunidades de melhorias operacionais e de eficiência dos processos administrativos e de TI.
B - Em março de 2015, a Accenture apresentou o trabalho à Diretoria,  com diagnóstico amplo da situação da PREVI, comparando-a com diversos Fundos de Pensão do Brasil e do mundo, contendo mais de 20 sugestões de melhorias, com cenários de Curto, Médio e longo prazo.
C - Das sugestões apresentadas, apenas a que envolve a revisão do modelo organizacional de TI foi transformada em proposta imediata, aprovada pela Diretoria em sua alçada. Está em fase de implantação. Reduzindo despesas.
D - Em maio de 2015, o trabalho foi enviado ao Conselho, conforme já havia sido demandado, em decisão anterior.
E - Na reunião de junho, a Accenture fez apresentação formal ao Conselho, com as premissas e com os cenários: De Curto prazo: (reviso da TI); De Médio prazo: (eficiência administrativa, considerando as 6 diretorias); De longo prazo: Eficiência máxima, (com redução de 6 para 4 Diretorias).
F - O Conselho concordou com o prosseguimento do projeto e determinou à Diretoria proceder a revisão, excluindo a premissa de redução da quantidade de Diretorias, devendo retornar ao Conselho, na reunião de julho para nova apreciação, objetivando reduzir despesas.
3 – Somente com a implementação das ações de curto prazo, fica evidente a substancial redução de despesas. Alimentamos o desafio de no médio prazo (quatro anos), trazer as despesas administrativas da PREVI ao nível de 10 anos atrás, sem traumas e perturbações.
4 - Finalmente, é importante lembrar que, "Redução de Despesas" é uma das propostas de campanha dos eleitos em 2014.