domingo, 31 de julho de 2016

PREVI - INVESTIMENTOS CONCENTRADOS - VALE DIVULGA RESULTADO SEMESTRAL


A PREVI tem R$ 24 bilhões na VALE, a valor econômico em 2015, equivalentes a 15,7% do total dos investimentos do Plano 1 e 32,6% da renda variável. Este investimento, não passível de desfazimento por força de acordo de acionistas que vencerá em maio de 2017, foi feito na privatização em 1997, por meio da Litel, acionista da Valepar, controladora da VALE.
A participação na VALE impactou em R$ 7,8 bilhões o déficit de R$ 28 bilhões da PREVI em de 2015.  O impacto seria pior, tivesse considerado o valor de mercado, descasado do valor econômico, usado para efeito contábil na PREVI.

O jornal “O Estado de São Paulo” edição de 28/07/2016, dentre outros informe, divulgou que a VALE:
A) - Reverteu prejuízo e apresentou lucro líquido de R$ 9,8 bilhões no primeiro semestre de 2016. O EBITDA (Lucro antes de juros, impostos e depreciações) foi de R$ 16 bilhões, aumento de 40% em relação ao primeiro semestre de 2015. Já a receita líquida do semestre, R$ 45 bilhões, registrou alta de 15%.
B) - Apresentou recorde de produção de minério de ferro, cuja meta é de 340 a 350 milhões de toneladas em 2016; Menor custo (US$ 30 a tonelada entregue na China, maior compradora, ante US$ 40 em 2015); Melhor preço (US$ 54 a tonelada, contra US$ 45 em 2015). No passado o minério já foi vendido a US$ 190 a tonelada.
C) – Contabilizou lucro de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre, afetado pela provisão de R$ 3,7 bilhões, (acidente ocorrido em Mariana), responsabilidade secundária da VALE que detém 50% do capital da Sanmarco, dada à reduzida expectativa de retorno das operações da Sanmarco em 2016, pela incerteza dos processos de licenciamento ambiental. O valor provisionado poderá ser revertido no futuro, diante da expectativa de que a Sanmarco volte a operar em 2017.

O Diretor de Finanças da VALE informou que concluiu o ciclo de grandes investimentos estratégicos iniciados em 2008, tornando-se mais competitiva e que está buscando a redução de dívidas para, a partir de 2017, com mais caixa e menos gasto, voltar a distribuir melhores resultados aos sócios.

Constata-se um bom desempenho da PREVI em 2016, motivado pela melhoria da bolsa de valores, mas que, o déficit acumulado continua elevado. Destaque-se que a PREVI considera nos balanços intermediários os valores econômicos da VALE, Neoenergia e INVEPAR, posição em dezembro de 2015, pois, as avaliações destas empresas são realizadas ao final de cada exercício.

Antonio J. CARVALHO.
Blog do Carvalho: WWW.ajccarvalho.com.br 

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