domingo, 18 de fevereiro de 2018

CASSI ACUADA: CONSULTORIA INDICA SOLUÇÃO



No dia 06/02/2018, em reunião conjunta, o Banco apresentou uma síntese da Consultoria, objeto do Memorando de Entendimentos firmado em 21/10/2016 entre o Banco e representantes de Entidades ligadas aos associados. Na oportunidade falou-se das providências para sanar desconformidades apontadas pela ANS – Agência Nacional de Saúde Complementar. O Banco adiantou R$ 323 milhões, conforme já foi divulgado, possivelmente para evitar intervenção na CASSI e para dar um fôlego, até que sejam definidas ações estruturantes de longo prazo, previstas para segundo semestre de 2018 para tirar a CASSI desse lamentável estado de insolvência (receitas menores que despesas), que perdura desde 2011.
Em síntese, a consultoria ao registrar a excelência dos benefícios da CASSI, aponta para a necessidade de adoção de várias ações, dentre as quais:
- Mudanças na arquitetura organizacional, com revisão de projetos e programas de assistência à saúde e da Política de Gestão de Pessoas buscando, a sustentabilidade;
-Melhorias na gestão, com manutenção da paridade (Patrocinador e Associados), sendo desejável que os Dirigentes tenham formação e conhecimento no segmento saúde;
- Investimentos em tecnologia para uma gestão eficiente eficaz;
- Melhor conhecimento da saúde dos associados, para mitigar agravamento de doenças, buscando a redução de despesas assistenciais;
- Revisão da gestão do risco populacional, para melhor planejamento de longo prazo;
- Integração de assistência à saúde oferecida pela Cassi com os programas de saúde ocupacional e de promoção e prevenção à saúde do Banco;
No Curto Prazo, para melhoria da gestão, com foco na redução de despesas, deverão ser adotadas ações direcionadas para:
- Aprimoramento de estratégias de Negociação com a Rede Credenciada;
- Otimização da Estrutura das CliniCassi;
- Revisão e criação de Programas de Saúde;
- Reorganização da Tecnologia da Informação;
- Revisão da Política de Gestão de Pessoas;
Finalmente, na reunião foi registrado que, em virtude da complexidade e abrangência, algumas ações poderão demandar mais tempo para implantação e necessitar de consulta ao Corpo social.
 De igual modo, deve necessitar, também, de consulta ao corpo social a implantação de novas regras impostas pela Resolução CGPAR 23 que abordaremos em outro momento.
Finalmente, por falar em consulta ao corpo social, é bom lembrar que está em curso o processo de eleição de Dirigentes para a CASSI. Foram inscritas quatro chapas com perfis e apoios diversos. Respeito opiniões e opções de todos. Porém, votarei e apoiarei a CHAPA 3 – VOCÊ NA CASSI, em virtude de ser independente com candidatos de elevada qualificação.

Antonio J. CARVALHO.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

CASSI AMEAÇADA DE INTERVENÇÃO RECEBE SOCORRO DO BB

Conforme já divulgado, o Banco do Brasil em janeiro de 2018  adiantou para a CASSI  R$ 323 milhões referente às suas contribuições do 13 salário dos próximos quatro anos, para livrar a CASSI de provável intervenção da ANS – Agência Nacional de Saúde – cujos desdobramentos seriam imprevisíveis, fora do nosso controle. A medida é paliativa. Não resolve o problema.
Sabe-se que, desde 1996, quando a CASSI se tornou empresa de Auto Gestão em Saúde, as receitas vêm caindo por conta da política salarial do Banco. Some-se a isso a elevada inflação médica, deficiência na gestão, falta de controles e abusos de associados e prestadores. Isso fez com que a CASSI consumisse todas as reservas e desde 2011 opera com déficits (Receitas menores que despesas), situação que vem se agravando a cada ano. Ressalte-se que, o Presidente e o Diretor de Administração e Finanças da CASSI são indicados pelo Banco.
Conforme foi amplamente divulgado, em 21/10/ 2016 foi assinado um Memorando de Entendimentos com Entidades ligadas aos associados, para salvar a CASSI da insolvência e foi aprovado pelos associados, para o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2019, contribuições extras de 1% dos associados (R$ 17 milhões mensais) e R$ 23 milhões mensais do Banco, que contratou uma consultoria especializada para elaborar diagnóstico até dezembro de 2016, indicar soluções para o equilíbrio da CASSI e implantar projetos até dezembro de 2017, o que não ocorreu. O relatório da consultoria somente foi apresentado em fevereiro de 2018. Foi elaborado um plano de curto prazo até a definição de medidas estruturantes, que podem ser amargas. Comentaremos o relatório posteriormente.
É sabido que as receitas ordinárias para o custeio da CASSI provêm de contribuições de 3% dos associados, ativos e aposentados, e de 4,5% do Banco na razão de 40% dos associados para 60% do Banco, ou seja, para cada 1 de contribuição dos associados o Banco contribui com 1,5. Nas contribuições extras a razão ficou de 1 para 1,35. A regra atual deverá ser mudada em virtude da Resolução CGPAR 23 editada pelos Ministérios da Fazenda e Planejamento, publicada em 26/01/2018, que limita as contribuições dos Patrocinadores de empresas estatais, podendo implicar na mudança do Estatuto da CASSI, com reflexos imprevisíveis. Esta é mais uma ameaça à nossa combalida CASSI. Posteriormente comentaremos essa Resolução da CGPAR.  
Diante desse cenário e dessa realidade de uma CASSI cronicamente deficitária e cientes das ameaças que perduram, urge que, além das associações, todos fiquem atentos, debatendo e acompanhando as tratativas, pois, em algum momento seremos chamados a votar mudanças do Estatuto. E por falar em votar é bom lembrar que já está em andamento a eleição na CASSI com inscrição de quatro chapas, com os mais diversos perfis de candidatos e vinculações. Não tenho dúvidas de que devemos escolher os mais qualificados, com os nossos olhos voltados em especial para a qualificação e experiência do candidato a Diretor de Saúde e Rede de Atendimento.  Voltaremos a esse assunto posteriormente.


Antonio J. CARVALHO