quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PREVI - REAJUSTE DE BENEFÍCIOS – COMPARATIVOS

Os benefícios da PREVI e do INSS foram reajustados em 11,28%, a partir de janeiro de 2016.
Ao noticiar o reajuste, a PREVI divulgou um histórico acumulado (1997 a 2016) de 352,61% da PREVI e um acumulado de 280,24% do INSS.
Por outro lado, o Diretor de Seguridade divulgou que de 1997 a 2016 o índice de correção da PREVI alcançou a cifra de 352,61%, superior ao reajuste do benefício do INSS que foi, no mesmo período, de 280,24%.
Destas comparações pode-se inferir que todos os aposentados tiveram um “ganho” de 72,37% nos reajustes da PREVI em relação aos reajustes do INSS. Isso não é totalmente verdadeiro. Esta diferença de reajustes a maior somente contempla cerca de 42 mil aposentados até dezembro de 1997.
É relevante destacar que até dezembro de 1997 os benefícios pagos pela PREVI eram complementares (calculados pela diferença entre o benefício global e o valor pago pelo INSS). Logo, os reajustes globais destes benefícios não sofrem os efeitos do INSS.
É notório observar o achatamento dos benefícios dos cerca de 34 mil que se aposentaram a partir de 1998 e para milhares de pensionistas, em virtude de, entre outros fatores, os reflexo da implantação da Parcela PREVI a partir de 1998 e a troca do IGPI pelo INPC, a partir de 2004.
Para os aposentados a partir de 1998 o benefício pago pela PREVI passou a ser suplementar. (diferença entre o Benefício global e a Parcela Previ), cujo valor à época era de R$ 1.031,00 igual ao teto de benefício do INSS. Ocorre que, de 1998 a 2005, a referida Parcela PREVI foi reajustada pelos mesmos índices dos benefícios da PREVI, acumulando 134,91% no período (1998 a 2005), o que provocou redução dos valores dos benefícios pagos pela PREVI, quando das concessões, considerando-se que os salários de participação no mesmo período acumularam reajustes de somente 41,05%. Destaque-se que quanto maior for o valor da Parcela PREVI, menor será o suplemento do benefício da PREVI.
É certo que esta grave distorção foi corrigida a partir de dezembro de 2005, com a redução da Parcela PREVI de R$ 2.200,00 para R$ 1.468,00, mantendo perdas históricas,  porque não teve efeito retroativo, o que seria o justo e necessário, em minha opinião. Na realidade, esta “redução” equivaleu à correção da Parcela PREVI pelo índice de reajuste dos salários de participação, de junho/1998 a dezembro/2005 que acumulou 41,05%.
Para reflexão, notamos que, no período de 2004 a 2016, o reajuste acumulado da PREVI foi de 5,77% menor que o do INSS, 60% menos que os reajustes do Banco e 154% inferior aos reajustes do Salário mínimo. Concluímos que, os benefícios mais achatados em relação ao universo de aposentados concentram-se em milhares de Colegas que se aposentaram entre o segundo semestre de 2003 a 2006.
A partir de 2006, a Parcela Previ passou a ser reajustada em setembro de cada ano, pelo mesmo índice de reajuste dos funcionários da ativa, permitindo a neutralização de perdas para os que se aposentaram a partir daquela data.
Há que se registrar que os reajustes dos benefícios da PREVI foram concedidos de acordo com Estatutos e Regulamentos que vigiam em cada época.
 Também é certo que os reajustes neutralizam os efeitos da inflação oficial calculada pelo IPCA.  Porém, diante de evidências extraídas de outras variáveis, não há como negar que existe um grupamento de milhares de beneficiários que tiveram seus benefícios achatados, comparativamente a outros segmentos, dentro do Plano 1.
É sabido que este achatamento tem forte origem na política de remuneração do Banco, praticada, em especial, no período de 1997 a 2003. Esta realidade também acarretou problemas na CASSI, cujo plano de associados opera no vermelho. As reservas já foram exauridas. O problema exige solução com brevidade.
Ressaltamos que estamos cientes do momento adverso por que passam os Fundos de Pensão, inclusive a PREVI, decorrente dos problemas econômicos, Nacional e internacional. Mas, diante da situação de penúria vivenciada por milhares de aposentados e pensionistas, não podemos deixar de refletir e requerer, quando oportuno, a busca da justiça remuneratória. Encontrar a forma que o permita é o grande desafio que temos pela frente.

Antonio J. Carvalho


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ANABB COMEMORA 30 ANOS E INICIA NOVO MANDATO

No dia 15/01/2016 foram empossados os membros da Diretoria Executiva, os Conselheiros Fiscais, cinco Conselheiros Deliberativos Suplentes e os Diretores Regionais.
As Conselheiras Irmar Fonseca, Maria do Céu e o Conselheiro Emílio Ribas registraram que a vigência de suas posses teria que ser a partir  de 14/12/2015, conforme determina o art. 24 do Estatuto. Isto porque, naquela data, (14/12/2015), quando da posse dos Conselheiros Deliberativos, quatro conselheiros empossados abriram vagas, ao reassumirem mandatos de Dirigentes que, somente se encerrariam em 15/01/2016. De fato, no período de 14/12/2015 a 15/01/2016, o Conselho ficou reduzido a 17 membros, pois, o artigo 12 do Estatuto impede o acúmulo de cargos. Logo, quatro suplentes deveriam ter assumido naquela data (14/12/2015).
Na reunião do Conselho de 15/01/2016, registrei voto, aprovando os itens 1 a 7 da ata da reunião do dia 14/12/2015 e reprovando o item oito, (escolha dos representantes da Comissão de Ética), por continuar entendendo que foi descumprido o art. 25 do Estatuto, já por mim divulgado. Outros Conselheiros não aprovaram a ata, registrando voto de ilegalidade da inclusão do referido item oito na pauta da reunião do dia 14/12/2015.
Para evitar dúvidas e questionamentos, sugerir, mais uma vez, que as atas sejam objetivas, concluídas e assinadas no encerramento de cada reunião.
Ao final da reunião, conforme previsto no parágrafo primeiro do artigo 25 do Estatuto, os Conselheiros Ana Landim, Antonio Carvalho, Cecilia Garcez, Claudio Zucco, Denise Vianna, Emilio Riba, Graça Machado, Iris Carvalho, Irmar Fonseca, Maria Do Céu, Nilton Brunelli, Tereza Godoy e William Bento, requereram a convocação de reunião extraordinária para:
1 - Apreciar os relatórios e documentos técnicos que embasaram a sugestão de aumento de contribuições para os associados da CASSI;
2 - Apreciar e aprovar proposta de remuneração de todos os membros da ANABB, contendo valores mensais e os gastos anuais;
3 – Deliberar sobre pontos controversos e omissões que merecerem interpretações, conforme previsto no art.53 do Estatuto;
4 – Deliberar sobre os processos de investigação e/ou propostas de investigações sobre comportamento ético de membros do corpo diretivo da ANABB, elegendo, ajustando e/ou complementando a composição dos membros da Comissão de Ética;
5 - Deliberar sobre proposta orçamentária para o exercício de 2016;
6 – Definir calendário de reuniões do Conselho para o ano de 2016.
Com o objetivo de redução de despesas, foi sugerido que as reuniões ocorram sempre aos sábados, em virtude de menor valor das passagens e hospedagem.
Destacamos que, à noite, foi realizada a posse solene dos eleitos em 2015 e comemorado os 30 anos de existência da ANABB. Não há como negar que, em sua trajetória, esta jovem senhora, foi e continua sendo útil. Precisa, doravante, refletir sobre os seus passos.
No evento, dentre outros representantes de Entidades compareceram o Vice Presidente de Distribuição de Varejo e de Pessoas do BB; O Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do BB; O Superintendente da PREVIC; o Presidente da CASSI e Diretores e Conselheiros da PREVI. Em minha opinião o evento, que contou com cerca de 500 pessoas, poderia ter sido mais modesto, primando pela redução de despesas.
Finalmente, conforme divulgado em campanha, continuaremos lutando por melhorias na Governança e redução de despesas e pela mudança no Estatuto da ANABB.

Antonio J. Carvalho

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CONTEC divulga proposta para busca de solução de sustentabilidade da CASS

Repasso, abaixo, proposta da CONTEC para solução da CASSI.
Conforme já divulguei em outras oportunidades, entendemos que a solução passar por medidas estruturantes e duradora, considerando a busca de eficiência administrativa e operacional, com elevação dos controles, redução de despesas e adequação do custeio.
Antonio J. Carvalho.

 Quebrando o procedimento unitário que vinha sendo adotado pelos representantes dos trabalhadores nas negociações objetivando a sustentabilidade da CASSI, três das entidades que participam da Comissão de Negociação com o BB divulgaram proposta de repasse aos associados de maior responsabilidade pelo custeio da CASSI.
Por óbvio que, depois de quase um ano de discussões, parte da proposta divulgada pelas associações decorreu de consenso das entidades que participam da Comissão de Negociação com o Banco do Brasil.
 A parte da proposta encampada pelas associações que encontra resistência do movimento sindical diz respeito à elevação demasiada das contribuições dos funcionários, aposentados e pensionistas.
 Como é do conhecimento de todos, uma das razões do desequilíbrio é que o crescimento das despesas da CASSI está desvinculado do crescimento das receitas, que está atrelada ao crescimento da folha de pagamento do Banco e da PREVI.
 E, como já publicado, a defasagem entre o crescimento das despesas e o crescimento das receitas depende do período que se considere.
 Assim, se considerarmos um período mais longo do que o considerado pelas Associações, podemos afirmar que um aumento de 20% nas receitas seria suficiente para o equilíbrio das contas da CASSI, o que demonstra o exagero no aumento de 54% nas contribuições, proposto pelas Associações.
 Além do exagero no aumento proposto, há que se considerar também:
 ·     Necessitamos que a elevação das contribuições seja acompanhada de garantia de que o BB não implementará alterações em sua política salarial – como fez a partir de 1997, retirando o anuênio, depois reduzindo o percentual dos interstícios da carreira e, por último, praticando o achatamento salarial com a substituição de reajustes por abonos no período de 1999/2002, isto sem falar da última alteração processada pela empresa para os cargos e funções. A propósito, na campanha salarial deste ano, a ordem do Ministro Levy (para os Bancos Federais) foi de reajuste de apenas 5,5%. E foi graças à conjuntura política que conseguimos evitar essa última tentativa de achatamento.
 ·    A implantação dos projetos-piloto das medidas estruturantes vai gerar redução de custos e melhor aproveitamento dos recursos, com reflexos favoráveis nos resultados da CASSI.
 ·   O salário de ingresso no BB, que torna a elevação das contribuições mais pesadas para esse segmento de associados.
 ·   Os colegas que se manifestam favoráveis à elevação da contribuição imaginam que haverá imediato atendimento para todos os associados, quando sabemos que isto não ocorrerá imediatamente na grande maioria das cidades do interior, onde há dificuldade de credenciamento de prestadores de serviços. O aumento das contribuições não garante, por si só, ampliação da rede credenciada, nem melhoria no atendimento, um grave problema recorrente da CASSI.
 ·     Na última reunião realizada em 21/12/2015, o Banco condicionou qualquer aporte, antecipação ou investimento ao encontro de solução de equilíbrio da CASSI.
 ·     Desde o início das negociações, o Banco se nega a aumentar as contribuições patronais referente aos aposentados, embora admita a compensação com contribuições referente aos funcionários da ativa.
 Pelas razões acima e considerando ainda:

a) os déficits acumulados pela CASSI nos exercícios de 2014 e 2015;
b) a impossibilidade de abrirmos mão da responsabilidade do Banco com os funcionários aposentados e os que vierem a se aposentar;
c)  a necessidade de manutenção das premissas fundamentais de estratégia da saúde da família;
d) a imprescindibilidade de manutenção do princípio da solidariedade;
e) que precisamos garantir os atuais direitos de ativos, aposentados e pensionistas; e,
f)  a preocupação com eventuais futuros desequilíbrios financeiros da CASSI.
 A CONTEC propõe:
 1.  Que o Banco custeie os investimentos de R$ 150 milhões para implantação das ações estruturantes e de sustentabilidade apresentadas pelos diretores eleitos da CASSI e ratificadas por todas as entidades que compõem a Comissão de Negociação, para melhoria dos processos de regulação e racionalização das despesas, com imediata instituição de dois projetos-pilotos de unidades próprias para implementação da estratégia da saúde da família, dentre outros;
2.  Cobertura pelo Banco de 60% dos déficits de 2014 e 2015;
3.  Cobertura pelos associados de 40% dos déficits de 2014 e 2015, a ser antecipado pelo Banco e descontado dos funcionários até 1% dos proventos mensais;
4.  Continuidade das negociações para encontro de alternativas perenes de sustentabilidade da CASSI e de possibilidade de inclusão dos incorporados.
DIRETORIA EXECUTIVA DA CONTEC



DIRETORIA EXECUTIVA DA CONTEC

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CASSI – O PROBLEMA CONTINUA

Um ano se foi, sem encontrar solução para os problemas financeiros da CASSI.
Circulam dezenas de mensagens nas Redes Sociais, ( pessoais, grupos e Institucionais) sobre o tema.
Tempos atrás, como associado, já divulguei o entendimento de que, possíveis soluções passam por revisão da estrutura de custeio e do modelo de gestão, focando em eficiência administrativa e operacional, para melhorias dos controles e redução de despesas.
Repasso, abaixo, a matéria intitulada “CARTA ABERTA AOS DIRIGENTES E ASSOCIADOS DA ANABB”, assinada por parte de Conselheiros Deliberativos e Fiscais.
Esperamos que em breve as partes envolvidas na negociação encontrem a melhor solução.
Antonio J. Carvalho.

“Brasília, (DF), 12 de janeiro de 2016.

Senhor Presidente da ANABB, Sérgio Riede, demais Diretores, Conselheiros Deliberativos e Fiscais, DIREGS da ANABB e associados,

Foi com surpresa e indignação que os Conselheiros Deliberativos e Fiscais abaixo assinados tomaram conhecimento, por meio das redes sociais, de uma proposta de aumento da contribuição dos Associados para a CASSI, identificada como proposta institucional da ANABB.

Se verdadeira, tal atitude da Diretoria da Entidade, além de antiética é também irregular, pois tal proposta não foi submetida ao órgão máximo da ANABB, que é o Conselho Deliberativo. A Diretoria Executiva da ANABB nunca apresentou ao Conselho da Entidade nenhuma proposta para solucionar os problemas financeiros da CASSI.

Causou ainda estranheza que essa proposta, divulgada como sendo da ANABB, versa prioritariamente sobre o aumento de contribuições, sem que a ANABB tenha tido o cuidado e a responsabilidade de submeter os números a uma assessoria técnica atuarial, para prévia comprovação de que essa seria a melhor alternativa para os Associados e o remédio mais eficaz e justo para resolver o problema financeiro da CASSI. Salta aos olhos que a dita proposta não contempla aspectos da gestão, na busca de eficiência administrativa, com possíveis melhorias de controle e redução de despesas.

Consideramos essa atitude como sendo mais uma arbitrariedade da Diretoria da ANABB, que desrespeita o Estatuto da entidade e ignora as boas práticas de governança corporativa. O mais preocupante é que, se aprovada tal proposta sem as devidas comprovações e sem qualquer embasamento técnico, poderá gerar consequências que não atingirão apenas os Conselheiros e os Associados da ANABB, mas todos os Associados da CASSI que terão acreditado numa pretensa solução que não tem fundamentação técnica e não teve os devidos trâmites regulares sob o ponto de vista da governança.

Gostaríamos de lembrar que dentre os membros do Conselho Deliberativo da ANABB existem pessoas de comprovada experiência na CASSI - ex-Diretores e ex-Conselheiros Deliberativos e Fiscais - que em nenhum momento foram chamados a participar da discussão, Por outro lado, foram incluídas pessoas sem qualquer experiência no assunto, além de serem portadoras de possíveis interesses eleitoreiros e muita afinidade com o grupo político que ocupa a Direção da CASSI.

Assim, pedimos que seja retirada tal proposta e que, inclusive, seja esclarecido publicamente que a ANABB não aprovou institucionalmente qualquer proposta de aumento de contribuição para a CASSI. Solicitamos ainda, que o assunto seja submetido ao Conselho Deliberativo com todos os estudos, análises e dados técnicos que embasaram a proposta, para que este seja apreciado de forma legal e regulamentar pelo órgão máximo da ANABB, que é o Conselho Deliberativo, conforme determina o Artigo 23, de seu Estatuto.

Atenciosamente,

Ana Landin - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Antônio Carvalho - Conselheiro Deliberativo da ANABB.
Augusto Carvalho - Conselheiro Deliberativo da ANABB.
Cecília Garcez - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Cláudio Zucco - Conselheiro Deliberativo eleito da ANABB - posse 15.01.2016..
Denise Vianna - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Emílio Rodrigues - Conselheiro Deliberativo da ANABB.
Graça Machado - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Iris Carvalho - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Irmar Fonseca - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Maria do Céu - Conselheira Deliberativa da ANABB.
Nilton Brunelli - Conselheiro Deliberativo da ANABB.
Tereza Godoy - Conselheiro Deliberativo da ANABB.
William Bento - Conselheiro Deliberativo da ANABB.
 Anaya Carvalho - Conselheira Fiscal da ANABB.
Williams Silva - Conselheiro Fiscal eleito da ANABB - posse 15.01.2016.
Verdi Bezerra - Conselheiro Fiscal eleito da ANABB - posse 15.01.2016”.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PREVI - REAJUSTE DE BENEFÍCIOS - COMENTÁRIOS

Com pedido de desculpas aos leitores, estou republicando a mensagem com o título 'PREVI - REAJUSTE DE BENEFÍCIOS - COMENTÁRIOS' - por ter a primeira publicação contido pequenas inconsistências e mínimas interpretações equivocadas. Aceito críticas e correções, se for o caso. Agradeço pela compreensão.
Antonio J. Carvalho.

Conforme já divulgado, os benefícios da PREVI terão reajuste de 11,28%, a partir de janeiro de 2016, igual ao INPC acumulado (janeiro a dezembro de 2015), o que está previsto no Regulamento do Plano 1.
Esse índice é igual ao reajuste dos benefícios do INSS para quem recebe mais de um salário mínimo. Diferente de anos anteriores, não agregou ganhos ou perdas.
A PREVI e o Diretor de Seguridade divulgaram os reajustes acumulados da PREVI e do INSS, no período de 1997 a 2016, permitindo a sinalização de uma diferença a maior de reajuste de 72% para os 42 mil beneficiários que se aposentaram até dezembro de 1997, tendo em vista que os benefícios totais deste grupamento, reajustados pelo IGPDI até junho de 2003 e partir desta data pelo INPC, independe dos reajustes concedidos pelo INSS.
A informação é verdadeira, porém, a diferença identificada, não reflete a realidade dos  aposentados depois de dezembro de 1997, cujos benefícios totais variam para maior ou para menor, dependendo dos reajustes concedidos pelo INSS.
É notório o achatamento de benefício para os 34 mil que se aposentaram a partir de 1998 e para milhares de pensionistas, em virtude de mudança de regras (Parcela PREVI a partir de 1998 e troca do IGPI pelo INPC, a partir de 2004).
Ressalto que o “ganho” identificado de 72% acumulado (1997 a 2016), foi fortemente impactado pela diferença, em junho de 2003, entre o reajuste dos benefícios da PREVI que foi de 30,05% (igual ao IGPDI) e o reajuste do INSS/INPC, que foi de 20% naquele ano. Esta diferença de 10% nominal cumulativamente alcança 21% de 2003 a 2016, somente contempla os que estavam aposentados à época.
Dentro do período 1997 a 2016, do “ganho” sinalizado, destacamos o intervalo de 2004 a 2016, pois nele o reajuste acumulado da PREVI foi 6% menor que o do INSS, 60% menos que o do Banco e 154% inferior aos reajustes do Salário mínimo. As maiores perdas concentram-se em milhares de Colegas que se aposentaram entre o segundo semestre de 2003 a 2006, cujos benefícios são os mais achatados em relação ao universo de beneficiários. Note-se que quanto menor for o reajuste do INSS menor é o benefício total.
Observe-se ainda, que, apesar de a Parcela PREVI ter sido reduzida a partir de 01/12/2006 (de R$ 2.200,00 para R$ 1.468,00, sem efeito retroativo, mantendo as perdas históricas), existem mais 4% de perdas acumuladas para todos que se aposentaram a partir de 1998, pois, o benefício total sofre os efeitos da Parcela PREVI, para maior ou para menor.
A partir de 2006, a Parcela Previ passou a ser reajustada em setembro de cada ano, pelo mesmo índice de reajuste dos funcionários da ativa, permitindo a neutralização de perdas para os que se aposentaram de 2007 em diante.
Há que se registrar que os reajustes dos benefícios da PREVI foram concedidos de acordo com Estatutos e Regulamentos que vigiam em cada época. Os ganhos e perdas ao longo do tempo resultaram de regras vigentes em cada momento de aposentadorias e/ou de reajustes. Também é certo que os reajustes neutralizam os efeitos da inflação oficial calculada pelo IPCA.  Porém, diante de evidências extraídas de outras variáveis, não há como negar que existe um grupamento de milhares de beneficiários que tiveram seus benefícios achatados, comparativamente a outros segmentos, dentro do Plano 1. Logo, nem sempre é verdadeira a premissa e as informações de que o valor do benefício equivale às reais contribuições vertidas para o Plano, no decorrer da vida laboral de cada funcionário.
Este achatamento tem forte origem na perversa política de remuneração do Banco, praticada, em especial, no período de 1997 a 2003. Esta realidade também acarretou problemas graves na CASSI (cujo plano opera no vermelho e as reservas já foram exauridas). Em tal situação, como agravante o Banco insiste em repassar cerca de R$ 6 bilhões de provisões legais para um fundo a cargo da CASSI, livrando-se da responsabilidade de contribuir para os atuais e futuros aposentados.
Diante da situação de penúria vivenciada por milhares de aposentados e pensionistas, apesar do difícil momento econômico e de seus maléficos reflexos nos Fundos de Pensão, não podemos deixar de refletir e requerer a oportuna e futura busca da justiça remuneratória para todos os Colegas que vêm sofrendo relevantes perdas em seus poderes aquisitivos. Encontrar a forma que o permita é o grande desafio que temos pela frente.

Antonio J. Carvalho

PREVI - REAJUSTE DE BENEFÍCIOS - COMENTÁRIOS

Conforme já divulgado, os benefícios da PREVI terão reajuste de 11,28%, a partir de janeiro de 2016, igual ao INPC acumulado (janeiro a dezembro de 2015), o que está previsto no Regulamento do Plano 1.
Esse índice é igual ao reajuste dos benefícios do INSS para quem recebe mais de um salário mínimo. Diferente de anos anteriores, não agregou ganhos ou perdas.
A PREVI e o Diretor de Seguridade, comparativamente ao INSS, destacaram ganho de benefícios de 72%, no período de 1997 a 2016. A informação é verdadeira, porém, parcialmente, pois, reflete somente o ocorrido para 42 mil beneficiários que se aposentaram até dezembro de 1997, cujo benefício é complementar (independe do benefício pago pelo INSS, quer seja a maior ou a menor). É questionável para os 34 mil que se aposentaram a partir de 1998 e para milhares de pensionistas, cujos benefícios foram achatados, em virtude de mudança de regras (Parcela PREVI a partir de 1998 e troca do IGPI pelo INPC, a partir de 2004).
Ressalto que o citado ganho de 72% acumulado (1997 a 2016), destacado pela PREVI, foi fortemente impactado pela diferença, em junho de 2003, entre o reajuste dos benefícios da PREVI que foi de 30,05% (igual ao IGPDI) e o reajuste do INSS/INPC, que foi de 20% naquele ano. Esta diferença de 10% nominal cumulativamente alcança 21% de 2003 a 2016.
Dentro do período 1997 a 2016, do “ganho” informado pela PREVI, destacamos o intervalo de 2004 a 2016, pois nele o reajuste acumulado da PREVI foi 6% menor que o do INSS, 60% menos que o do Banco e 154% inferior aos reajustes do Salário mínimo. As maiores perdas concentram-se em milhares de Colegas que se aposentaram entre o segundo semestre de 2003 a 2006, cujos benefícios são os mais achatados em relação ao universo de beneficiários.
Observe-se ainda, que, apesar de a Parcela PREVI ter sido reduzida a partir de 01/12/2006 (de R$ 2.200,00 para R$ 1.468,00, sem efeito retroativo, mantendo as perdas históricas), existem mais 4% de perdas acumuladas para todos que se aposentaram a partir de 1998, pois o pagamento do benefício da PREVI para este público é suplementar, ao contrário dos que se aposentaram até dezembro de 1997.
A partir de 2006, a Parcela Previ passou a ser reajustada em setembro de cada ano, pelo mesmo índice de reajuste dos funcionários da ativa, permitindo a neutralização de perdas para os que se aposentaram de 2007 em diante.
Há que se registrar que os reajustes dos benefícios da PREVI foram concedidos de acordo com Estatutos e Regulamentos que vigiam em cada época. Os ganhos e perdas ao longo do tempo resultaram de regras vigentes em cada momento de aposentadorias e/ou de reajustes. Também é certo que os reajustes neutralizam os efeitos da inflação oficial calculada pelo IPCA.  Porém, diante de evidências extraídas de outras variáveis, não há como negar que existe um grupamento de milhares de beneficiários que tiveram seus benefícios achatados, comparativamente a outros segmentos, dentro do Plano 1. Logo, nem sempre é verdadeira a premissa e as informações de que o valor do benefício equivale às reais contribuições vertidas para o Plano, no decorrer da vida laboral de cada funcionário.
Este achatamento tem forte origem na perversa política de remuneração do Banco, praticada, em especial, no período de 1997 a 2003. Esta realidade também acarretou problemas graves na CASSI (cujo plano opera no vermelho e as reservas já foram exauridas). Em tal situação, como agravante o Banco insiste em repassar cerca de R$ 6 bilhões de provisões legais para um fundo a cargo da CASSI, livrando-se da responsabilidade de contribuir para os atuais e futuros aposentados.
Diante da situação de penúria vivenciada por milhares de aposentados e pensionistas, apesar do difícil momento econômico e de seus maléficos reflexos nos Fundos de Pensão, não podemos deixar de refletir e requerer a oportuna e futura busca da justiça remuneratória para todos os Colegas que vêm sofrendo relevantes perdas em seus poderes aquisitivos. Encontrar a forma que o permita é o grande desafio que temos pela frente.

Antonio J. Carvalho