domingo, 9 de abril de 2017

PREVI – RESULTADO DE 2016

Mesmo num ano de muita turbulência política e econômica, com queda de 3,6% do PIB – Produto Interno Bruto - o resultado da PREVI no exercício de 2016 foi muito positivo,  quando comparado a anos anteriores, registrando um superávit técnico de R$ 2,1 bilhões, muito superiores ao de 2015 que foi um déficit de R$ 28 bilhões, déficit este que comeu o superávit de R$ 12 bilhões que estava acumulado em 2015, ensejando um déficit acumulado no final de 2015 de R$ 16 bilhões.
Mesmo com este resultado que foi o melhor dos últimos 7 anos e evitou a elevação de contribuições em 2017, ainda restou um déficit acumulado no final de 2016 de R$ 13,9 bilhões.   Ressalte-se que, diferente da PREVI, muitos Fundos de Pensão que registraram déficit em 2015 não conseguiram reverter o suficiente para abortar o aumento de contribuições.
Este déficit acumulado de R$ 13,9 bilhões em 2016, quando ajustado, cai para R$ 11,36 bilhões, o que significa a obrigatoriedade legal da PREVI elaborar um plano de equacionamento de R$ 273 milhões, até o final de 2017, pois, a legislação admite a existência de um déficit acumulado de no máximo 7,6% da reserva matemática (obrigações), cujo limite de déficit em 2016 foi de R$ 11,09 bilhões.
O plano a ser elaborado somente será executado, caso o superávit no final de 2017 seja menor que R$ 273 milhões. É importante registrar que nos dois primeiros meses de 2017 a PREVI registrou um superávit de R$ 1,9 bilhões bem superior, neste momento, à necessidade para a cobertura dos R$ 273 milhões exigidos. Diante do cenário apresentando acreditamos que mais uma vez não haverá necessidade de se elevar contribuições.
O patrimônio do Plano 1 em 2016 foi de R$ 160 bilhões, sendo 8% maior do que foi registrado em 2015. Do outro lado, as reservas matemáticas (valores reservados para o pagamento de todos os benefícios até o final do Plano) foram de R$ 144 bilhões, sendo 6% maior do que o valor de 2015. Isso foi muito positivo, pois, o ativo atuarial (patrimônio), cresceu mais que o passivo atuarial (obrigações).
Em 2016, R$ 77 bilhões, (49% do patrimônio) estavam alocados em renda variável (mercado de ações) enquanto que R$ 63 bilhões (40,3% do patrimônio) estavam aplicados em renda fixa e 10,% estavam em outros investimentos.
A rentabilidade total da PREVI em 2016 foi de 15,03% superior à meta atuarial de 11,91% e muito superior à de 2015 que foi de (-2,84%) negativa.
A rentabilidade em renda variável em 2016 foi de 17,1%, bem menor que os 36,7% do IBRX (índice que mede o desempenho das principais ações negociadas em bolsa). Esta rentabilidade foi a maior dos últimos 7 anos. Destaque-se que a VALE, NEOENERGIA E INVEPAR, não são precificadas no mercado e são avaliados pelo valor econômico, fluxo de caixa descontado.  Ressalte-se que a rentabilidade da carteira de mercado foi de 37,6%, superior, portanto a do IBRX.
A rentabilidade das aplicações em renda fixa foi de 15,51%, a maior rentabilidade dos últimos 4 anos. Já a rentabilidade das aplicações em imóveis foi de 7,98%, inferior aos 11,22% registrada em 2015.
Cabe observar que nos últimos 7 anos a rentabilidade total do plano 1 foi de 241% sendo 39% maior do que a meta atuarial no mesmo período.
Em 2016, diferente de 2015, verifica-se que o maior impacto positivo ocorreu em grandes ativos como VALE, BB, NEOENERGIA, PETROBRÁS E BRADESCO.
No Plano 1, em 2016 éramos 114.943 participantes, sendo 82.369 aposentados, 11.862 ativos e 20.712 pensionistas.
Foram pagos R$ 10,4 bilhões em benefícios. Para tanto, foram vendidos R$ 2,8 bilhões de renda variável.
É relevante destacar que as despesas administrativas de R$ 321 milhões, foram reduzidas em 18,4% em relação ao ano de 2013. Ainda cabem reduções relevantes, particularmente quando forem implantados novos e modernos sistemas de processamentos. Estamos atentos e lutando neste sentido.
O Plano PREVI Futuro, criado em 1997, hoje conta com 87 mil participantes, sendo 86.109 ativos e tem um patrimônio de R$ 9,4 bilhões.
Os recursos desse Plano, 55% estão aplicados em renda variável, 28% em renda fixa e 17% em outros investimentos.
A rentabilidade total do Plano PREVI Futuro foi de 22,52%, bem maior do que a do Plano 1, da qual, 36,98% foram provenientes de aplicações em Renda Variável e 18,6% em renda fixa.
Trata-se de um Plano jovem e diferente do Plano 1, na modalidade de contribuições definidas. Está crescendo bastante e já se encontra entre os maiores Fundos de Pensão do Brasil.

Antonio J. CARVALHO.

2 comentários:

Anônimo disse...

Haverá pagamento de bônus de remuneração variável para a diretoria executiva? Em havendo, de quanto será o valor a ser destinado a cada um dos diretores?

Anônimo disse...

Os Blogs já foram mais atuantes, hoje estão quase parando.