quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CASSI E PREVI – ENCONTRO DAS AFABB DO SUL


No de 6 agosto ocorreu em Balneário Camboriu o 8 encontro das AFABB – Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil - região Sul, (PR, RS, SC, Itapema e Joinville). Foram abordados por Diretores assuntos da CASSI e PREVI. Compareceram, também, dirigentes das AFABB de Brasília e Natal, AAFBB e ANABB.
O Diretor eleito Humberto Almeida, apresentou a situação extremamente crítica da CASSI, diante de déficits crônicos desde 2011, (R$ 252 milhões em 2015), oriundos dos descasamentos entre receitas e despesas, provocados pela inflação médica, demandas judiciais, multas da ANS, redução de qualidade de vida e doenças crônicas dos associados. O Diretor da CASSI disse que em agosto terá dificuldades para pagar os compromissos. Vê como alternativa o rateio temporário do déficit de R$ 300 milhões previstos para 2016, na proporção de 60% para o Banco e 40% para os Associados. O Banco discorda do rateio, alegando limitações legais.
Como divulgado em redes sociais, o Diretor eleito William Mendes propõe que o Banco faça um adiantamento e que sejam elevadas as contribuições dos Associados de 3,5% para 4% e as do Banco de 4% para 6% e mais 0,5% para investimentos, durante 5 anos.
Destaque-se que, desde 2014, arrastam-se negociações entre Entidades e o Banco, na busca de uma solução, enquanto a situação da CASSI se agrava a cada dia.
Circulam informações de que na reunião 01/08/2016 o Banco solicitou tempo para apresentar proposta em meados de agosto. O Banco alega que uma solução perene depende de um diagnóstico contemplando regulação, política de negociação e processos internos, dentre outros, mediante avaliação técnica.
O Diretor Humberto foi cobrado a “fazer o dever de casa” com ações concretas. Foi lembrado que as despesas em 2015 cresceram 16%. A quantidade de funcionários aumentou de 950 em 2013 para 1.980 em 2015. A Conselheira Loreni informou que desde 2015 a CASSI está em contingência e que havendo mudanças a aprovação final será dos Associados, após passar pelo Conselho Deliberativo.
Pontuei a necessidade de se rever estruturas, processos, contratos, controles, verificando possíveis evasões de receitas, em sintonia com a PREVI, se necessário.
Sobre a PREVI o Diretor Marcel falou do déficit de 2015, com possível equalização de R$ 2,8 bilhões a partir de março 2017, caso o déficit de 2016 seja maior que 8% das reservas matemática, cerca de R$ 11 bilhões. Disse que a perspectiva hoje é de não ser necessário equalização, mas depende da avaliação da VALE, INVEPAR e NEOENERGIA.
Marcel falou da Política de Investimentos, do PLP 268/2016, da Governança como exemplo, reconhecida na CPI dos Fundos de Pensão. Abordou a venda da carteira composta por 4 mil contratos imobiliários inadimplentes, no valor de R$ 2,1 bilhões, já provisionados, cujo valor da venda está em negociação, considerando que não existe interesse da PREVI de tomar os referidos imóveis, dada as dificuldades de administração.
Sobre empréstimo simples, Marcel disse que o saldo devedor se eleva diante da inflação alta e das suspensões temporárias de cobrança das prestações, adiantando, que é contra a suspensão de contribuições no final do ano.
Questionado, o Diretor Marcel disse que a remuneração dos funcionários da PREVI é igual a do Banco, por força de contrato de cessão. Sobre o teto de benefício disse que não foi implantado porque o Banco discorda. Falou, ainda, que a comunicação da PREVI é ruim, os sistemas estão defasados, mas já existem providências para modernização, com expectativas de melhorias.
Na oportunidade, Pontuei informando que os honorários dos Diretores da PREVI já foram desvinculados do Banco em maio de 2015 e a definição é de responsabilidade do Conselho Deliberativo e que, mesmo diante de um déficit de R$ 28 bilhões em 2015 e R$ 16 bilhões acumulados, foram pagos 6 honorários de PLR aos Diretores da PREVI, com o meu voto contrário, conforme já foi divulgado. Quanto ao teto de benefício, informei, mais uma vez que continuo defendendo o que foi aprovado em 2008 pelo Banco, PREVI e Governo, não implantado, mesmo com a determinação da PREVIC de junho de 2013. Finalmente, sobre o PLP 268/2016, lamentei mais uma vez, a falta de apoio das grandes Associações originárias do Banco à emenda 13 que propõe relevantes mudanças historicamente reclamadas pelos participantes da PREVI.
Autorizo a divulgação, preservando a fonte e o conteúdo.
Antonio J. CARVALHO
Blog do Carvalho: WWW.ajccarvalho.com.br

2 comentários:

Anônimo disse...

Prezada colega Carvalho,
Esperando contar com o seu imprescindível apoio, bem como das entidades que nos representam sentido aprovação da sugestão ali feita, posto, a seguir, mensagem por mim endereçada à PREVI:
Data: 15/8/2016
Tipo: Sugestão

Mensagem: Ilmº Sr. Marcel Barros
DD. Diretor de Seguridade

Faço referência à notícia divulgada no site da PREVI dando conta do realinhamento do Empréstimo Simples cujo teto foi elevado para R$ 160 mil. 2. Louvo a iniciativa dessa Diretoria pela medida ora divulgada, porém muito me preocupa a situação da maioria dos mutuários dessa Caixa de Previdência, na qual me incluo, que se encontram com Margem Consignável negativa e que, se mantida a metodologia de cálculo até então adotada, ficarão, mais uma vez, sem poder usufruir dessa benesse.
3. Diante da situação financeira vexatória por que passam aposentados e pensionistas que não podem se quer apresentar uma proposta para renegociação de débitos vencidos junto a Bancos, financeiras e agiotas, em razão de os benefícios já se encontrarem corroídos pela elevada inflação com a qual convivemos, peço vênia para apresentar sugestão que, a meu ver e s.m.j., se aprovada, viria beneficiar à quase totalidade dos associados:
- excluir as verbas C751 CAPEC, C767 CASSI PARTICIPAÇÃO, C800 PREVI CONT PESSOAL MENSAL e C820 CASSI CONTR . PESSOAL, bem como outras consignações relativas a seguros averbadas na fopag da Metodologia adotada para apuração da Margem Consignável, já que não se referem a operações de crédito e, consequentemente, não previstas nas Leis 10.820 e 13.172, de 17.12.2003 e 21m10.2015, respectivamente, que tratam da matéria.
4. Diante do exposto e confiante no espírito humanitário já demonstrado por essa Diretoria de Seguridade, espero que a sugestão ora apresentada seja aceita e aprovada pela Diretoria Executiva e que se proceda os ajustes necessários já visando a contratação e/ou renovação prevista para 15.09.2016, pelo que, desde já, agradeço e aproveito o ensejo para reiterar protestos de estima e consideração.
Atenciosamente,
Filomeno José Linard Costa – Após. Matr. 3.288.840-6

Matrícula: 3288840
Nome: FILOMENO JOSE LINARD COSTA
E-mail: filoedenna@oi.com.br

Jose Roberto Eiras Henriques disse...

Carvalho,

Nos explique o que o Marcel quer dizer com a mensagem abaixo, especialmente sobre o primeiro paragrafo.

De: "Marcel Barros"
Enviada: 2016/08/11 01:47:53
Para: email@compromissocomassociados.com.br
Assunto: Previ Futuro - resgate da parte patronal deve ser aprovada pelo BB





Primeiras medidas


Compromisso com Associados presta contas





Resgate das contribuições patronais do Previ Futuro - A diretoria e o conselho deliberativo já aprovaram o resgate das contribuições patronais no Previ Futuro. O novo regulamento com esta previsão já foi encaminhado ao Banco do Brasil e aguarda somente a anuência do banco para remeter a alteração para a aprovação final da PREVIC, o órgão fiscalizador dos fundos de pensão.


O banco já deu sinal positivo à proposta e aguarda a manifestação dos órgãos de governo (Ministério do Planejamento e da Fazenda) para encaminhar o regulamento com a mudança para a PREVIC.





Novos perfis de investimentos no Previ Futuro - Os novos conselheiros eleitos em maio deste ano, pela Chapa Compromisso com Associados, já pautaram no Conselho Deliberativo da Previ a proposta de criar novos perfis de investimento no Previ Futuro, para criar mais de um perfil de investimentos por associado e o perfil Ciclo de Vida, que altera o perfil das aplicações segundo a faixa etária.


As áreas técnicas da Previ foram orientadas a fazer os estudos necessários para criar os novos perfis. Os conselheiros eleitos acompanharão o andamento da demanda.




Marcel Barros, diretor de Seguridade da Previ