sexta-feira, 13 de outubro de 2017

FUNDOS DE PENSÃO: UM PESADELO PARA MILHARES DE FAMILIAS




Conforme divulgado pela ABRAPP – Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - posição em maio de 2017, os Fundos de Pensão  agrupam 2.560 mil participantes ativos e 752 mil aposentados e pensionistas, com recursos de R$ 808 bilhões  (12,75 % do PIB brasileiro), concentrados em renda fixa. Deste montante, PREVI detém cerca de R$ 175 bilhões, posição em agosto de 2017.  

Em virtude de situações conjunturais e também de má gestão em alguns casos, muitos Fundos de Pensão vêm apresentando déficits elevados obrigando a elevação de contribuições para milhares de participantes (ativos e aposentados).

Os déficits que já vinham ocorrendo em anos anteriores em alguns Fundos se agravaram em 2015, totalizando um acumulado de R$ 76 bilhões que foi reduzido para R$ 71 bilhões em 2016, voltando a subir para R$ 77 bilhões em maio de 2017, sendo que 88% desse déficit estão concentrado em 10 grandes Fundos de Pensão.

Conforme amplamente divulgado na imprensa, a FUNCEF da Caixa Econômica Federal, a PETROS, da Petrobrás e o POSTALIS dos Correios, acumularam um déficit superior a R$ 42 bilhões nos Planos de Benefícios Definidos. A informação é de que somente a PETROS irá acumular um déficit de R$ 27 bilhões no final de 2017. 

Diante disso, para equalização do déficit, os integrantes da PETROS (Benefícios Definidos), pagarão contribuições extras, previsto para 18, anos que variam de 3,2% a 13,5% para os ativos e de 4,5% a 19% para os aposentados, a depender do  benefício.   

Na FUNCEF, no Plano Saldado, para equalizar o déficit de 2014 a cobrança extra foi de 2,7% e para equalizar o déficit de 2015, durante 17 anos a cobrança extra é de 7,8%.  

No POSTALIS, que passa por uma intervenção de 180 dias, podendo ser prorrogada, o Plano de Benefícios Definidos, conforme divulgado, posição em julho de 2017, tem R$ 10,6 bilhões de investimentos e R$ 7,4 bilhões de déficit, com rentabilidade acumulada de 2,4% de janeiro a julho de 2017, diante de uma meta atuarial de 4,3%. A equalização do déficit implicou numa contribuição extra de 17,9%, com previsão de se elevar para 20,6%.

Nesses casos, é notável a redução de salários e benéficos, causando insatisfações, intranquilidade, pesadelos e até desesperos para milhares de famílias.

Convém registrar que, na PREVI, (Plano 1 - Benefício Definido), a situação é bem diferente dos demais Fundos deficitários, passando tranquilidade aos participantes ativos, aposentados e pensionistas.

Conforme divulgado no site WWW.previ.com.br, na PREVI, embora tenha sido registrado um déficit de R$ 28,6 bilhões no exercício de 2015, o déficit acumulado foi de R$ 16,1 bilhões naquele ano,  tendo em vista que existia um superávit acumulado de R$ 12,5 bilhões em 2014. Em 2016 foi registrado um superávit de R$ 2,2 bilhões, reduzindo o déficit acumulado para 13,9 bilhões. É relevante destacar que, pelas regras emanadas do Órgão Fiscalizador (PREVIC), na PREVI não foi necessária a cobrança de contribuições extras para equalização do déficit existente. De janeiro a agosto de 2017 o superávit foi de R$ 4,2 bilhões, reduzindo o déficit para R$ 9,7 bilhões.  Nesse mesmo período, diante de uma meta atuarial de 4,61% o Plano 1 da PREVI apresentou uma rentabilidade de 8,35% e o Plano 2 PREVI Futuro rendeu 10,58% mais que o dobro da meta.

Acrescento que, em 06/10/2017 o Presidente da PREVI divulgou na imprensa que estima um superávit de R$ 6,5 bilhões no acumulado de janeiro até setembro de 2017, reduzindo o déficit para R$ 7,4 bilhões e que, caso a economia continue apresentando um bom desempenho é possível zerar o déficit até o final do primeiro semestre de 2018. Destacou ainda o Presidente o reconhecido modelo de Governança da PREVI, os avanços nos controles, regras e cuidados que se deve ter na aplicação dos recursos.

Finalmente, convém registrar que, diante de um cenário de redução da taxa de juros que já ocorre em 2017, o grande desafio dos Fundos de Pensão, em particular os que estão alavancados em renda fixa, é rentabilizar os investimentos de seus planos, para ao menos cobrir a meta atuarial que atualmente na PREVI é de juros de 5% a.a. mais INPC.

Antonio J. CARVALHO.


4 comentários:

joão maria lima bedran Bedran disse...

É TRISTE!
MUITO TRISTE.

Anônimo disse...

SENHOR CARVALHO,
COMO CONSELHEIRO E CONHECEDOR DAS DECISÕES DA PREVI ACHO QUE PODERIA, NO MÍNIMO, AJUDAR-NOS COM INFORMAÇÕES QUE R E A L M E N T E NOS INTERESSA.
PRIMEIRA: A PREVI VAI OU NÃO VAI AJUSTAR O LIMITE DO ES ?
SEGUNDA: QUANDO ? AGORA E NAS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES ?
TERCEIRA: SE NÃO VÃO AJUSTAR NÃO DEVERIAM DAR UM FIM NESTA NOVELA VIA SITE ?
UM FUNDO DE PENSÃO COM DIRETORES COM COMPETENTES E PLANEJADORES A CURTO E MÉDIO PRAZO É CLARO QUE HOJE, 13.10, ESTÃO MORRENDO DE SABER SE ALGUMA COISA ACONTECERÁ EM RELAÇÃO AO ES. FALTAM (18 DIAS) PARA NOVEMBRO 2017.
Agredeceríamos muito. É interessante sua postagem, no entanto, smj, a maioria dos associados acessam o site para ver o conteúdo de sua postagem.
Aguardamos sua compreensão. Quem sabe né ? Obrigado

Adaí Rosembak disse...

Caro Carvalho,

Excelente artigo. Sucinto e muito objetivo.
Como você disse a situação na PREVI está boa mas poderia estar mais confortável.
Novos panoramas estão surgindo na economia e na correção de desvios e falcatruas.
Coloco fé em nosso futuro.
Parabéns pelo artigo.
Nos encaminhe outros dentro dessa perspectiva otimista.

O amigo

Adaí Rosembak

Anônimo disse...

"Seu" Carvalho, o blog é seu mas vou opinar:
Se só lê e não publica msgs filiados, o blog serve mais para receber informações e repassar para os magníficos gestores da Previ.
Quem sabe fazer como a Seicília Garceiz, suspenda por um tempo.