segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CONTEC divulga proposta para busca de solução de sustentabilidade da CASS

Repasso, abaixo, proposta da CONTEC para solução da CASSI.
Conforme já divulguei em outras oportunidades, entendemos que a solução passar por medidas estruturantes e duradora, considerando a busca de eficiência administrativa e operacional, com elevação dos controles, redução de despesas e adequação do custeio.
Antonio J. Carvalho.

 Quebrando o procedimento unitário que vinha sendo adotado pelos representantes dos trabalhadores nas negociações objetivando a sustentabilidade da CASSI, três das entidades que participam da Comissão de Negociação com o BB divulgaram proposta de repasse aos associados de maior responsabilidade pelo custeio da CASSI.
Por óbvio que, depois de quase um ano de discussões, parte da proposta divulgada pelas associações decorreu de consenso das entidades que participam da Comissão de Negociação com o Banco do Brasil.
 A parte da proposta encampada pelas associações que encontra resistência do movimento sindical diz respeito à elevação demasiada das contribuições dos funcionários, aposentados e pensionistas.
 Como é do conhecimento de todos, uma das razões do desequilíbrio é que o crescimento das despesas da CASSI está desvinculado do crescimento das receitas, que está atrelada ao crescimento da folha de pagamento do Banco e da PREVI.
 E, como já publicado, a defasagem entre o crescimento das despesas e o crescimento das receitas depende do período que se considere.
 Assim, se considerarmos um período mais longo do que o considerado pelas Associações, podemos afirmar que um aumento de 20% nas receitas seria suficiente para o equilíbrio das contas da CASSI, o que demonstra o exagero no aumento de 54% nas contribuições, proposto pelas Associações.
 Além do exagero no aumento proposto, há que se considerar também:
 ·     Necessitamos que a elevação das contribuições seja acompanhada de garantia de que o BB não implementará alterações em sua política salarial – como fez a partir de 1997, retirando o anuênio, depois reduzindo o percentual dos interstícios da carreira e, por último, praticando o achatamento salarial com a substituição de reajustes por abonos no período de 1999/2002, isto sem falar da última alteração processada pela empresa para os cargos e funções. A propósito, na campanha salarial deste ano, a ordem do Ministro Levy (para os Bancos Federais) foi de reajuste de apenas 5,5%. E foi graças à conjuntura política que conseguimos evitar essa última tentativa de achatamento.
 ·    A implantação dos projetos-piloto das medidas estruturantes vai gerar redução de custos e melhor aproveitamento dos recursos, com reflexos favoráveis nos resultados da CASSI.
 ·   O salário de ingresso no BB, que torna a elevação das contribuições mais pesadas para esse segmento de associados.
 ·   Os colegas que se manifestam favoráveis à elevação da contribuição imaginam que haverá imediato atendimento para todos os associados, quando sabemos que isto não ocorrerá imediatamente na grande maioria das cidades do interior, onde há dificuldade de credenciamento de prestadores de serviços. O aumento das contribuições não garante, por si só, ampliação da rede credenciada, nem melhoria no atendimento, um grave problema recorrente da CASSI.
 ·     Na última reunião realizada em 21/12/2015, o Banco condicionou qualquer aporte, antecipação ou investimento ao encontro de solução de equilíbrio da CASSI.
 ·     Desde o início das negociações, o Banco se nega a aumentar as contribuições patronais referente aos aposentados, embora admita a compensação com contribuições referente aos funcionários da ativa.
 Pelas razões acima e considerando ainda:

a) os déficits acumulados pela CASSI nos exercícios de 2014 e 2015;
b) a impossibilidade de abrirmos mão da responsabilidade do Banco com os funcionários aposentados e os que vierem a se aposentar;
c)  a necessidade de manutenção das premissas fundamentais de estratégia da saúde da família;
d) a imprescindibilidade de manutenção do princípio da solidariedade;
e) que precisamos garantir os atuais direitos de ativos, aposentados e pensionistas; e,
f)  a preocupação com eventuais futuros desequilíbrios financeiros da CASSI.
 A CONTEC propõe:
 1.  Que o Banco custeie os investimentos de R$ 150 milhões para implantação das ações estruturantes e de sustentabilidade apresentadas pelos diretores eleitos da CASSI e ratificadas por todas as entidades que compõem a Comissão de Negociação, para melhoria dos processos de regulação e racionalização das despesas, com imediata instituição de dois projetos-pilotos de unidades próprias para implementação da estratégia da saúde da família, dentre outros;
2.  Cobertura pelo Banco de 60% dos déficits de 2014 e 2015;
3.  Cobertura pelos associados de 40% dos déficits de 2014 e 2015, a ser antecipado pelo Banco e descontado dos funcionários até 1% dos proventos mensais;
4.  Continuidade das negociações para encontro de alternativas perenes de sustentabilidade da CASSI e de possibilidade de inclusão dos incorporados.
DIRETORIA EXECUTIVA DA CONTEC



DIRETORIA EXECUTIVA DA CONTEC

3 comentários:

Adaí Rosembak disse...

Prezado Carvalho,

Importantíssima essa manifestação da CONTEC.
Parabéns pela retransmissão do comunicado.

Adaí Rosembak

Zé Mário disse...

Bom dia, Carvalho!
Você teria o valor total aproximado destes 40%(mesmo que sejam os dois anos juntos) e o quanto, aproximadamente, em reais, seria a "cota" de cada funcionário?
Creio que seja uma boa proposta, apesar de saber que o bolso do funcionário, que já está bem comprometido, devido as políticas salariais adotadas no passado(e comentado no post).
Forte abraço!

Antonio Carvalho disse...

Prezado Zé Maio,
Não tenho o valor. Esta proposta foi formulada pela CONTEC.
Vamos tentar aprofundar no âmbito da ANABB.
carvalho