sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CPI DOS FUNDOS DE PENSÃO – FUNCEF SE UNE AO MPF

Reproduzo, abaixo, publicação do Correio Brasiliense, sobre a FUNCEF, após a CPI dos Fundos de Pensão e Operação Greenfield.
Em síntese, a matéria trata de Auditoria Interna em fundos de investimentos, processos de análises de investimentos, revisão de contratos de prestações de serviços, com redução de R$ 10 milhões de custos administrativos, busca de soluções para possíveis prejuízos decorrentes de supostas fraudes investigadas pelo Ministério Público e Polícia Federal.
Trata, também, do Plano de Equacionamento do déficit de 2015 e ações para elaborar propostas para o ganho de eficiência, economia de recursos e aumento da agilidade na gestão e no atendimento.

“CPI dos Fundos de Pensão | Correio Braziliense | Economia | BR
Funcef se une ao MPF”
 “ANTONIO TEMÓTEO”
“A Funcef, o fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal, iniciou um processo de auditoria interna nos oito fundos de investimento em participação (FIPs) dos quais é acionista e que são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) na Operação Greenfield. Além desse trabalho, a entidade fechada de previdência complementar substituiu o gerente jurídico e passou a figurar no polo ativo, ao lado do MPF, em todos os processos que tratam desse tema.
Para evitar que novas aplicações dificultem atingir a rentabilidade desejada, a fundação alterou os processos de análise de investimentos, desde a chegada da proposta, passando pela análise até a recusa ou aprovação do negócio. Para isso, houve revisões nas etapas de prospecção, na avaliação do retorno sobre o risco e padronização dos modelos jurídicos. A Funcef também definiu que uma equipe técnica acompanhará os investimentos sob investigação para monitorar as informações e definir estratégias que serão adotas para recuperar os recursos aplicados.
A entidade não descarta ingressar na Justiça para reaver parte dos possíveis prejuízos acumulados com as aplicações investigadas na Operação Greenfield. Além disso, nos primeiros 50 dias da nova gestão, contratos de prestação de serviços foram revisados e isso proporcionará uma economia de R$ 10 milhões em custos administrativos. Com isso, os gastos anuais da Funcef diminuirão de R$ 150 milhões para R$ 140 milhões. A fundação ainda reforçou os contatos com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) para adequar os processos de compliance (agir em sintonia com as regras).
Além de buscar soluções para os possíveis prejuízos acumulados com as supostas fraudes investigadas pelo MPF e pela PF, a Funcef se prepara para executar o novo equacionamento do deficit registrado pela fundação em 2015. Uma reunião com a Caixa foi agendada para discutir como será esse processo.
Foi definida também a criação de um grupo de trabalho, com representantes da fundação e da patrocinadora, para elaborar propostas para ganhos de eficiência, economia de recursos e aumento da agilidade na gestão e no atendimento. Serão definidos ações, prazos, impactos e resultados a serem alcançados”.


2 comentários:

jurandir Waltrich disse...

Sugiro fazer isso na Previ, porque os funcionários cedidos pelo BB custam muito mais caro que os funcionários da própria Previ, se fossem tão bons como o Site da Previ anuncia não teríamos déficit e nem o fim do BET, o BB levou a parte dele e nos ficamos chupando dedo,

Anônimo disse...

Esses novos critérios de remuneração da diretoria executiva anunciados no site pela Previ foram, ou não, implantados através da utilização do voto de minerva por parte do patrocinador?