quinta-feira, 31 de março de 2016

PREVI - RESULTADO 2015

A Diretoria da PREVI divulgou o resultado às Entidades no dia 18/03/2015. O exercício de 2015 foi deficitário em R$ 28,6 bilhões. Já o déficit acumulado foi de R$ 16,1. Isso porque, em 2014 havia superávit acumulado de R$ 12,5 bilhões. Somando-se os exercícios de 2014 e de 2015, o déficit foi de R$ 40,8 bilhões.

Esse resultado não traz consequências diretas para o Plano PREVI futuro. Porém, desequilibrou o Plano 1. A Lei obriga recompor as reservas matemáticas (Valor atuarial para garantia do pagamento dos benefícios até o final do Plano 1).

Diante de alterações nas regras dos fundos de pensão, objeto da Resolução 22, de 25/11/2015, do CNPC - Conselho Nacional de Previdência Complementar, deverão ser equacionados R$ 2,9 bilhões no prazo de 18 anos (Patrocinador e Participantes). A PREVI tem até dezembro de 2016 para elaborar um Plano de Equacionamento, que, após aprovado pelo Conselho Deliberativo, deve ser implementado em 60 dias, caso o Plano continue desequilibrado. Aprofundarei comentários sobre o resultado e suas implicações, oportunamente.

O déficit apresentado, não significa que a PREVI realizou prejuízos, pois não vendeu ações na baixa. Esse é um retrato contábil, estático, em 31/12/2015, afetado pela conjuntura econômica mundial, queda econômica nacional (-6,2% indústria, -8,9% comércio e -2,7% serviços e PIB negativo). A inflação elevada inflou as reservas matemáticas em R$ 13,8 bilhões. A Bolsa de Valores, em 31/12/2015, fechou em 43 mil pontos. O Presidente da PREVI falou que, com a Bolsa aos 51 mil pontos, o déficit seria reduzido em R$ 4,9 bilhões. A bolsa fechou hoje aos 52 mil pontos. Porém, sabe-se que o cenário não é dos melhores para os anos de 2016 e 2017.

A rentabilidade dos ativos totais em 2015 foi de (-2,5%), sendo: Plano 1 (-2,8%) e PREVI Futuro 3,7%. Registre-se que, 48% dos investimentos do Plano 1 estão aplicados em renda variável. Este percentual chegou a 66,8% em 2008 e 69,1% em 2009. O limite legal é de até 70%.

Como informado pela Diretoria, o resultado do Plano 1 foi afetado em (-R$ 13,4 bilhões) pela VALE, Banco do Brasil, Neoenergia, Petrobrás e Bradesco. Somente o impacto da Vale foi de R$ 7,8 bilhões. O minério de ferro, que já foi vendido a U$ 190 dólares a tonelada, caiu para U$ 48 em 2015. Hoje gira em torno de U$ 58 dólares.

A economia é cíclica. A PREVI apresentou déficit acumulado em 2001 (R$ 2,05 bilhões) e em 2002 (R$ 3,62 bilhões). O déficit no exercício de 2008 foi (R$ 26,6 bilhões) e em 2010 (R$ 17,3 bilhões).  Do outro lado, os maiores superávits acumulados foram em: 2006 R$ 34,8 bilhões; 2007 R$ 52,9 bilhões; e 2009 R$ 44,2 bilhões.

Compareceram ao evento, Conselheiros Deliberativos e Fiscais. Estive presente. Arnaldo Menezes e Mario Tavares (AFABB-DF) e Elisa Maniaudet e Santina Sbardella (do Grupo Indignados do BB), pediram informações e fizeram questionamentos diversos e cobraram posicionamentos.

Conforme o calendário divulgado, haverá apresentações em 12 capitais: RJ – 28/03; DF – 30/03 já foram feitas.  MG – 31/03; SP – 01/04; BA – 06/04; PE – 07/04; CE – 08/04; PR – 13/04; RS – 14/04; SC – 15/04; PA – 18/04; GO – 20/04. Informo que irei aos eventos de Salvador, Curitiba e Florianópolis, sem onerar a PREVI. 
Compareça. Aproveite a oportunidade. Pergunte. Questione. Cobre.
Fica autorizada a divulgação da presente mensagem, com a citação da fonte.
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Antonio J. CARVALHO.

sábado, 26 de março de 2016

PREVI - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2015

Em reunião do dia 17/03/2016, após as explicações da Diretoria Executiva, da avaliação dos pareceres Atuarial, da Auditoria Independente (sem ressalvas) e do Conselho Fiscal, que deu ênfase aos itens: Reclamatórias Trabalhistas Originadas no Banco do Brasil, Teto Remuneratório Para Fins de Concessão de Benefícios, e Remuneração Variável/Bônus para a Diretoria Executiva”, o Conselho Deliberativo da PREVI aprovou por unanimidade as Demonstrações Financeiras de 2015. Posteriormente, comentarei o resultado.
Já o Relatório da Administração foi aprovado por maioria dos votos. O Meu voto foi alinhado com posicionamentos dos Diretores e Conselheiros eleitos em 2014. Com o entendimento de que as informações devem ser mais abrangentes e com maior clareza possível, resgatei a manifestação firmada pelos conselheiros eleitos, registrada na ata 332 de 17/04/2015, conforme constou no Relatório da administração de 2014 (mensagem do Conselho).
Os assuntos que constam da referida manifestação, abaixo descritos, serão divulgados oportunamente em revistas da PREVI.
a)     O maior valor, o menor valor e o valor médio de benefícios e pensões pagos em 2015;
b)     O maior, o menor e o salário médio dos funcionários da PREVI.
c)     O valor dos benefícios dos aposentados (grupo pré-1967) responsabilidade do Banco;
d)     Demonstração do uso e saldo dos recursos previdenciários disponibilizados ao Banco, quando do pagamento do BET – Benefício Especial Temporário - período de 2010 a 2013;
e)     Os negócios mantidos com o conglomerado Banco do Brasil;
f)      Os investimentos na Vale do Rio Doce, Neoenergia e INVEPAR, critérios de avaliação, impactos no resultado e ações para mitigar riscos em os investimentos em renda variável;
g)     Política de Remuneração de Diretores. Esclarecer que nos honorários dos Conselheiros Deliberativos e Fiscais (titulares e suplentes) não incide remuneração variável nem outros benefícios adicionais e que os Conselheiros Consultivos não são remunerados;
h)     O valor do pagamento de benefícios aos Dirigentes Estatutários (Banco, PREVI e Subsidiárias) acima do TETO aprovado em 2008, informando os motivos da não implantação;
i)      O Plano 1 é de Benefício Definido e fechado em 24/12/1997 e que o benefício é complementar para os que se aposentaram até 24/12/1997 e suplementar a partir daquela data, após a mudança do Estatuto com vigência da Parcela PREVI;
j)      Possibilidade dos participantes efetuarem contribuições esporádicas;
k)    Informar que, exceto no Conselho Consultivo, os Conselheiros Suplentes participam das reuniões dos Conselhos, tem acesso ao mesmo nível de informações dos titulares, podem integrar os Comitês de Assessoria, propor, debater e opinar sobre todos os assuntos pautados, com direito a voz, mas, sem voto;
l)      Na Diretoria Executiva as decisões são por maioria dos votos, não cabendo o uso do voto de minerva, prerrogativa, apenas, dos Presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
m)   A inclusão de quadros com demonstrativos de resultados em cada exercício
n)     Detalhamento das ações judiciais, ativas e passivas e possíveis impactos futuros no resultado da PREVI, em especial as relacionadas às ações trabalhistas oriundas do Banco;
o)     O processo e Critérios para indicações de Conselheiros em empresas participadas.
Continuaremos atentos à defesa dos interesses da Previ e dos seus associados, cobrando o cumprimento das decisões do Conselho Deliberativo e a máxima transparência das ações de governança da nossa entidade.
Fica autorizada a divulgação da presente mensagem, desde que mencionada a fonte.
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Desejo a todos UMA FELIZ PÁSCOA.
Antonio J. CARVALHO.


quarta-feira, 23 de março de 2016

DÉFICIT DOS FUNDOS DE PENSÃO NA MIDIA

A imprensa vem divulgando os resultados dos Fundos de Pensão. Vejamos:
O jornal "O Estado de São Paulo", em edição de 23/03/2016 destaca que o déficit dos Fundos de Pensão pode totalizar R$ 70 bilhões em 2015, mais que o dobro de 2014.

O jornal "Folha de São Paulo" destacou em 20/03/2016 que a PREVI, FUNCEF e PETROS negam que há ingerência política. Informa que, com patrimônio de R$ 292,2 bilhões, 495 mil participantes, o déficit deste 3 fundos pode chegar a R$ 49,2 bilhões em 2015 e a maior parte dos prejuízos se deve à queda de ações da Vale do Rio Doce.

O jornal "O Globo" em 23/03/2016 informa que o déficit acumulado do Postalis (100 mil trabalhadores) é de R$ 7 bilhões e que pode haver elevação de contribuições e redução de benefícios.

Já o Presidente da ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - publicou em 16/03/2016 que o déficit de R$ 70 bilhões não é rombo e nem é necessariamente causado por má gestão. Das 223 Entidades que administram R$ 732,5 bilhões 115 registraram superávits e 108 foram deficitárias. Entende que o déficit é conjuntural.

Na PREVI, o déficit acumulado foi de R$ 16,1 bilhões. Olhando-se apenas 2015 o déficit foi de R$ 28, 6 bilhões, uma vez que em 2014 existia um superávit de R$ 12,5 bilhões. Somando-se os exercícios de 2014 e 2015 o resultado foi deficitário em R$ 40,8 bilhões, isso porque, em 2013 havia um superávit de R$ 24,7 bilhões. De acordo com a Lei e pelas mudanças feitas pelo CNPC - Conselho Nacional de Previdência Complementar – deverão ser equacionado R$ 2,9 bilhões no prazo de 18 anos (Patrocinador e Participantes), a depender de resultados futuros. Não significa dizer que a PREVI realizou prejuízo. Esse é um retrato contábil, estático que pode mudar de acordo com o humor da Bolsa de Valores.

Destaco que a Vale do Rio Doce, Banco do Brasil, Neoenergia, Petrobrás e Bradesco contribuíram com (R$ 13,4 bilhões) para o déficit. Somente o impacto negativo da Vale foi de (R$ 7,8 bilhões). O minério de ferro, que em 2011 era vendido a U$ 190 dólares a tonelada, caiu para U$ 48 em 2015. Hoje gira em torno de U$ 58 dólares.

Oportunamente, voltarei a comentar sobre o resultado e o Relatório da Administração.

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Antonio J. CARVALHO. 


Deputados avaliam que Previ está em melhor situação que outros fundos de pensão


Luis Macedo / Câmara dos Deputados


Durante audiência na Câmara dos Deputados, o relator da CPI dos Fundos de Pensão, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), afirmou que os problemas encontrados na gestão de outros fundos não são evidentes na Previ – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Para Souza, apesar de algumas operações de risco, a Previ tem boa governança e grande parte da perda de patrimônio registrada em 2015 se deve a fatores de mercado.

“Podemos inclusive aproveitar a expertise da Previ para recuperar os outros fundos, porque quando um deles perde dinheiro, uma parte disso sai dos nossos impostos; é dinheiro público”, ressaltou. O relator se refere ao fato de que as contribuições aos fundos de previdência complementar podem ser abatidas do Imposto de Renda, tanto de quem contribui, quanto das empresas que patrocinam os fundos para seus funcionários.

Investimentos
O presidente da Previ, Gueitiro Matsuo Genso, participou da audiência pública nesta terça-feira (22) na CPI. Ele explicou que o tipo de gestão feita pela instituição leva a uma baixa ingerência em seus investimentos. Ele explicou que áreas técnicas apontam os investimentos e a decisão está sob responsabilidade de diretores, que são eleitos pelos beneficiários. “Eles levam aos outros diretores, e o comitê gestor decide por consenso. Nunca foi usado o voto de minerva, que cabe ao presidente, para decidir sobre investimentos”, afirmou.

Ainda assim, o presidente da CPI, deputado Efraim Filho (DEM-PB), avalia que alguns investimentos poderiam ser melhores, principalmente em relação à participação dos fundos na Invepar, empresa de concessões de infraestrutura de transportes, como rodovias, metrôs, e aeroportos. “O preço da concessão foi muito alto, e isso gera uma margem de lucro muito pequena, o que dificulta o retorno dos investimentos”, disse.

Genso, que atualmente é presidente do conselho de acionistas da Invepar, defendeu, entretanto, que o investimento dessa natureza nos primeiros anos é alto, mas que a operação de longo prazo é muito rentável, e esse deve ser o foco dos fundos de pensão. “Se tivesse de fazer o investimento, não sou eu quem decidiria, mas baseado nas informações técnicas que temos, tenho certeza de que o conselho da Previ decidiria por fazer o investimento”, analisou.

Além da Previ, são acionistas da Invepar a Petros (fundo de pensão da Petrobras) e a Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal). Todos têm partes iguais, assim como a Construtora OAS, que foi envolvida nas investigações de desvios de recursos da Petrobras e está em processo de vender sua parte no empreendimento.

Segundo Genso, operações como o aeroporto de Guarulhos ainda estão precisando de muito investimento, mas a operação do Metro Rio já está em uma fase em que apenas recebe de volta os dividendos.

Deficit
Na audiência pública, Genso também tentou explicar o deficit significativo da Previ em 2015, com perda de R$ 16 bilhões. Segundo ele, o mercado de ações foi responsável pela perda de valor muito elevado de ativos de empresas brasileiras. A Previ perdeu R$ 13 bilhões apenas com a desvalorização das ações do Banco do Brasil, Vale, Petrobras, Bradesco e Neoenergia, uma empresa de geração e distribuição do setor elétrico que atua principalmente no Nordeste.

“Esse é um movimento normal de mercado, em que alguns fundos assumiram riscos para garantir deus rendimentos, mas estamos vendo se não há também tentativas de mascarar as perdas”, disse o relator Sérgio Souza. Ele questionou, por exemplo, o fato de outros fundos que também possuem participação na Vale fazerem avaliações diferentes do valor da empresa. Genso explicou que a avaliação da Previ é feita por bancos independentes de primeira linha, com metodologias semelhantes todos os anos.

Nova resolução 
Por sugestão dos deputados da CPÌ dos Fundos de Pensão, foi editada uma nova resolução da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (22/15) para regular o que deve ser feito em caso de deficit e superavit, o que facilita a recuperação no momento de crise, como agora, permitindo que problemas externos sejam levados em conta quando um fundo sofre perdas. Da mesma forma, quando houver novamente superavit, os fundos deverão guardá-lo. No passado, a Previ foi obrigada a repartir esses recursos com os beneficiários, e agora, caso a recuperação não aconteça, terá de reaver junto a eles os prejuízos.
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Luciana Cesar

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terça-feira, 15 de março de 2016

TETO DE BENEFÍCIOS: PREVIC - PREVI - BB

Matéria com o título “O Silêncio dos Bons”, foi publicada por Eliane Cantanhede em 17/02/2016, no Jornal “O Estado de São Paulo”, tratando sobre gestão dos Fundos de Pensão. A articulista destacou o ensinamento de Martin Luther King Jr. (1929-1968): “o pior não é o grito dos violentos, corruptos, desonestos e sem caráter”. "O que preocupa é o silêncio dos bons”. Nominando Instituições, conclamou os participantes dos Fundos de Pensão a falarem (ver em http://politica.estadao.com.br/noticias/geral, o-silencio-dos-bons,10000016765).

Feito este comentário, permitam-me, resgatar, mais uma vez, o assunto TETO DE BENEFÍCIO na PREVI, sobre o qual continuo divulgando informações, havendo iniciado em 01/06/2011, com o título “A BOCA NO TROMBONE”. Lembram? O assunto também foi divulgado pela ANABB em seu site, com base em reuniões e documentos fornecidos pela PREVIC. Vejamos:

Em 24/04/2008, o Conselho Diretor do Banco do Brasil transformou os Diretores, que antes eram empregados em Estatutários. A partir daquela data, suspenderam os contratos de trabalho, passando os Diretores a receber honorários, ao invés de salários. Com essa mudança, foram incorporadas aos honorários as verbas INDENIZATÓRIAS, próprias de empregados.

Na mesma data, o Banco aprovou um teto de contribuição e benefícios para os seus dirigentes Estatutários, não mais empregados, extensivo aos dirigentes de suas empresas controladas, coligadas, participadas, administradas, patrocinadas (CASSI e PREVI), fundações e funcionários que exerçam atividades em Órgãos vinculados ao Poder Público.

Ao fixar o teto de contribuição e de benefícios para a PREVI, foram excluídas dos honorários as verbas indenizatórias (licença-prêmio, férias, 13º salário, abonos, cesta alimentação etc.). O Estatuto da PREVI veda a incidência de contribuições e benefícios sobre as referidas verbas indenizatórias. O valor do TETO foi fixado em R$ 27.140,00, equivalente ao maior valor de referência de empregado do Banco na ativa (NRF 1, à época).

Na sequência, o referido TETO foi aprovado pela Diretoria e Conselho da PREVI, pelos Órgãos do Governo e foi enviado à PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar - para aprovação final. Lá o processo foi arquivado em novembro de 2010, a pedido do Banco.

É bom lembrar que, após a denúncia e divulgação feita em 04/05/2011, pelo então Conselheiro da PREVI, William Bento, o processo foi desarquivado na PREVIC, na gestão de José Maria Rabelo, que é oriundo do Banco do Brasil, a exemplo do seu sucessor, atual Secretário de Previdência Complementar e do Sr. José Roberto Ferreira, atual Diretor Superintendente da PREVIC.

Depois de muitas análises e pareceres, em 05/06/2013, a PREVIC determinou à PREVI e ao Banco que fossem excluídas aquelas verbas indenizatórias do benefício, retroativo a abril de 2008, e implantado o TETO, no prazo de 60 dias. A ANABB fez divulgação no site e permitiu manifestações de quem desejasse. Naquela oportunidade, também me manifestei e divulguei a matéria mais uma vez.

A não implantação do TETO, no prazo concedido pela PREVIC, gerou a proposta de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Em depoimento na CPI dos Fundos de Pensão, em 03/09/2015, o atual Presidente da PREVI informou: “O Banco desistiu da assinatura e o TAC foi encerrado na PREVIC. Não existe na Lei. A PREVI não está irregular. Está adequada à Lei. O Debate ocorre desde 2010 e está instalado no Comitê de Seguridade. No próximo mês deve-se chegar a um consenso”.

Passados mais de 6 meses da informação ao Presidente da PREVI, lembramos que o TETO ainda não foi implantado. A cada dia, mais e mais Dirigentes se aposentam sem observância do TETO.  Defendo que cabe à PREVIC fazer cumprir sua determinação de 05/06/2015, pugnando pela implantação do TETO, como aprovado, retroativo a 2008. Tenho debatido este assunto, sistematicamente, nas reuniões do Conselho da PREVI.

Diante da situação, acredito que cabe às Associações e Entidades representativas dos funcionários acompanharem e desenvolverem gestões para a solução da pendência que se arrasta há 8 anos.

Neste sentido, lembro que o Conselho Deliberativo da ANABB, em reunião de 05/03/2016, demandou à sua Diretoria que solicite informações e documentos à PREVIC, relacionados ao TAC e ao TETO. O assunto será pautado na reunião do Conselho da ANABB, agendada para o dia 11/04/2016, para os pertinentes encaminhamentos. Continuarei divulgando informações ao meu alcance.

Fica autorizado, a quem desejar, divulgar e comentar esta mensagem por todos os meios de comunicação, preservando a fonte. Participe do blog: WWW.ajccarvalho.com.br

Antonio J. CARVALHO


sexta-feira, 11 de março de 2016

FUNDOS DE PENSÃO EM EVIDÊNCIA

O Jornal  “O Estado de São Paulo” publicou matéria com o título:Fundos de pensão: A porta já foi arrombada”. Registrou que os déficits de alguns dos maiores Fundos de Pensão ligados às empresas estatais foram crescentes e praticamente dobraram no último ano. Consta também que alguns destes Fundos tiveram seus cargos de direção preenchidos de acordo com critérios político-partidários.
Eliane Cantanhede publicou matéria com o título “O Silêncio dos Bons” tratando sobre gestão nos Fundos de Pensão e aparelhamento do Governo e concluiu: Aliás, senhores funcionários da Petrobras e da Petros, do BB e da Previ, da ECT e do Postalis, da CEF e da Funcef, é hora de falar”. Além das suas instituições, os atingidos são o País e cada um de vocês. Como ensinou Martin Luther King Jr. (1929-1968), o pior não é o grito dos violentos, corruptos, desonestos e sem caráter. "O que preocupa é o silêncio dos bons"Sobre a publicação, a PREVI se posicionou, destacando: A Entidade reforça seu compromisso com a boa governança, gestão ativa e transparência na comunicação com seus associados”.
O Jornal “O Globo” divulgou, em 10/03/2016, que o rombo acumulado da FUNCEF, PREVI, PETROS e POSTALIS se aproxima de R$ 50 bilhões em 2015, sem somar os dados do ano passado que já amargavam rombo de R$ 17 bilhões. Os rombos se acentuaram por má gestão, ingerência política e recessão”, diz a reportagem.
A Gazeta Mercantil divulgou em 16/02/2016 que: “o rombo dos 4 principais Fundos de Pensão de Estatais (POSTALIS, FUNCEF, PETROS E PREVI) deve ultrapassar R$ 46 bilhões (déficit atuarial)”. “O chefe da Previc disse que é preocupante, mas está atrelado ao momento atual da economia brasileira”. "Apesar da dimensão que é muito grande, não vemos uma luz amarela ou vermelha", afirmou o Superintendente da PREVIC.
Outras reportagens registraram: “Em um ano, o rombo dos fundos de pensão fiscalizados pela Previc praticamente dobrou”. “Cresceu 96,5% (pelos critérios da Previc, um fundo apresenta déficit quando os ativos não são suficientes para pagar os benefícios devidos até o último participante vivo)”. “Os rombos devem ser cobertos pelos participantes e pela empresa patrocinadora”. “As regras para sua cobertura foram aliviadas no fim do ano passado”. A crise econômica reduziu os rendimentos das aplicações dos recursos dos fundos, dos quais cerca de dois terços são aplicados em fundos de investimentos e 15% são destinados a títulos públicos. “O baixo rendimento explica parte do mau resultado que essas instituições apresentaram em 2015”. “Cerca de 80% do déficit está concentrado em dez planos, sendo nove deles patrocinados por empresas públicas”. 
Também foi divulgado que a PREVI teve déficit de R$ 13 a 16 bilhões. O resultado oficial será publicado em março, como já informado no site da PREVI.
Sabe-se que os Fundos de Pensão alavancados em renda variável (Bolsa de Valores) são mais vulneráveis. A inflação também contribuiu para os déficits. Diante das publicações, sou demandado por muitos Colegas, alguns até em desespero. Entendo que a situação no momento é crítica. Mas a economia é cíclica e nossos investimentos e compromissos são de longo prazo. Logo, em minha opinião, não há motivos para desespero. Devemos, sim, acompanhar e permanecer vigilantes e agirmos nos momentos adequados para proteger o patrimônio e assegurar o cumprimento das obrigações da PREVI perante seus associados.
É oportuno lembrar que a PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar  é o órgão governamental fiscalizador e supervisor dos Fundos de Pensão Fechados, de onde vem o seu custeio. Conforme tabela divulgada no site da própria PREVIC, a PREVI vem contribuindo para o custeio da mesma com dois milhões, duzentos e cinquenta mil reais por quadrimestre.
Ainda sobre os Fundos de Pensão, o jornal “O Estado de São Paulo” também divulgou matéria intitulada: Previc diz que agirá antes de porta ser "arrombada". Alguns comentários do Dirigente da PREVIC: “A Previc, órgão responsável pela fiscalização dos fundos de pensão, mudou o modelo de supervisão para chegar antes de a "porta estar arrombada", nas palavras do novo diretor-superintendente, José Roberto Ferreira”. "Temos elementos suficientes para avançar nesse sentido". "Temos consciência plena de que não cabe ao dirigente de um fundo de pensão nenhuma responsabilidade menor do que a de dirigente de um banco", afirmou. Questionado sobre por que em vários escândalos aparecem corrupção nos fundos de pensão, Ferreira afirmou que, embora a frequência seja mesmo grande, o número de entidades mencionadas é pequeno. "Não estou relativizando, temos situação em número muito maior do que gostaríamos", ponderou. "Essas entidades, apesar de terem algum aperfeiçoamento de governança, ainda têm um caminho longo para percorrer”. 
A propósito, foi divulgado em 25/01/2016 que a PREVIC puniu os Dirigentes do Postális com multa de R$ 37.993,00 e inabilitação para exercício de cargos por dois anos, por má gestão. Comenta-se sobre a incompatibilidade da pena em relação aos prejuízos divulgados.
É oportuno lembrar que o TETO de Benefícios da PREVI, aprovado por todas as instâncias em 2008, para limitar os benefícios dos Dirigentes Estatutários e que tramitou na PREVIC, onde em 2010 o processo foi arquivado e retomado em 2011, na gestão de José Maria Rabelo, após a denúncia e divulgação feita pelo  então Conselheiro da PREVI, William Bento. Na sequência, em 05/06/2013, a PREVIC determinou a implantação do TETO, retroativo a abril de 2008, ainda não implantado. Parte do processo foi divulgado no site da ANABB, aberto a posicionamentos. Além de me posicionar, fiz ampla divulgação da denúncia de William Bento à época.
Ainda sobre o Teto de Benefício, como existia um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), o Presidente da PREVI informou à CPI em 03/09/2015:O Banco desistiu da assinatura e o TAC  foi encerrado na PREVIC. Não existe na Lei. A PREVI não está irregular. Está adequada à Lei. O Debate ocorre desde 2010 e está instalado no Comitê de Seguridade. No próximo mês deve-se chegar a um consenso”. Destaco que tenho pautado este assunto, sistematicamente, nas reuniões do Conselho da PREVI.
Finalmente, entendo que cabe às Associações e Entidades representativas dos funcionários do Banco acompanharem e desenvolverem gestões para a solução da pendência, que se arrasta há 8 anos. Neste sentido, o Conselho Deliberativo da ANABB, em reunião de 05/03/2016, demandou à Diretoria solicitar informações e documentos à PREVIC, relacionados ao TAC e ao TETO. Estamos na expectativa de conhecer os referidos documentos na reunião do Conselho da ANABB, agendada para o dia 11/04/2016.

Antonio J. “CARVALHO”.