quinta-feira, 2 de março de 2017

A PREVI E A VALE - NOVO ACORDO DE ACIONISTAS

No dia 17/02/2017, em reunião conjunta (Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo), por unanimidade, foi aprovada proposta, também aceita pelos signatários do ACORDO da VALE de 1997, que vence em 10 de maio de 2017, para formalizar um NOVO ACORDO de Acionistas, com duração de 3 anos, em bases mais favoráveis, não prevendo renovações, conforme amplamente divulgado nos sites www.previ.com.brwww.vale.com.brwww.vale.com e na grande mídia nacional e internacional.
 Este NOVO ACORDO, prevê a conversão de ações preferenciais em nominativas e a incorporação da VALEPAR pela VALE, gerando um bônus de R$ 3 bilhões a serem distribuídos entre os acionistas da VALE. O NOVO ACORDO apresenta, além de outras, as seguintes vantagens:
A) Mais da metade das ações ficarão livres para comercialização a partir de fevereiro de 2018, com liquidez no mercado;
B) Reforma do Estatuto da VALE, possibilitando sua operacionalização no novo mercado da BOVESPA;
C) Estabelecimento do controle difuso, de forma que nenhum acionista da VALE poderá deter mais de 25% do capital, com melhoria da governança;
D) Diversificação de acionistas;
E) Melhor acesso ao Mercado de Capitais.
 Como ocorreu a participação da PREVI na VALE:
 A) Em 1997, a LITEL Participações foi constituída pela PREVI, FUNCEF, PETROS e FUNCESP, para participar da privatização da VALE. Também foi constituída a VALEPAR, formada pela LITEL, BNDESPAR, BRADESPAR e MITSUI & CO. LTDA e naquela época foi assinado um Acordo de Acionistas de 20 20 anos, que vencerá dia 10/05/2017;
B) A VALEPAR é a controladora da VALE, com 32,12% do seu capital;
C) A LITEL é controladora da VALEPAR com 58,07% do seu capital;
D) Por sua vez, a PREVI é a controladora da LITEL, com 80,62% do capital. Em decorrência desta estrutura acionária, a PREVI participa com 15,5% da VALE, hoje a terceira maior mineradora do mundo, em valor de mercado, presente em 26 países, com 400 mil acionistas.
 Registre-se que, a PREVI tem concentrado na VALE R$ 24,2 bilhões, equivalente a 14,6% dos seus investimentos, representando 30,6% da Renda Variável do Plano 1. Já os investimentos do PREVI Futuro equivale a 0,17% do capital total da VALE. Os investimentos do Plano 1 na VALE não têm liquidez na Bolsa, dada à estrutura societária, deixando a PREVI desenquadrada, há muito tempo, pelas normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
 Ressalte-se que, neste período, de 1997 a 2016, o retorno dos investimentos superou a meta atuarial e a PREVI recebeu da VALE, a valor presente, cerca de R$ 18,5 bilhões de dividendos e juros sobre o capital próprio.
 Note-se também, que, a partir de 2002, a PREVI contabilizou o seu investimento na VALE pelo valor econômico, fluxo de caixa descontado, variando nestes 15 exercícios para mais ou para menos em relação ao valor de mercado precificado pela Bolsa de Valores. Observa-se que, em 5 exercícios deste período, o valor econômico ficou próximo ao valor de mercado. Porém, em 7 exercícios o valor econômico foi bem menor que o valor de mercado sendo que as maiores divergências ocorreram em 2007 e 2010 quando a PREVI contabilizou sua participação na VALE por R$ 30 e R$ 34 bilhões enquanto que o valor de mercado foi de R$ 58 e 54 bilhões, respectivamente. Neste período, as ações da VALE foram negociadas na Bolsa em torno de R$ 59,00 e R$ 55,00, quando a Bolsa atingiu 63 mil e 69 mil pontos respectivamente. Por outro lado, em 2014, 2015 e 2016 o valor econômico foi maior que o de mercado, notadamente em 2015, cujo valor econômico foi de R$ 24 bilhões e o de mercado foi de R$ 13 bilhões, período em que as ações da VALE foram desvalorizadas, chegando a ser negociadas ao valor de até R$ 6,44 e a Bolsa caiu para até 37 mil ponto. Em fevereiro de 2017 as ações da VALE estão sendo negociadas entre R$ 30,00 a R$ 34,00 e a Bolsa variou entre 61 a 67 mil ponto. Neste patamar, os investimentos da PREVI na VALE, a mercado, valem hoje cerca de R$ 32 bilhões. 
 Acreditamos que, o NOVO ACORDO, na forma como foi concebido será muito importante para a PREVI que terá mobilidade e liquidez na negociação de suas ações na VALE.
Antonio J. CARVALHO.

3 comentários:

Ariovaldo Michelini disse...

Carvalho, tudo bem, mas ficaremos engessados mais alguns anos. Não seria viável um acordo em que as partes se comprometem a não alienar suas ações por valor inferior a um determinado patamar corrigido mensalmente? Com isso se evita que ao final do novo acordo, uma das partes venda um grande lote e como se sabe, regra de mercado, quando há muita oferta, o preço cai e logicamente ocorrerá uma perda para todos os acionista. Isso só é possível porque com o acordo do controle difuso, fica impossível um acionista atual adquirir a participação da PREVI, que já tem 15,5%.

Anônimo disse...

Carvalho, creio não ter entendido muito bem. Afinal, o déficit diminuiu ou aumentou?

Anônimo disse...

Se em 20 anos o Plano 1 da PREVI recebeu da "VALE" quase R$ 18 bilhões em dividendos,"(ovos de ouro)" não há o que pensar em vender seus 28 ou 30 bi ali aplicados, pois estará "matando sua galinha"!!!!

Quando chegar fevereiro de 2018, vamos ver se é preciso vender parte de nossas melhores ações....

Lembramo-nos que em 1997 o FHC torrou essa Cia.estatal e pagamos uma mixaria!!! - Hoje a "VALE" vale USS 50 bilhões de dólares....e segue valorizando, com novos investimentos feitos na exploração e infra-estrutura na exploração de minérios no Pará. Embora tenha único cliente, a China, seguirá comprando nosso minério, e comprando a própria VALE....