quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

PREVI: NÃO HAVERÁ CONTRIBUIÇÕES EXTRAORDINÁRIAS


O Plano 1 da PREVI apresentou resultado líquido de R$ 5,7 bilhões acumulados de janeiro a novembro de 2017, o que, diferente dos demais grandes Fundos, evitou a cobrança de contribuições extraordinárias em 2018, ameaça que preocupava os participantes.

Assim sendo, as contribuições continuarão sem alterações, sendo a dos aposentados de 4,8%, diferente das elevadas contribuições dos outros três maiores Fundos (FUNCEF, PETROS E POSTALIS) que, na média as contribuições ordinárias são de 10,9%, com o agravante de que os participantes destes Fundos amargam o pagamento de contribuições extraordinárias, previstas para 18 anos, cujos percentuais adicionais variam de 2,7% a 20,6%, reduzindo, em muito, os benefícios recebidos.  

A rentabilidade acumulada dos investimentos do Plano 1 da PREVI no mesmo período foi de 10,4%, quase o dobro da meta atuarial acumulada de 6,4%.  Registre-se que, em 2008, 2011, 2013 e 2014 a rentabilidade foi menor que a meta atuarial, ensejando déficits elevados nos exercícios mencionados, sendo o maior da história da PREVI em 2015, de R$ 28 bilhões que corroeu o superávit acumulado em vários anos, desequilibrando o Plano 1.

Esse quadro histórico de déficits recorrentes começou a se reverter em 2016, quando foi registrado um superávit de R$ 2,2 bilhões. Há expectativa de que o plano alcance o equilíbrio técnico em 2018, afastando o fantasma de ameaças de elevação de contribuições, a menos que haja um grande desmantelo na economia. Cabe lembrar que temos pela frente um cenário de redução de juros que, possivelmente, forçará a PREVI a rever os juros atuariais, cuja taxa é de 5% AA., há muitos anos, o que implicará na elevação em alguns bilhões nas reservas matemáticas (compromissos para o pagamento de benefícios até o final do plano), que era de R$ 144 bilhões em 2016, devendo impactar o equilíbrio do Plano. A FUNCEF já se antecipou em novembro, reduzindo sua taxa de juros atuariais de 5% para 4,5 % AA.

Devemos aguardar o resultado do exercício de 2017 que acredito será melhor do que o que foi registrado até novembro, devendo afastar, também, a ameaça de elevação de contribuições em 2019.  

Desejo a todos UM FELIZ NATAL!

Antonio José de CARVALHO.